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Para o seu Peixoto e a dona Ivana!

Está chegando o dia dos pais!!! Graças à Deus eu tenho meu paizinho chato aqui comigo pra cheirar e abraçar (na verdade eu acho que a antipática mesmo dessa história toda sou eu. Do tipo me ame ou me odeie. Até às vezes eu mesma não sei a resposta pra ser bem sincera...). 

Mas voltando... Tenho meu paizinho chato de todas as horas, de tantas lembranças... De tantas risadas, palhaçadas, foi ele que toda vida me levou pra escola. Às vezes, Mamãe ia, mas a rotina era ele, porque coincidia com o horário de trabalho dele. Eu ia ouvindo aquela música"Receeeeeba as flores que lhe dou... E em cada flor um beijo meu, querida mil vezes querida, Deusa na terra nascida... " e voltava ouvindo Roberto Carlos. Era um programa que se eu não me engano até hoje passa em alguma rádio que não lembro no momento. Acho que o nome era "As melhores do Rei" ou "A hora do rei"... Uma coisa assim.

Eu ia e voltava reclamando da trilha sonora. Mas hoje (com 35 anos) posso confessar? Eu adorava!! Na verdade eu era chata. Paaaai, o senhor e a Mamãe foram uns santos viu... 

Eu morria de vergonha de andar naquele fiat 99 vermelho. Mas sempre estudei nas melhores escolas e todo ano farda nova, mochila da cantão e roupa que eu achava bacana, que na hora o senhor não comprava e depois ia lá na loja escondido fazer surpresa!!! 

Eu simplesmente amaaaaava nossos domingos na AABB, o senhor com o mesmo calção preto de listras brancas do lado. E mesmo c uma certa dificuldade financeira nunca deixava de me levar. Nem pra AABB, nem pro trenzinho na Vilmary, nem de me levar pra andar de avião, nem de pagar a melhor escola e me fazer andar com as melhores roupas...

O dia é dos pais, mas a mamãe. Gente, aquela mulher num existe de criativa não. Mesmo com esses poucos recursos que tínhamos, nunca eles deixaram passar em branco um aniversário meu. E detalhe. Como o dinheiro era pouco, ELA FAZIA TUDO. E TUDO QUE EU DIGO É TUUUUDO. Passava a noite acordada enrolando docinhos e mais docinhos. E quando o bolo solava?!? Lá ia ela fazer tuuuudo de novo. E sempre cantando, sorrindo. Ela fazia a decoração da mesa, das paredes, enchia os balões com a booooca e alguns com gás hélio pra me encantar... É. Se uma coisa que eles quiseram foi me encantar e marcar a minha infância, eles conseguiram... **Nas idas e vindas da escola, no enxugar minhas lágrimas pelo bullying que eu sofria na escola (que na época nem era bullyng e nem me traumatizou, só me aproximou mais ainda deles...) ah! E o motivo? Meu cabelo. Aaaffff Mamãe. Ele era meio indefinido e ela fazia uns cortes que só o senhor Jesus mesmo p não zoar. Não ficava feio não. Ficava depois!!! 

Em casa festinha de aniversário, que era em casa mesmo, Com a meninada da rua, creme de galinha, e bombom de lembrancinha. A minha avó materna que me dava o vestido da festa todo ano. Eu adorava. Adorava ver meu pai e minha mãe todos arrumados para a MINHA FESTA...

Mas vamos pular alguns anos. Papai se formou, melhoraram muito financeiramente. Mudaram o carrinho vermelho... Mas acredita que as mais lindas lembranças são daquela casa?!? E daquele tempo que as moedas eram contadinhas e eu nem sonhava...

Minha preocupação era se algum dia o cascão ia tomar banho!!! Minha felicidade era ir pra AABB e comer creps. Era ouvir os bregas e o Roberto Carlos. Era ver a Mamãe malhando na sala todooo dia e depois dançando a Xuxa comigo... Era o coelhinho que vocês me deram e eu cismei que tinha que ter uma coelhinha e do dia pra noite tinha 827367188  coelhos em casa e vocês amavam e cuidavam, pq eu os amava.

Os ovos escondidos que o coelhinho da pascoa deixava.... O doce delícia (era esse o nome mesmo, ela vai lembrar) que a Mamãe fazia. As tardes que a vovó passava lá com a gente. Meu Deus. Eu comecei a escrever para o dia dos pais e acabei numa viagem no túnel do tempo. Na casa que eu morei e hoje eu passo em frente todos os dias quando saio da academia. E me veio à cabeça uma coisa meio louca....

Gente. Criança não precisa de festas cinematográficas para serem felizes. Não precisam de iPhone, de dinheiro. Precisam sim, de uma boa educação, uma boa moradia, mas principalmente de AMOR. De se sentir amada, desejada, especial. Isso ela não vai esquecer nuuunca. Eu não lembro os temas das minhas festas, mas lembro da minha mãe cansada fazendo o bolo e os docinhos com um sorriso no rosto e eu sabia que era pra mim. Não lembro do cardápio da semana, mas lembro do meu pai tirando às vezes um item ou outro do carrinho do supermercado pra comprar aquele chocolate e aquele biscoito mais carinho que eu queria.

Lembro de ter tido a boneca da Xuxa, o Fofão, aquele que fala "não é a mamãe"... E de não ter nenhum medo deles. Porque a história que rolava na época é que eram demônios, sei lá... Mas eu não tinha medo. Eu me sentia segura. Me sentia amada. E é isso que importa mais que tudo. A criança ter essa lembrança de amor do PAI E DA MÃE, OU DO PAI E DO PAI, OU DA MÃE E DA MÃE... Ou de tantas formas de amor que existem. Mais amor gente.

Próximo texto choro mais e prometo fazer só pro senhor, viu pai!!! Rrsss

OBRIGADA SEU PEIXOTO E DONA IVANA. DESCULPE SE NÃO ME TORNEI O QUE SONHARAM... MAS EU OS AMO MAIS DO QUE POSSAM IMAGINAR E SOU ETERNAMENTE GRATA.

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