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Neurose - “ódio insano a Lula”

Anjos, segundo a tradição judaico-cristã, a mais divulgada no ocidente - conforme relatos bíblicos -, são seres celestiais e espirituais conservos de Deus e dos homens, que servem como ajudantes ou mensageiros do Senhor em defesa das causas.

No inicio do mês de março de 2019, o Brasil protagonizou uma cena horripilante que terminou repercutindo no mundo inteiro: o ódio a Lula que envolveu até a morte do anjo Arthur, o netinho dele que nos deixou para a morada celestial. Ao lado do caixão, Lula prometeu ao neto levar ao “tribunal do céu” seu “diploma de inocente”. Bastou isso! E o ódio entrou em cena outra vez de forma descontrolada e neurótica. 

De onde parte tanto ódio a Lula? Seria preconceito? Seria discriminação? Seria racismo? Seria porque o ex-presidente foi envolvido na Lava Jato pelo ex-juiz Sérgio Moro? Não acredito! Não é possível! Porque o Aécio, o Alckmin, o Serra, o Geddel, o Eduardo Cunha, o Temer e tantos outros também estão envolvidos e não vejo tanto ódio.

De onde vem mesmo o ódio a Lula? Seria por que deu assistência social aos pobres? Não acredito! Deve ser mesmo coisa de doentes mentais! Como diz a competente jornalista Cynara Menezes, “sinceramente, se eu sentisse um só destes sintomas em relação ao ex-presidente – ou a qualquer outro personagem da política –, procuraria ajuda médica imediatamente. É doentio”.

Cynara conta que em uma viagem a trabalho ao Rio de Janeiro pegou um taxista. E o assunto entre os dois começou pela falta de educação no trânsito de alguns motoristas. O taxista demonstrava ser uma pessoa afável, educada e articulada. Após isso, “(...) o assunto recaiu sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal qual dr. Jekyll ao tomar a poção, o taxista se transformou de homem cordial em uma pessoa absolutamente enfurecida, à beira de um ataque de nervos. “Ele é o cara mais rico do Brasil hoje, é um milionário, um ladrão!”, vociferava. “Eu leio a revista Veja, eu vejo a Globo! Eu sei das coisas!” De nada adiantou nós lhe comunicarmos que integramos a imensa parcela da população que gosta de Lula. O homem não se acalmava, praticamente espumava pela boca”.

No dia seguinte, já em Brasília, Cynara encontrou uma senhora muito fofa que também mostrou sua face menos afável ao falar de Lula. “Sabe, eu sou católica praticante. E quando vou me confessar, digo para o padre: ‘Padre, eu odeio o Lula! Eu odeio o Lula! Não posso nem vê-lo na televisão que começo a passar mal, padre! O que eu devo fazer? Posso comungar mesmo assim?’ E o padre sempre tenta me acalmar, responde que isso não é bom, que não é cristão, e me passa não sei quantas ave-marias e pais-nossos como penitência. Mas, o que posso fazer? Eu odeio o Lula!!!”

A jornalista confessa que achou tudo muito hilário, tudo meio bizarro. “Nas redes sociais, então, perdi a conta de quantas vezes tive minha página invadida por anti-lulistas fanáticos que não estão nem aí para as regras de boas maneiras na internet ou de respeito ao pensamento alheio. E não vou nem mencionar aqueles que desejaram a morte de Lula quando seu câncer foi revelado ao país. Insanidade a toda prova”. “(...) Entendo que o ex-presidente Lula, homem carismático que é, desperte amores e ódios. Entendo perfeitamente que muitas pessoas não gostem dele. Mas esse sentimento que vejo em alguns anti-Lula não me parece normal, mesmo porque a recíproca não é verdadeira. Nunca vi alguém ficar tão alterado ao falar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Bufando pelas ventas e gritando como se estivesse louco, perdendo completamente a noção do que pode ser dito sobre uma figura pública, cruzando todos os limites do desrespeito. Nunca vi, nunca. E olha que conheço bem mais gente que não gosta de FHC do que quem gosta”.

Realmente, é muito estranho o ódio ao ex-presidente Lula. Contra Temer, o “chefe do quadrilhão do MDB”, não há ódio algum. É estranho! Só pode ser mesmo doença mental nos dois casos. Não é possível que os que odeiam Lula não odeiam FHC e Temer. É absolutamente contraditório achar que o petista seja ladrão e os outros não. Por que as pessoas vociferam tanto contra Lula e não contra Temer? Por que contra o Lula vira neurose e contra Aécio, não? É curioso, por exemplo, vociferar que os outros disseminam o ódio enquanto dediquem a vida para falar mal do Lula. É tudo muito curioso!

