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Rompendo barreiras, Drag Queen transforma a vida de crianças com câncer

O ator e dançarino Dackson Mikael de Sousa Rodrigues tornou-se notícia internacional após um vídeo feito por uma produtora holandesa viralizar na internet divulgando sua ação voluntária de atenção às crianças com câncer no hospital São Marcos, em Teresina. 

O Café com Informação dessa semana conversou com Chandelly Kidman, como é conhecido artisticamente, para saber um pouco mais da história desse jovem que vem chamando atenção pelo seu trabalho.

Chandelly surgiu de repente como nos contou Mikael, pois ele não esperava surgir um convite tão rápido. “Eu sempre trabalhei nos bastidores, ajudando um grupo de Drag Queen, sempre levando água, enxugando o suor e o convite partiu dessa equipe para quem eu trabalhava, então aceitei e fui.”, conta.

A principio Mikael se transformava em Chandelly para se divertir com os amigos em shows e festas, mas com o tempo ele foi vendo a necessidade de levar a sério o trabalho. “Foi uma necessidade natural minha. Fui vendo o poder que arte de ser Drag Queen está envolvida. Exige uma maquiagem, uma produção de roupa especifica, então pensando em todo esse universo eu vi a seriedade que a profissão exige”, diz.

Chandelly conta que esperava ter tanta repercussão com seu projeto social intitulado de Chandelly Kids, feito junta a Rede Feminina de Combate a Câncer, por conta do preconceito e machismo da sociedade. 

“Os profissionais tiveram um choque quando decidi fazer um personagem voltado para criança. Ouvir muito as pessoas se interrogarem se daria realmente certo, ou vir para me vestir de palhaço ao invés de Drag, então rolou um choque. Eu esperava ter uma reação, mas não que fosse tão positiva e volumosa como foi, para mim foi um divisor de águas na minha vida”.

As ajudas para o projeto social ainda são poucas. Segundo Chandelly, os custos são relativamente baixos, mas que ela sozinha não consegue arcar com todas as dispensas. Por isso ela lançou em junho uma revista chamada Chandelly e a Peruca Mágica, para angariar fundos e manter seu projeto.

“A gente faz ornamentação do local, levo a comida e ainda tenho que fazer uma roupa especifica para apresentação infantil, pois quero encanta-los já desde a primeira imagem. Então decidi fazer a revista para arrecadar fundos, até o momento ela foi lançada dentro da Rede Feminina de Combate ao Câncer, mas vamos começar a vender a sociedade. Mas quem puder ajudar pode me procurar nas redes sociais que lá tenho uma conta especifica para isso”, explica.

Em um momento de grande emoção, Chandelly Kidman disse que seu trabalho tem o bônus e o ônus. 

“Nós fazemos como se fosse uma festa de aniversario, uma vez no mês com bolo, salgadinhos específicos, pois as crianças não podem comer qualquer coisa. Minha ação é para que elas sintam alegria e amor. Fazemos brincadeiras, talk show que envolve pacientes e pais. Um fato divertido é que as crianças amam minhas perucas coloridas. Mas a parte ruim é perder algumas delas para doença, tive que trabalhar minha emoção, principalmente no inicio do projeto e hoje procuro pensar que as crianças que não estão entre a gente agora são nossos anjinhos”.

Assista abaixo ao programa na íntegra:

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