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Gafes e micos

O tropeço do presidente eleito Jair Bolsonaro com o relatório do Coaf em que revela movimentação de R$ 1,2 milhão pelo sargento motorista do deputado Bolsonaro, seu filho, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, dos quais R$ 24 mil depositados na conta da futura primeira dama, é um sinal de que seu governo deve ser marcado por gafes e micos pela ausência de perfil que poderia transformá-lo num chefe de estado e não num líder de milícia que dá a entender vai ser a atuação do presidente.

Por mais que tente justificar o benefício recebido por sua mulher numa movimentação suspeita, Bolsonaro só complica as coisas para o seu lado. O fato é comum a políticos com tantos filhos desempenhando mandatos e cargos públicos, tornando-os acima da lei. Bolsonaro foi eleito com um discurso anti-petista de enfrentamento aos corruptos do partido, mas como aconteceu com outros que foram a manifestações contra o PT  e acabaram presos como Gedel Lima, ele foi vencido pela contradição.

As contradições que envolvem a família Bolsonaro não são um caso isolado nos fatos que se desdobram no período que antecede sua posse no cargo de presidente da República. O envolvimento de ministros convidados por ele para compor a equipe de auxiliares de primeiro e segundo escalões em denúncias de caixa 2 e propina, como é o caso dos ministros Onyx Lorenzzoni e Mandetta, só mostra que a campanha moralista do candidato valeu apenas para torná-lo eleitoralmente o preferido do eleitor.

Quem conhece ou acompanhou a conduta de Jair Bolsonaro desde sua atuação parlamentar e os que só o acompanharam a partir do lançamento de sua candidatura a presidente há de reconhecer que uma coisa é aquilo que ele fala e pensa sobre violência, questões de gênero ou relativa à pobreza da maioria da população, sem esquecer de racismo. Outra coisa é ser presidente da República e ter que decidir sobre uma série de medidas em defesa da sociedade.

Está provado que violência não se combate com violência e o exemplo disso é a intervenção na segurança do Rio de Janeiro que não atingiu o objetivo pelo qual ela foi decretada. A situação no Rio faz lembrar um período da 1ª Guerra Mundial, quando os soldados se matavam no “front” e nenhum lado vencia. Praticar intolerância contra pessoas de opção sexual diferente também não deve ser meta de governo, do mesmo modo que a pobreza não deve ser combatida com medidas recessivas.

Jair Bolsonaro já deus provas de que não entende de economia, de educação, saúde ou mesmo de algo sobre questões sociais. Tudo para ele deve ser resolvido com o uso da força. Por último está defendendo normas restritivas para impedir que o PT retorne ao poder. Ora, a melhor maneira de impedir a volta do PT é fazer um governo de interesse nacional e social. Por enquanto, esse não é seu lema. Se fosse isso não lhe provocaria medo de um “fantasma” que só ele vê. No fim de tudo, o que se percebe é que o seu será um governo paranóico.

FALTA INTERESSE

O anteprojeto do novo aeroporto de Teresina está pronto e só precisa que o governo do estado ou um dos nossos “operosos” representantes no Congresso Nacional agilize junto à Infraero para que a empresa possa executá-lo.

Este é o anteprojeto do novo terminal de passageiros do aeroporto de Teresina

A Infraero dispõe de recursos para a execução de obras de construção de terminais de passageiros e os R$ 350 milhões necessários repousam em seu orçamento. O sítio já existe, é o mesmo do atual.

O novo terminal terá 29 mil metros de área construída (a atual é de 2.850), com capacidade para estacionar 25 aeronves (o atual só cabe 5).

Esta é a planta do sítio aeroportuário onde na área avermelhada se localiza o terminal.

Pelo projeto só 51 imóveis serão desapropriados com o valor das indenizações estimado em R$ 6 milhões.

Alguém vai encampar esta luta. Com a palavra o prefeito Firmino Filho.

Com a brocha na mão Qual a melhor saída?

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