“(...) Às vezes me dá vontade de, como nos filmes, sacudir uma pessoa dessas e falar para que se controle. É ofensivo com quem admira o presidente Lula (e somos maioria) que exista gente disposta a agredi-lo desta maneira ensandecida, típica de quem está com síndrome de abstinência de medicamentos para controle do humor. O que há com Lula para causar tal reação? Ou seria mais correto perguntar: o que há com estas pessoas para reagir dessa forma a um político? Seria só oposição ao ex-presidente ou é algo mais profundo, talvez inconfessável? Não sei dizer, esta neura só um psicanalista ou psiquiatra é capaz de resolver. Tenho certeza que algum dia um profissional da área irá catalogar, ao lado do transtorno obsessivo compulsivo, do transtorno bipolar e demais neuroses do mundo moderno, o “ódio insano a Lula” – conta Cynara.

O mestre, doutor e professor de psicologia da PUC de São Paulo, Raul Pacheco, explica que “uma liderança que governe visando distribuição da riqueza e ampliação da capacidade de consumo da população desperta o desconforto e até mesmo o ódio”. Foi o que ocorreu com Lula. Uma parcela considerável da sociedade brasileira, aquela odiosa, ainda hoje não se conforma que as pessoas mais humildes pudessem passar por dias melhores.

Aqui entre nós, quando uma Hyllux passava pelas nossas ruas todos já sabiam que só poderia ser de um pefelista (lembram deles, aqueles elitistas que um dia foram “locupletados”). Mas, quando começou a passar a mesma camionete agora do feirante da Ceasa ou do funcionário público graduado, tudo passou a ser tratado com ódio – são ladrões!

“As praias de Miami podem continuar agradáveis, mas não me conferem mais o mesmo sentimento de grandeza (realização fálica, diríamos psicanaliticamente), se escuto minha cabeleireira (ou, pior, minha manicure) dizer que ela também já esteve por lá algum dia. Foi a energia de insatisfação dessa parcela da população em posição intermediária da pirâmide econômica que, em um momento de aperto econômico, a grande mídia – de que a revista Veja e a Rede Globo são paradigmas – conseguiu capturar e dirigir para manifestações a favor do impeachment de Dilma e da prisão de Lula. O mote nós conhecemos: a defesa da moralidade e contra a corrupção; e que se desmascara, quando não se dirige contra um governo empossado com inquestionáveis indícios de corrupção’ (referindo-se a Temer) – avalia o professor.

Psicanaliticamente, para essa gente que odeia Lula os ex-presidentes FHC e Temer são celestiais como “anjos de estimação”. Ou, na pior das hipóteses, “corruptos favoritos”.

Em “Carta aberta ao amigo que não tem corrupto de estimação”, Sérgio Saraiva aconselha: “(...) não sejamos ingênuos – só um ingênuo diria e acreditaria em si dizendo “não tenho corrupto favorito, que vão para cadeia todos”. Os ingênuos acreditam que perder e ganhar faz parte do jogo, mesmo quando jogam contra adversários que trazem nas mangas cartas marcadas. Você não escolhe seus corruptos – há quem os escolhe por você. Ao invés disso, lembremos do ensinamento de Stanislaw Ponte Preta e digamos: “restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”. Irônico e dolorido, mas realista”.

Para Saraiva, “você diz que não tem corrupto favorito e quer que sejam todos presos. Eu acredito e tenho medo. Medo que seja somente uma frase feita que te ensinaram e na qual você acredita como um autoengano. Medo de que Lula acabe sendo tão somente um Judas em Sábado de Aleluia – um espantalho que nos deram para malhar nossas derrotas e frustrações e … preconceitos – nós, os que não vamos a missa. Depois da Semana Santa, pagaremos o pato… o pato amarelo do patrão. Não sei se você me entendeu, mas sou um eterno desconfiado – é essa alma mineira em carcaça de paulista – e, se já desconfio de patrão que paga cachaça, quanto mais de patrão que financia protesto contra imposto sindical ou contra a corrupção”.

É fato! Desconfie quando essa “gente neurótica” chamar todos os outros também de ladrões e corruptos. E que querem e esperam que todos sejam presos. Na verdade estão apenas querendo justificar o ódio a Lula.

