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Bala de prata

Quando o candidato a presidente do PSL Jair Bolsonaro questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas dizendo que elas poderiam ser fraudadas, ele logo viu a reação e não se deu conta que a fraude e o golpe sobre as eleições estavam por vir. Veio pelas mãos do juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, ao quebrar o sigilo da delação do ex-ministro Antonio Palocci envolvendo o ex-presidente Lula. Horas depois todo o teor da delação foi entregue à mídia para que fizesse o devido escancaramento.

Não seria estranho se a quebra do sigilo da delação se desse depois das eleições, a qualquer dia mas a partir do momento em que isso ocorre às “vésperas” do pleito, é de se imaginar que por trás disso há um propósito sórdido e inconfessável que é o de influenciar no resultado da disputa. Ontem mesmo, já no Jornal Nacional, da TV Globo, e de outras emissoras, o conteúdo liberado da delação foi o enfoque principal dos telejornais, rádios e portais, todos com o mesmo objetivo: atingir o PT.

A liberação do sigilo é comparável à escuta entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula que o próprio Sérgio Moro vazou para mídia sabendo que é ilegal grampear o presidente da República. O vazamento ajudou a influenciar a votação do impeachment da presidente em 17 de abril de 2016. Mesmo cometendo um ato ilegal, Moro não sofreu sequer uma advertência por parte da Corregedoria do Tribunal Regional Federal 4ª Região (TRF-4) ou mesmo do Conselho Nacional de Justiça.

Como os abusos, descumprimento de normas e desvios de conduta do juiz durante a condução da Operação Lava Jato não foram barrados por quem está acima dele, Moro se sente compelido a tomar decisões que afrontem a lei e as próprias instâncias superiores. Até os ministros do Supremo Tribunal Federal já teceram críticas a ele por afrontar a própria Corte Suprema mas nada fizeram para contê-lo e o resultado está em mais um ato para influenciar o resultado da eleição presidente de domingo (07).

Moro se tornou um juiz tão poderoso no sistema judicial nacional que no dia 8 de julho o desembargador Rogério Favreto, acatando um “habeas corpus” impetrado pela defesa do ex-presidente Lula no TRF-4, determinou sua soltura. Ao saber da decisão, mesmo de férias, Moro interferiu para que a ordem não fosse cumprida e acionou quem pode para evitar a libertação. A atitude dele foi apenas criticada, sem nenhuma punição. Quem sofreu retaliação foi o desembargador denunciado pela Procuradoria.

Se com o vazamento do áudio da presidente Dilma com o ex-presidente Lula não se questionou a sua legalidade, com a liberação do sigilo da delação de Palocci a mídia não vai discutir se a decisão é intempestiva porque desde o início da operação que há uma associação entre juiz, polícia, ministério público e mídia para, seletivamente, vazarem os conteúdos que atinjam o PT e o ex-presidente. Essa é mais uma etapa dessa associação cujo interesse é influenciar a eleição, oferecer a bala de prata para tentar frear a volta do PT ao governo.

A cara do governo será outra Infidelidade é parte do jogo

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