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Zé Filho e Mão Santa enfraqueceram a força e o ânimo de mobilização do PT

Não é preciso se ter doutorado em Ciência Política na tradicional Sorbonne, em Paris, para saber que as duas últimas eleições em Parnaíba, em 2014 e 2016, não trouxeram bons resultados para o PT. As urnas, que refletem o nível de tolerância da população, deram recados claros de que não estão muito satisfeitas com os representantes de partidos avermelhados, com imagens de estrelas, foice, cruz e afins.

A primeira derrota dos correligionários de Lula ocorreu em 2014, em Parnaíba, quando Zé Filho obteve maioria dos votos, mesmo com a vitória do candidato petista Wellington Dias para o Governo do Estado. Atônito e sem acreditar no resultado, a raposa em pele de cordeiro W. Dias teve que engolir o êxito do político parnaibano nas urnas. Muitos apontam isso como o principal motivo do governador petista ter tanta raiva de Parnaíba, e, nos últimos anos, fazer apenas o básico do básico de ações e investimentos no município litorâneo, com 150 mil habitantes.

Depois de 2014, mais uma derrota nas urnas em 2016. Novamente a esquerda praiana, com ênfase para o PT, pois Parnaíba era administrada por Florentino Neto, amargou outro resultado negativo, gerando um enfraquecimento ainda maior na força e na capacidade de reação do partido no segundo maior reduto eleitoral do Piauí, com mais de 100 mil votos. O político mais temido pelo PT chega ao poder em Parnaíba: Mão Santa. Aos poucos, o partido do presidiário Lula vai ficando reduzido a uma meia dúzia de filiados em Parnaíba. 

Até antigos aliados e fervorosos defensores dos petistas na cidade abandonaram a estrela vermelha e passaram a militar na coligação vitoriosa em âmbito local. Em reuniões, os registros fotográficos mostram o PT parnaibano com poucas pessoas, bem diferente de encontros antigos do partido, quando se via um número expressivo de colaboradores e uma alegria estampada no rosto dos companheiros de W. Dias. Sem a máquina municipal na mão, os 'amigos' de outrora já não são tão empolgados e presentes nesses momentos.   

A desmobilização da militância do PT na era pós-Florentino Neto foi tão grande, que recentemente o vereador Carlson Pessoa chegou a ponto de comentar em sua rede social que a atual oposição ao prefeito Mão Santa parece 'algodão doce', perto do que o parlamentar fez ao ex-prefeito petista. 

Duas eleições, duas derrotas seguidas. Muitas lições. A esquerda parnaibana, que antes arrotava soberba e poder, agora perdeu o ânimo e não conta mais com tantos apoios e votos. As urnas, às vezes, são imprevisíveis e indomáveis.  

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