Anjos, segundo a tradição judaico-cristã, a mais divulgada no ocidente - conforme relatos bíblicos -, são seres celestiais e espirituais conservos de Deus e dos homens, que servem como ajudantes ou mensageiros do Senhor em defesa das causas.

No inicio do mês de março de 2019, o Brasil protagonizou uma cena horripilante que terminou repercutindo no mundo inteiro: o ódio a Lula que envolveu até a morte do anjo Arthur, o netinho dele que nos deixou para a morada celestial. Ao lado do caixão, Lula prometeu ao neto levar ao “tribunal do céu” seu “diploma de inocente”. Bastou isso! E o ódio entrou em cena outra vez de forma descontrolada e neurótica. 

De onde parte tanto ódio a Lula? Seria preconceito? Seria discriminação? Seria racismo? Seria porque o ex-presidente foi envolvido na Lava Jato pelo ex-juiz Sérgio Moro? Não acredito! Não é possível! Porque o Aécio, o Alckmin, o Serra, o Geddel, o Eduardo Cunha, o Temer e tantos outros também estão envolvidos e não vejo tanto ódio.

De onde vem mesmo o ódio a Lula? Seria por que deu assistência social aos pobres? Não acredito! Deve ser mesmo coisa de doentes mentais! Como diz a competente jornalista Cynara Menezes, “sinceramente, se eu sentisse um só destes sintomas em relação ao ex-presidente – ou a qualquer outro personagem da política –, procuraria ajuda médica imediatamente. É doentio”.

Cynara conta que em uma viagem a trabalho ao Rio de Janeiro pegou um taxista. E o assunto entre os dois começou pela falta de educação no trânsito de alguns motoristas. O taxista demonstrava ser uma pessoa afável, educada e articulada. Após isso, “(...) o assunto recaiu sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal qual dr. Jekyll ao tomar a poção, o taxista se transformou de homem cordial em uma pessoa absolutamente enfurecida, à beira de um ataque de nervos. “Ele é o cara mais rico do Brasil hoje, é um milionário, um ladrão!”, vociferava. “Eu leio a revista Veja, eu vejo a Globo! Eu sei das coisas!” De nada adiantou nós lhe comunicarmos que integramos a imensa parcela da população que gosta de Lula. O homem não se acalmava, praticamente espumava pela boca”.

No dia seguinte, já em Brasília, Cynara encontrou uma senhora muito fofa que também mostrou sua face menos afável ao falar de Lula. “Sabe, eu sou católica praticante. E quando vou me confessar, digo para o padre: ‘Padre, eu odeio o Lula! Eu odeio o Lula! Não posso nem vê-lo na televisão que começo a passar mal, padre! O que eu devo fazer? Posso comungar mesmo assim?’ E o padre sempre tenta me acalmar, responde que isso não é bom, que não é cristão, e me passa não sei quantas ave-marias e pais-nossos como penitência. Mas, o que posso fazer? Eu odeio o Lula!!!”

A jornalista confessa que achou tudo muito hilário, tudo meio bizarro. “Nas redes sociais, então, perdi a conta de quantas vezes tive minha página invadida por anti-lulistas fanáticos que não estão nem aí para as regras de boas maneiras na internet ou de respeito ao pensamento alheio. E não vou nem mencionar aqueles que desejaram a morte de Lula quando seu câncer foi revelado ao país. Insanidade a toda prova”. “(...) Entendo que o ex-presidente Lula, homem carismático que é, desperte amores e ódios. Entendo perfeitamente que muitas pessoas não gostem dele. Mas esse sentimento que vejo em alguns anti-Lula não me parece normal, mesmo porque a recíproca não é verdadeira. Nunca vi alguém ficar tão alterado ao falar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Bufando pelas ventas e gritando como se estivesse louco, perdendo completamente a noção do que pode ser dito sobre uma figura pública, cruzando todos os limites do desrespeito. Nunca vi, nunca. E olha que conheço bem mais gente que não gosta de FHC do que quem gosta”.

Realmente, é muito estranho o ódio ao ex-presidente Lula. Contra Temer, o “chefe do quadrilhão do MDB”, não há ódio algum. É estranho! Só pode ser mesmo doença mental nos dois casos. Não é possível que os que odeiam Lula não odeiam FHC e Temer. É absolutamente contraditório achar que o petista seja ladrão e os outros não. Por que as pessoas vociferam tanto contra Lula e não contra Temer? Por que contra o Lula vira neurose e contra Aécio, não? É curioso, por exemplo, vociferar que os outros disseminam o ódio enquanto dediquem a vida para falar mal do Lula. É tudo muito curioso!

