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É hora da ação

Enquanto não sinaliza que vai promover mudanças na estrutura administrativa do estado, como sugeriu o PP, seu principal partido aliado, através de um documento crítico à situação do estado, o governador Wellington Dias também não dá sinais sobre a formação de sua futura equipe. Por enquanto, os nomes apontados como prováveis auxiliares do governador apenas passeiam no campo da especulação. Nomes como o da deputada Rejane Dias e Fábio Abreu lideram a lista do jogo especulativo.

Nomes como os dos deputados eleitos, coronel Carlos Augusto (PR), e Franzé Silva, do PT, também estão entre os que podem ser chamados para ocupar cargos de primeiro escalão. Wellington Dias fez uma aliança com 11 partidos para garantir sua reeleição e com certeza os que têm mais peso político-eleitoral e possuem grandes bancadas na Assembléia Legislativa, vão querer participar segundo critérios de densidade eleitoral e será preciso muito entendimento na hora formar a equipe para evitar insatisfações.

Neste contexto, o governador será obrigado a se submeter a um imperativo processo de mudança no perfil de sua equipe. Mesmo que a troca não venha a atender a um critério de participação partidária, a necessidade da troca de comando em alguns órgãos estaduais de primeiro, segundo e terceiro escalões, é necessária pois caso contrário, o governo vai começar em janeiro parecendo velho e com a imagem de mesmice. E o governo precisa de motivação para cumprir os quatro anos de mandato.

O terceiro mandato de Wellington Dias à frente do estado foi um governo de perfil político dado a convocação para cargos, em sua maioria, de político detentores de mandato parlamentar com a perspectiva de abrir caminho para o projeto de reeleição do governador. Agora não. Dias não pode mais pleitear um quinto mandato e por essa razão, a escolha da companheira Regina Sousa para ser vice-governadora abre uma outra perspectiva: ter o controle de sua sucessão daqui a 4 anos.

Se sua intenção for, neste quarto mandato, mudar o perfil do governo e das metas para os próximos quatro anos, o governador terá de efetivamente fazer mudanças de rumo e para isso precisará mudar a face do governo. O primeiro passo é reconhecer que o tamanho atual da máquina não é consentâneo para a conjuntura econômica que vive o país e como conseqüência o próprio do estado. Medidas de cortes de despesas são imperativas para alcançar o controle fiscal para não correr riscos de uma débâcle.

A situação do estado não é das melhores em termos de finanças, provocando atrasos em compromissos com fornecedores e até mesmo de precatórios. A folha de pessoal tem consumido a maior fatia das receitas sendo o governo obrigado a suspender pagamentos para honrar esse compromisso. Aliás, já é o momento de o governador dar início a elaboração de um plano de contenção de despesas, a fim de que quando iniciar seu quarto mandato as dificuldades não seja agravadas por omissão de medidas.

ESPERANDO SER CHAMADO

Partido da aliança governista, o PSD está esperando ser chamado a participar do governo Wellington Dias.

Contando hoje apenas com a direção da Adapi, uma coordenadoria e alguns cargos comissionados, o partido espera poder chegar ao primeiro escalão.

O próprio deputado e presidente do PSD no Piauí Júlio César não recusará um convite para ocupar uma secretaria. De preferência a de Agricultura.

NÚMERO DE SUPLENTES LIMITADO

Não é intenção do governador Wellington Dias repetir a quantidade de deputados convocados na atual legislatura para ocupar cargos no governo e convocar suplentes.

Como ele precisou chamar também deputados da coligação oposicionista de 2014 para que suplentes assumissem as cadeiras vagas, chegou-se a 12 convocados.

Em 2019 não, serão chamados apenas 6 deputados estaduais e 2 federais, sendo que para a câmara mais uma vez sairão dois e convocados três para Mainha assumir.

VOLTA À SECRETARIA

Embora tenha afirmado que não sabe se será chamada a ocupar novamente cargo no governo, a deputada Rejane Dias se declarou uma soldada de Wellington Dias.

É quase certo que ela retorna para a Secretaria de Educação sob a justificativa de que pretende concluir o projeto na área educacional que iniciou nesta gestão.

Com certeza essa não é uma especulação, pois se há uma coisa certa no governo é o governador querer Rejane Dias ao seu lado no governo.

LISTA DE CANDIDATOS A PREFEITO

Em Parnaíba, o prefeito Mão Santa (sem partido) já conhece os nomes de dois adversários na corrida pela sua sucessão em 2020.

Um é o deputado Dr. Hélio (PR), que se elegeu com uma votação de mais de 38 mil votos e já planeja traçar o caminho para criar as condições para vencer.

O outro nome é o do deputado e ex-prefeito José Hamilton (PTB), que nesta eleição concorreu como 1º suplente de senador de Marcelo Castro e vai ser diplomado.

O futuro do PSB no Piauí Ação intempestiva

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