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PC do B na Assembleia

A vitória João Dória em São Paulo e de outros dois candidatos do partido no Rio Grande Sul e Mato Grosso do Sul não será suficiente para evitar a implosão do PSDB no país, depois que o governador eleito paulista convidou os incomodados tucanos à sua idéia de mudança no comando nacional a deixarem a legenda. Embora vencedor pela sétima vez consecutiva no mais populoso e mais desenvolvido estado do Brasil, o PSDB saiu da eleição rachado e com uma perspectiva pouco promissora de reaglutinação.

Essa crise interna, que para piorar João Dória defende que o partido passe a fazer parte da base do governo Jair Bolsonaro, pode se agravar porque a quase totalidade dos tucanos autênticos não desejam uma aproximação do partido com o futuro governo. Como essa postura de apoio a Bolsonaro não causa nenhuma disposição de o governador eleito de trocar de partido, é provável que as conseqüências provoque uma debandada de tucanos podendo até formarem uma nova agremiação partidária.

No Piauí, o resultado da eleição nacional causou danos ao partido que não só teve um desempenho ruim na campanha majoritária (para o governo), como viu encolher sua bancada na Assembléia Legislativa. Dos três parlamentares que o partido elegeu em 2014, apenas Marden Menezes sobrou para representar o PSDB. Luciano Nunes trocou a disputa pela reeleição pela candidatura ao governo, enquanto o deputado Firmino Paulo migrou para o PP e salvou-se da catástrofe eleitoral que atingiu o partido.

A grande maioria dos membros com influência culpa o prefeito de Teresina e principal líder do partido Firmino Filho pelo malogro eleitoral. Em primeiro lugar pelo fato de o prefeito ter-se recusado a aceitar ser o candidato a governador e, depois de recusar o chamado, não se empenhou ao máximo no apoio ao candidato escolhido. Firmino saiu da eleição debaixo de críticas no plano interno onde todos afirmavam que o prefeito se preocupou tão somente em cuidar da eleição da mulher para a Assembléia.

De fato, a decisão de Firmino de tirar a mulher, dona Lucy do PSDB para filiá-la ao PP, causou um efeito eleitoral grande no partido que forçou Luciano Nunes a se jogar na aventura de tentar o quase impossível, que era eleger-se governador, e forçar a saída do sobrinho. Com isso, o PSDB tornou-se refém de outros partidos e sem quaisquer chances de vitória se transformou num mero coadjuvante, servindo de plataforma para os demais candidatos de oposição que tentavam sobreviver eleitoralmente.

É pouco provável que o PSDB ressurja a partir da sucessão do prefeito Firmino Filho em 2020 em que já não pode mais se candidatar e a escolha de um nome a sucedê-lo não é garantia de sua 8ª vitória consecutiva para comandar a prefeitura. Embora Firmino ainda seja considerada uma liderança forte na capital, em 2020 a tendência de o PSDB ficar isolado na disputa é grande, a não ser que venha a se aliar e apoiar um candidato de outro partido. Ainda assim o futuro do PSDB é incerto e com sério risco de desaparecer.

PC do B NA ASSEMBLÉIA

Pela primeira vez o PC do B vai ter um representante na cadeira de deputado estadual na Assembléia Legislativa.

Com uma votação de 20.997 votos, quase 21 mil votos, a ex-dirigente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Piauí (Fetag-PI), Elisângela Moura, ficou na 6ª suplência da coligação governista.

Foto: Facebook

Como é intenção do governador convocar pelo menos 6 deputados para cargos no primeiro escalão do governo, Elisângela ganhará a chance de exercer o mandato.

Na lista dos aposentados

No blog deste domingo (04), quando listei os políticos que a eleição de 2018 empurrou para a aposentadoria, esqueci de citar o deputado Paes Landim.

Landim, que está no oitavo mandato de deputado federal, ficou na segunda suplência com perspectiva de assumir.

Ainda assim, nas eleições de 2022 é pouco provável que o decano da Câmara dos Deputados ainda se arrisque a tentar reconquistar o mandato.

O futuro do PSB no Piauí Quem a eleição aposentou

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