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Tragédia anunciada

As vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, entre mortos, desaparecidos e feridos já passam de 500 e até agora o que se sabe é que a empresa responsável pelos rejeitos na exploração mineral da região, a Vale do Rio Doce teve, por ação do Ministério Público Federal, recursos financeiros bloqueados para os gastos com resgate e atendimento. Falta ainda o MPF acionar civil e penalmente o presidente e os executivos da companhia e a justiça julgá-los de maneira célere.

Este é um caso clássico de reincidência neste tipo de tragédia não só para pessoas como para o meio ambiente, já que animais e plantas foram dizimados violentamente pela força da lama que se formou ao longo do percurso das águas em conseqüência do desastre. Os danos são incalculáveis, principalmente porque são dezenas o número de mortos e desaparecidos. Por essa razão, a justiça deve ser implacável com os executivos por mais uma ação irresponsável da companhia.

Em menos de 3 anos do desastre que ocorreu em Mariana, a mesma tragédia se repete porque os responsáveis não foram punidos e, pasmem, as barragens de contenção dos detritos acumulados pela exploração do ferro na região não obtiveram da direção da Vale o devido cuidado na sua manutenção. Com isso, o risco de novos rompimentos na região era iminente o que veio a se confirmar com a tragédia ocorrida no último sábado (26) ceifando vidas de moradores que não tiveram tempo de fugir.

Se o Ministério Público e a justiça tivessem agido no caso da tragédia de Mariana, punindo severamente os responsáveis pelo comando da empresa, a punição serviria de alerta para novos desastres. Houve punição? Não. Sequer se tem conhecimento de abertura de alguma ação penal por parte do Ministério Público contra os responsáveis no caso de Mariana. Significa dizer que as vidas humanas e os prejuízos ao meio ambiente resultantes daquele evento nefasto não têm valor algum.

A procuradora geral da República Raquel Dodge declarou na manhã desta segunda-feira (28) que os executivos da Vale são passivos de enfrentar uma ação penal e pediu à administração da justiça que olhasse com especial atenção para este caso e de maneira célere. De fato, a procuradora tem razão. A sociedade espera tanto da parte da procuradoria quanto da justiça uma ação mais dura para punir os responsáveis e que isso possa servir de exemplo para os responsáveis por outras tragédias.

Há outras barragens na região que podem vir a romper se a empresa não agir com responsabilidade para evitar que elas sofram a ação do tempo, como ocorreu com as outras, e apresentem risco de rompimento. Desde o rompimento da barragem de Mariana que estudiosos e ambientalistas advertiam sobre os riscos iminentes de novos rompimentos como uma tragédia anunciada. Como os executivos vivem o conforto dos gabinetes ignoram esses alertas como se não fossem com eles.

As vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, entre mortos, desaparecidos e feridos já passam de 500 e até agora o que se sabe é que a empresa responsável pelos rejeitos na exploração mineral da região, a Vale do Rio Doce teve, por ação do Ministério Público Federal, recursos financeiros bloqueados para os gastos com resgate e atendimento. Falta ainda o MPF acionar civil e penalmente o presidente e os executivos da companhia e a justiça julgá-los de maneira célere.

Este é um caso clássico de reincidência neste tipo de tragédia não só para pessoas como para o meio ambiente, já que animais e plantas foram dizimados violentamente pela força da lama que se formou ao longo do percurso das águas em conseqüência do desastre. Os danos são incalculáveis, principalmente porque são dezenas o número de mortos e desaparecidos. Por essa razão, a justiça deve ser implacável com os executivos por mais uma ação irresponsável da companhia.

Em menos de 3 anos do desastre que ocorreu em Mariana, a mesma tragédia se repete porque os responsáveis não foram punidos e, pasmem, as barragens de contenção dos detritos acumulados pela exploração do ferro na região não obtiveram da direção da Vale o devido cuidado na sua manutenção. Com isso, o risco de novos rompimentos na região era iminente o que veio a se confirmar com a tragédia ocorrida no último sábado (26) ceifando vidas de moradores que não tiveram tempo de fugir.

Se o Ministério Público e a justiça tivessem agido no caso da tragédia de Mariana, punindo severamente os responsáveis pelo comando da empresa, a punição serviria de alerta para novos desastres. Houve punição? Não. Sequer se tem conhecimento de abertura de alguma ação penal por parte do Ministério Público contra os responsáveis no caso de Mariana. Significa dizer que as vidas humanas e os prejuízos ao meio ambiente resultantes daquele evento nefasto não têm valor algum.

A procuradora geral da República Raquel Dodge declarou na manhã desta segunda-feira (28) que os executivos da Vale são passivos de enfrentar uma ação penal e pediu à administração da justiça que olhasse com especial atenção para este caso e de maneira célere. De fato, a procuradora tem razão. A sociedade espera tanto da parte da procuradoria quanto da justiça uma ação mais dura para punir os responsáveis e que isso possa servir de exemplo para os responsáveis por outras tragédias.

Há outras barragens na região que podem vir a romper se a empresa não agir com responsabilidade para evitar que elas sofram a ação do tempo, como ocorreu com as outras, e apresentem risco de rompimento. Desde o rompimento da barragem de Mariana que estudiosos e ambientalistas advertiam sobre os riscos iminentes de novos rompimentos como uma tragédia anunciada. Como os executivos vivem o conforto dos gabinetes ignoram esses alertas como se não fossem com eles.

Balançando até cair Com a brocha na mão

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