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A volta do “toma lá dá cá”

Eleito presidente da República prometendo combater a corrupção, o tráfico de influência e a barganha, o presidente Jair Bolsonaro começa a se colocar no lugar-comum dos mesmos governantes que se submeteram à sanha do Congresso Nacional aos recursos e cargos públicos para aprovar suas proposições. Depois de Bolsonaro levar pessoalmente a proposta de reforma da previdência, eis que os deputados já enviaram o preço para aprovar o projeto como o governo quer.

De acordo com que revelou o jornalista Bernardo de Melo Franco em seu blog diário, cada deputado terá à sua disposição R$ 10 milhões de emendas parlamentares para despejar em obras em redutos eleitorais de seus interesses. Além dos recursos, os deputados terão também à sua disposição centenas de cargos públicos de 2º e 3º escalões, alguns em Brasília, como autarquias, fundações e empresas públicas, e a maioria nos próprios estados, vinculados à administração pública direta.

Sem uma base parlamentar no Congresso Nacional, que deveria ter sido construída no período pós-eleição, quando começou a compor a equipe de auxiliares do primeiro escalão, Jair Bolsonaro cozinhou até o início dos trabalhos no parlamento a articulação para a formação da maioria. Achava que com um congresso de maioria parlamentar de centro, direita e de extrema-direita, seria fácil manobrar a Casa para conseguir aprovar proposições importantes como a reforma da previdência.

Errou de forma primária e previsível revelando seu lado de completo desconhecimento do contexto político-parlamentar para agir como um líder político ou chefe de governo em questões cruciais para conduzir sua gestão sem atropelos. Com efeito, os episódios que pipocaram neste início de gestão mostram um governo desarticulado e sem capacidade de articulação. A derrota no plenário da câmara, que derrubou o decreto presidencial impedindo a divulgação de documentos serviu de alerta.

Talvez por isso, o ministro-chefe do Gabinete Civil Onyx Lorenzonni tomou a frente para reeditar, em nome de Jair Bolsonaro, o método do toma lá dá cá para o projeto da reforma da previdência não correr risco de ser derrotada ou que as emendas que inevitavelmente o texto receberá não venham a desfigurar a proposta original. O próprio líder do governo já revelou que o projeto conta apenas com os votos de 200 deputados favoráveis à aprovação.

Fica claro que Jair Bolsonaro e seu governo não terão uma relação permanente com deputados e senadores a partir da formação de uma base parlamentar de participação dos partidos em cargos de relevância de primeiro escalão. As vitórias do governo, quando ocorrerem, serão pontuais, como ocorreu no governo golpista de Michel Temer, ou seja, na base do “é dando que se recebe”. O que prova que o discurso com que o presidente se elegeu foi demagógico e enganador.

VOTO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O governador Wellington Dias (PT) vai nomear o deputado Fábio Abreu (PR) para o cargo de secretário de Segurança Pública só depois do carnaval.

Já o suplente de deputado e secretário de Governo Merlong Solano para a pasta da Administração e Previdência depois da votação da reforma da previdência.

Merlong vai para a câmara em março para somar votos na oposição contra a reforma proposta pelo governo Jair Bolsonaro. Só depois vem para assumir a secretaria.

ZÉ FILHO E ZÉ HAMILTON

Depois de romper com o grupo político do prefeito de Parnaíba, Mão Santa, o ex-governador Zé Filho (PSDB) está mirando em outra direção.

Começa a se aproximar do ex-prefeito, ex-deputado e hoje 1º suplente de senador de Marcelo Castro (MDB), José Hamilton Castelo Branco.

Com essa aproximação, a tendência é Zé Filho apoiar Zé Hamilton para a disputa das eleições para a prefeitura de Parnaíba em 2020.

 

Eleito presidente da República prometendo combater a corrupção, o tráfico de influência e a barganha, o presidente Jair Bolsonaro começa a se colocar no lugar-comum dos mesmos governantes que se submeteram à sanha do Congresso Nacional aos recursos e cargos públicos para aprovar suas proposições. Depois de Bolsonaro levar pessoalmente a proposta de reforma da previdência, eis que os deputados já enviaram o preço para aprovar o projeto como o governo quer.

De acordo com que revelou o jornalista Bernardo de Melo Franco em seu blog diário, cada deputado terá à sua disposição R$ 10 milhões de emendas parlamentares para despejar em obras em redutos eleitorais de seus interesses. Além dos recursos, os deputados terão também à sua disposição centenas de cargos públicos de 2º e 3º escalões, alguns em Brasília, como autarquias, fundações e empresas públicas, e a maioria nos próprios estados, vinculados à administração pública direta.

Sem uma base parlamentar no Congresso Nacional, que deveria ter sido construída no período pós-eleição, quando começou a compor a equipe de auxiliares do primeiro escalão, Jair Bolsonaro cozinhou até o início dos trabalhos no parlamento a articulação para a formação da maioria. Achava que com um congresso de maioria parlamentar de centro, direita e de extrema-direita, seria fácil manobrar a Casa para conseguir aprovar proposições importantes como a reforma da previdência.

Errou de forma primária e previsível revelando seu lado de completo desconhecimento do contexto político-parlamentar para agir como um líder político ou chefe de governo em questões cruciais para conduzir sua gestão sem atropelos. Com efeito, os episódios que pipocaram neste início de gestão mostram um governo desarticulado e sem capacidade de articulação. A derrota no plenário da câmara, que derrubou o decreto presidencial impedindo a divulgação de documentos serviu de alerta.

Talvez por isso, o ministro-chefe do Gabinete Civil Onyx Lorenzonni tomou a frente para reeditar, em nome de Jair Bolsonaro, o método do toma lá dá cá para o projeto da reforma da previdência não correr risco de ser derrotada ou que as emendas que inevitavelmente o texto receberá não venham a desfigurar a proposta original. O próprio líder do governo já revelou que o projeto conta apenas com os votos de 200 deputados favoráveis à aprovação.

Fica claro que Jair Bolsonaro e seu governo não terão uma relação permanente com deputados e senadores a partir da formação de uma base parlamentar de participação dos partidos em cargos de relevância de primeiro escalão. As vitórias do governo, quando ocorrerem, serão pontuais, como ocorreu no governo golpista de Michel Temer, ou seja, na base do “é dando que se recebe”. O que prova que o discurso com que o presidente se elegeu foi demagógico e enganador.

VOTO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O governador Wellington Dias (PT) vai nomear o deputado Fábio Abreu (PR) para o cargo de secretário de Segurança Pública só depois do carnaval.

Já o suplente de deputado e secretário de Governo Merlong Solano para a pasta da Administração e Previdência depois da votação da reforma da previdência.

Merlong vai para a câmara em março para somar votos na oposição contra a reforma proposta pelo governo Jair Bolsonaro. Só depois vem para assumir a secretaria.

ZÉ FILHO E ZÉ HAMILTON

Depois de romper com o grupo político do prefeito de Parnaíba, Mão Santa, o ex-governador Zé Filho (PSDB) está mirando em outra direção.

Começa a se aproximar do ex-prefeito, ex-deputado e hoje 1º suplente de senador de Marcelo Castro (MDB), José Hamilton Castelo Branco.

Com essa aproximação, a tendência é Zé Filho apoiar Zé Hamilton para a disputa das eleições para a prefeitura de Parnaíba em 2020.

 

O risco das velhas caras no governo Pacto eleitoral para 2022

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