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Consenso é a tendência

O governador Wellington Dias (PT) pregou desde a deflagração do processo, que fosse formada uma chapa de consenso para a eleição da Mesa Diretora da Assembléia. Ao perceber que o quadro não abria perspectiva para um entendimento entre os líderes de partidos da base governista, o governador declinou do envolvimento no processo para intermediar um acordo. Com isso, deixou que os próprios deputados buscassem o consenso em torno de um nome para presidir aquela Casa.

Governador Wellington Dias (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

Pontos para o deputado e atual presidente Themístocles Filho (MDB) que, experiente neste tipo de disputa, pôs em prática uma única estratégia. Afastar da disputa quem, teoricamente, poderia contribuir para enterrar seu projeto de pleitear mais um mandato à frente do Poder Legislativo: o governador Wellington Dias. Foram apenas 2 ou 3 encontros com Dias e conseguiu que ele declarasse que não se envolveria numa disputa entre candidatos de partidos de sua base de apoio político-partidária.

Embora tenha sido algo planejado, a viagem do governador ao exterior para passar uns dias de férias no Médio Oriente, foi um vetor determinante para que Themístocles tivesse o caminho livre para fortalecer sua candidatura. Com votos em todas as siglas da base, o atual presidente só precisou buscar votos e consolidar um placar que lhe garantisse até mesmo a vitória em caso de empate. Fechados os 14 votos necessários, não demorou muito para que esse número ampliasse e levasse tranqüilidade.

Enquanto Themístocles agia nos bastidores numa movimentação silenciosa, seus adversários perderam muito em capacidade de aglutinação quando aceitaram que o deputado Assis Carvalho (PT) e o senador Ciro Nogueira (PP) como articuladores. Com estilo destemperado e usando a tática do ataque, Assis e Ciro acabaram por dificultar a movimentação do candidato Hélio Isaías (PP). Talvez Isaías tivesse mais chance se fosse a campo sozinho e nos bastidores para atrair apoio.

Erraram feio, principalmente quando optaram pela via da questão fechada das bancadas de seus partidos sem ao menos procurar saber se todos estavam dispostos as decisões de cima para baixo. O PP e o PT somam 10 deputados é verdade mas não seguem seus líderes, o que levou ao malogro da estratégia adotada. Antes de se lançarem na campanha de peito aberto e bradando espadas, Ciro e Assis esqueceram do principal, os próprios deputados que são os eleitores e não os ouviram.

O resultado disso foi atropelo por cima de atropelo. Na medida em que subestimavam a candidatura do adversário (Themístocles) enfraqueciam o próprio candidato, pois este buscou derrotá-los antes mesmo do dia da eleição. Se Wellington Dias viajou concluindo que a disputa é uma questão “interna corporis” do Legislativo, é provável que ele imaginou mas o certo é que o governador conseguiu com o seu distanciamento que os deputados buscassem o entendimento e a tendência agora é o consenso.

O governador Wellington Dias (PT) pregou desde a deflagração do processo, que fosse formada uma chapa de consenso para a eleição da Mesa Diretora da Assembléia. Ao perceber que o quadro não abria perspectiva para um entendimento entre os líderes de partidos da base governista, o governador declinou do envolvimento no processo para intermediar um acordo. Com isso, deixou que os próprios deputados buscassem o consenso em torno de um nome para presidir aquela Casa.

Governador Wellington Dias (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

Pontos para o deputado e atual presidente Themístocles Filho (MDB) que, experiente neste tipo de disputa, pôs em prática uma única estratégia. Afastar da disputa quem, teoricamente, poderia contribuir para enterrar seu projeto de pleitear mais um mandato à frente do Poder Legislativo: o governador Wellington Dias. Foram apenas 2 ou 3 encontros com Dias e conseguiu que ele declarasse que não se envolveria numa disputa entre candidatos de partidos de sua base de apoio político-partidária.

Embora tenha sido algo planejado, a viagem do governador ao exterior para passar uns dias de férias no Médio Oriente, foi um vetor determinante para que Themístocles tivesse o caminho livre para fortalecer sua candidatura. Com votos em todas as siglas da base, o atual presidente só precisou buscar votos e consolidar um placar que lhe garantisse até mesmo a vitória em caso de empate. Fechados os 14 votos necessários, não demorou muito para que esse número ampliasse e levasse tranqüilidade.

Enquanto Themístocles agia nos bastidores numa movimentação silenciosa, seus adversários perderam muito em capacidade de aglutinação quando aceitaram que o deputado Assis Carvalho (PT) e o senador Ciro Nogueira (PP) como articuladores. Com estilo destemperado e usando a tática do ataque, Assis e Ciro acabaram por dificultar a movimentação do candidato Hélio Isaías (PP). Talvez Isaías tivesse mais chance se fosse a campo sozinho e nos bastidores para atrair apoio.

Erraram feio, principalmente quando optaram pela via da questão fechada das bancadas de seus partidos sem ao menos procurar saber se todos estavam dispostos as decisões de cima para baixo. O PP e o PT somam 10 deputados é verdade mas não seguem seus líderes, o que levou ao malogro da estratégia adotada. Antes de se lançarem na campanha de peito aberto e bradando espadas, Ciro e Assis esqueceram do principal, os próprios deputados que são os eleitores e não os ouviram.

O resultado disso foi atropelo por cima de atropelo. Na medida em que subestimavam a candidatura do adversário (Themístocles) enfraqueciam o próprio candidato, pois este buscou derrotá-los antes mesmo do dia da eleição. Se Wellington Dias viajou concluindo que a disputa é uma questão “interna corporis” do Legislativo, é provável que ele imaginou mas o certo é que o governador conseguiu com o seu distanciamento que os deputados buscassem o entendimento e a tendência agora é o consenso.

Balançando até cair Tragédia anunciada

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