“(...) Às vezes me dá vontade de, como nos filmes, sacudir uma pessoa dessas e falar para que se controle. É ofensivo com quem admira o presidente Lula (e somos maioria) que exista gente disposta a agredi-lo desta maneira ensandecida, típica de quem está com síndrome de abstinência de medicamentos para controle do humor. O que há com Lula para causar tal reação? Ou seria mais correto perguntar: o que há com estas pessoas para reagir dessa forma a um político? Seria só oposição ao ex-presidente ou é algo mais profundo, talvez inconfessável? Não sei dizer, esta neura só um psicanalista ou psiquiatra é capaz de resolver. Tenho certeza que algum dia um profissional da área irá catalogar, ao lado do transtorno obsessivo compulsivo, do transtorno bipolar e demais neuroses do mundo moderno, o “ódio insano a Lula” – conta Cynara.

O mestre, doutor e professor de psicologia da PUC de São Paulo, Raul Pacheco, explica que “uma liderança que governe visando distribuição da riqueza e ampliação da capacidade de consumo da população desperta o desconforto e até mesmo o ódio”. Foi o que ocorreu com Lula. Uma parcela considerável da sociedade brasileira, aquela odiosa, ainda hoje não se conforma que as pessoas mais humildes pudessem passar por dias melhores.

Aqui entre nós, quando uma Hyllux passava pelas nossas ruas todos já sabiam que só poderia ser de um pefelista (lembram deles, aqueles elitistas que um dia foram “locupletados”). Mas, quando começou a passar a mesma camionete agora do feirante da Ceasa ou do funcionário público graduado, tudo passou a ser tratado com ódio – são ladrões!

“As praias de Miami podem continuar agradáveis, mas não me conferem mais o mesmo sentimento de grandeza (realização fálica, diríamos psicanaliticamente), se escuto minha cabeleireira (ou, pior, minha manicure) dizer que ela também já esteve por lá algum dia. Foi a energia de insatisfação dessa parcela da população em posição intermediária da pirâmide econômica que, em um momento de aperto econômico, a grande mídia – de que a revista Veja e a Rede Globo são paradigmas – conseguiu capturar e dirigir para manifestações a favor do impeachment de Dilma e da prisão de Lula. O mote nós conhecemos: a defesa da moralidade e contra a corrupção; e que se desmascara, quando não se dirige contra um governo empossado com inquestionáveis indícios de corrupção’ (referindo-se a Temer) – avalia o professor.

Psicanaliticamente, para essa gente que odeia Lula os ex-presidentes FHC e Temer são celestiais como “anjos de estimação”. Ou, na pior das hipóteses, “corruptos favoritos”.

Em “Carta aberta ao amigo que não tem corrupto de estimação”, Sérgio Saraiva aconselha: “(...) não sejamos ingênuos – só um ingênuo diria e acreditaria em si dizendo “não tenho corrupto favorito, que vão para cadeia todos”. Os ingênuos acreditam que perder e ganhar faz parte do jogo, mesmo quando jogam contra adversários que trazem nas mangas cartas marcadas. Você não escolhe seus corruptos – há quem os escolhe por você. Ao invés disso, lembremos do ensinamento de Stanislaw Ponte Preta e digamos: “restaure-se a moralidade ou nos locupletemos todos”. Irônico e dolorido, mas realista”.

Para Saraiva, “você diz que não tem corrupto favorito e quer que sejam todos presos. Eu acredito e tenho medo. Medo que seja somente uma frase feita que te ensinaram e na qual você acredita como um autoengano. Medo de que Lula acabe sendo tão somente um Judas em Sábado de Aleluia – um espantalho que nos deram para malhar nossas derrotas e frustrações e … preconceitos – nós, os que não vamos a missa. Depois da Semana Santa, pagaremos o pato… o pato amarelo do patrão. Não sei se você me entendeu, mas sou um eterno desconfiado – é essa alma mineira em carcaça de paulista – e, se já desconfio de patrão que paga cachaça, quanto mais de patrão que financia protesto contra imposto sindical ou contra a corrupção”.

É fato! Desconfie quando essa “gente neurótica” chamar todos os outros também de ladrões e corruptos. E que querem e esperam que todos sejam presos. Na verdade estão apenas querendo justificar o ódio a Lula.

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