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A extinção da Cepro

No projeto de reforma administrativa que o governador Wellington Dias (PT) pretende encaminhar nesta quinta-feira (14) à Assembléia Legislativa, um dos órgãos incluídos na lista dos que serão extintos está a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais (Cepro). A Cepro é uma instituição eminentemente técnico-científica voltada para a pesquisa sócio-econômica e histórica que teve e tem importância vital para o planejamento e o desenvolvimento das ações que foram implementadas no estado.

Na discussão, debate ou análise – não sabemos se isso foi feito – das propostas de mudanças na estrutura administrativa do estado, não se sabe se os integrantes dessa comissão da reforma olharam para a Fundação Cepro como um órgão importante no contexto do desenvolvimento ou se a jogaram na vala comum das tais coordenadorias criadas tão somente para acomodações políticas e sem função objetiva. Parece que não, já que foi incluída sem um questionamento qualquer de sua importância.

Não adianta dizer que a incorporação da Cepro pela Secretaria de Planejamento não vai causar danos à sua atribuição, que vai sim. Ora, o quadro da Cepro já foi e talvez ainda seja um dos mais qualificados do Piauí. O patrimônio da fundação é composto tão somente de documentos técnicos, diagnósticos, relatórios de pesquisas, ensaios, perfis, projetos e estudos diversos. São documentos que devassam com profundidade o quadro social e econômico do estado, com regiões complexas, carentes e ricas.

O trabalho de pesquisas, relatórios e documentos ali feitos em seus 10 primeiros anos (1972/1982) foi e continua sendo de suma importância para o desenvolvimento do estado. A questão é que nos últimos 25 anos, a Cepro foi desprezada como é comum em governos políticos que dão pouca importância a informações extraídas da produção de conhecimento científico, só importando as relações clientelistas e de obras de interesses sociais e foi esquecida pela sua atribuição técnica.

Criada no dia 6 de dezembro de 1971, pela Lei 3.127, que foi sancionada pelo então governador Alberto Silva, a Cepro surgiu da devoção do secretário de Planejamento à época, o economista Pádua Ramos. Com um quadro enxuto, formado apenas por profissionais das áreas de economia, sociologia, história, geografia, a Cepro consolidou ao logo da década de 1970 sua importância para o desenvolvimento do estado. Agora é lamentar que sua extinção vai criar um vazio de conhecimento na área econômica e social.

É de se esperar que a comunidade científica piauiense se manifeste sobre a proposta de extinção da Cepro e abra uma discussão enquanto há tempo, porque o projeto terá um tempo de tramitação na Casa até a votação final, suprindo a ausência do debate no âmbito preparação da reforma, a fim de que ela e sua importância sejam mantidos intactos e independentes. Caso contrário, o Piauí irá se ressentir de um órgão que tem grande importância para o seu desenvolvimento científico e técnico.
 

No projeto de reforma administrativa que o governador Wellington Dias (PT) pretende encaminhar nesta quinta-feira (14) à Assembléia Legislativa, um dos órgãos incluídos na lista dos que serão extintos está a Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais (Cepro). A Cepro é uma instituição eminentemente técnico-científica voltada para a pesquisa sócio-econômica e histórica que teve e tem importância vital para o planejamento e o desenvolvimento das ações que foram implementadas no estado.

Na discussão, debate ou análise – não sabemos se isso foi feito – das propostas de mudanças na estrutura administrativa do estado, não se sabe se os integrantes dessa comissão da reforma olharam para a Fundação Cepro como um órgão importante no contexto do desenvolvimento ou se a jogaram na vala comum das tais coordenadorias criadas tão somente para acomodações políticas e sem função objetiva. Parece que não, já que foi incluída sem um questionamento qualquer de sua importância.

Não adianta dizer que a incorporação da Cepro pela Secretaria de Planejamento não vai causar danos à sua atribuição, que vai sim. Ora, o quadro da Cepro já foi e talvez ainda seja um dos mais qualificados do Piauí. O patrimônio da fundação é composto tão somente de documentos técnicos, diagnósticos, relatórios de pesquisas, ensaios, perfis, projetos e estudos diversos. São documentos que devassam com profundidade o quadro social e econômico do estado, com regiões complexas, carentes e ricas.

O trabalho de pesquisas, relatórios e documentos ali feitos em seus 10 primeiros anos (1972/1982) foi e continua sendo de suma importância para o desenvolvimento do estado. A questão é que nos últimos 25 anos, a Cepro foi desprezada como é comum em governos políticos que dão pouca importância a informações extraídas da produção de conhecimento científico, só importando as relações clientelistas e de obras de interesses sociais e foi esquecida pela sua atribuição técnica.

Criada no dia 6 de dezembro de 1971, pela Lei 3.127, que foi sancionada pelo então governador Alberto Silva, a Cepro surgiu da devoção do secretário de Planejamento à época, o economista Pádua Ramos. Com um quadro enxuto, formado apenas por profissionais das áreas de economia, sociologia, história, geografia, a Cepro consolidou ao logo da década de 1970 sua importância para o desenvolvimento do estado. Agora é lamentar que sua extinção vai criar um vazio de conhecimento na área econômica e social.

É de se esperar que a comunidade científica piauiense se manifeste sobre a proposta de extinção da Cepro e abra uma discussão enquanto há tempo, porque o projeto terá um tempo de tramitação na Casa até a votação final, suprindo a ausência do debate no âmbito preparação da reforma, a fim de que ela e sua importância sejam mantidos intactos e independentes. Caso contrário, o Piauí irá se ressentir de um órgão que tem grande importância para o seu desenvolvimento científico e técnico.
 

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