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Secretário de Planejamento avalia que 2019 será difícil para economia do estado

O planejamento de Estado é e sempre foi um dos grandes diferenciais em tempos de crise, uma das grandes certezas dos governos é que tudo muda o tempo todo, e nesse cenário de mudança contínua o planejamento é muitas vezes a única alternativa para não ser pego de surpresa e comprometer os resultados.

Antônio Neto no Café com Informação dessa semana (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

Para falar de futuras ações do governo e como o Piauí encerra o ano de 2018, o Café com Informação conversa com o secretário de planejamento do Piauí, Antônio Neto. Nessa conversa ele inicia avaliando sua gestão a frente da SEPLAN como positiva para o estado.

“Uma síntese que poderia representar o ano de 2018 foi superação de uma grave crise econômica. Nos últimos quatro anos os estados brasileiros, quase sem exceção, passaram por sua maior crise fiscal. Houve queda das receitas, mas principalmente pela seguinte questão de que todas as vezes que os estados enfrentavam uma crise econômica eles tinham o socorro da União, e nesse período agora não temos essa ajuda porque a União entrou em colapso, então tivemos que resolver nossos problemas quase que individualmente. O Piauí que ainda tinha um pouquinho de oxigênio, capacidade de superação, fomos buscar duas operações de credito (FINISA 1 e 2) e também uma operação do Banco Mundial que ajudou a gente de forma monumental”.

Sobre as perspectivas para 2019 o secretário faz um comparativo com as receitas do passado, afirmando que hoje o estado está com receitas mais sólidas, mas que deverá haver um enxugamento das despesas, incluindo restringir ainda mais o custeio da máquina administrativa.

“Fazendo um gráfico comparativo, nos últimos dez anos, entre o crescimento da receita do ICMS e do FPE, você verá que a receita própria já está superando praticamente o FPE, coisa que não acontecia no passado. Nós já temos essa capacidade de crescimento só que o FPE ainda é muito importante, ele é 50% da nossa receita, então ele precisa esse apoio. Mas o que precisamos para 2019 é que o governo federal repensasse as políticas de desenvolvimento regional, que atualmente estão sucateados. Mas para a próxima gestão deverá ser feita uma avaliação para um enxugamento da máquina pública estadual. A mera redução das estruturas não necessariamente significa diminuição das despesas, então para fazer isso deve ser feito um estudo profundo levando em consideração a eficiência de cada setor analisado”.

Em relação às despesas orçamentárias para 2019, previstas na LDO com a admissão de novos servidores efetivos, Antônio Neto explica que é umas das primeiras LDO totalmente territorializada.

Arimatéia Azevedo entrevista Antônio Neto (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

“LDO é um desenho da execução orçamentária, ela prevê toda questão dos gastos, mas ela diz onde se deve alocar. Então fizemos uma democratização para não ficar nenhum território sem ações. Mas em relação das despesas, nós temos previsão de três concursos (Secretaria de Segurança, Policia Militar, UESPI) e nossa receita de 2019 está prevendo um aumento em torno de 7%, então em relação à inflação nós não podemos crescer mais que isso, sob pena de você extrapolar as suas despesas e não cumprir a execução orçamentária”.

O secretário avalia a situação do Piauí, governador pelo PT, numa possível gestão do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), que aponta sua gestão para uma política de aperto fiscal.

“Todo governo federal que assume, ele tem cem dias de crédito onde ele pode adotar todo seu elenco de medidas e as pessoas podem observar e cobrar. Agora eu acho que a questão da relação com o governo federal, seja quem for eleito, a máquina pública tem uma estrutura muito profissionalizada, mas obviamente que as assessorias vão recomendar que se tenha paciência e que continue tocando os programas, mas de qualquer forma estamos preparados. Claro que quando ganha um aliado isso facilita muito o acesso”, conclui.

Assista abaixo ao programa  na íntegra:

Adido da policia francesa se diz surpreso com a alta taxa de resolução dos homicídios no Piauí Chico Lucas: "A maior vitória do judiciário foi a aprovação dos dois turnos"

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