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Bolsonaro – falta de dignidade e decoro

É impressionante a capacidade do presidente Jair Bolsonaro em criar crises para o seu próprio governo. Quando não é ele são os filhos.

Mas, no carnaval que se encerrou Bolsonaro se superou! Publicou um vídeo com cenas obscenas e o fato ganhou o mundo, causando uma reação de indignação tanto no Brasil como no exterior por ter sido uma publicação que partiu de um presidente da República. E que tem o dever de zelar pela dignidade e pelo decoro cargo que exerce.

Na publicação um homem faz “xixi” em outro metendo o dedo no ânus. Bolsonaro publicou o vídeo em represália às críticas que recebeu dos blocos de carnaval em todo o Brasil, que o mandaram “tomar naquele lugar”. Ele usou o twitter em uma tentativa vã de desmerecer os carnavais de ruas. Para um chefe de Estado, uma “tragédia moral” inominável!

Tentando desqualificar o carnaval brasileiro, o presidente recorreu a um episódio lamentável, total e absolutamente censurável.  O vídeo acabou sendo retirado das redes sociais por conteúdo impróprio. E o fato desmoralizou ainda mais o presidente da República.

Ao amargar o maior deboche político da história dos carnavais brasileiros, Bolsonaro mostrou que, emocionalmente, não tem equilíbrio para conduzir o Brasil. Falta-lhe, acima de tudo, honradez para conviver e enfrentar críticas e crises no exercício do cargo. E, infelizmente, outros fatos mais graves ainda podem se suceder, porque demonstrou ser um homem deselegante, “sem berço” e sem equilíbrio psicológico para conviver com os críticos e contrários.

Aliás, seu desequilíbrio ficou patente quando da demissão do ex-ministro Bebianno. Em um áudio gravado dentro do Palácio do Planalto, o presidente pedia ao ministro Ônix Lorenzoni que fizesse um acordo financeiro com Bebianno. Porque se este lhe cobrasse honorários na justiça das causas da campanha eleitoral ele, presidente, “estaria fodido”. Expressões chulas, obscenas e agressivas usadas para justificar que não teria condições financeiras para pagar o contrato com seu advogado.

Em todas as questões em que se envolveu mostrou-se um presidente “fora de si”. Às vezes (e são inúmeras) mostrando-se também um homem debochado, de comportamento dúbio, duvidoso e indecoroso que tem usado as redes sociais como um cidadão comum desorientado e desqualificado.

A Medicina Legal esclarece perfeitamente o que ocorre com Bolsonaro: homem de “colapsos psicológicos”. É quando entra em crise devido a uma questão existencial, a um desequilíbrio, a uma instabilidade após passar por algum impacto emocional diante de conflitos pessoais e familiares, ou por estresse emocional e também por angústias. Em verdade, alterações de consciência. Ou seja, quando a pessoa poderá agredir e poderá procurar tirar satisfação com um ou outro que lhe causou mágoa.

Quando ainda na ativa no Exército Brasileiro como tenente (somente foi capitão quando foi reformado), Bolsonaro sempre foi enxergado como homem “fora de si”, que enxergava tudo como “fora da realidade” para conquistar sucesso, fama, dinheiro, felicidade, amor, estabilidade, poder, etc. E, por conseguinte, esquecia de olhar para dentro de si e refletir sobre o interesse dos outros. Para se impor, levava sempre tudo no deboche e na agressão. A história registra tudo, como foi o caso de uma declaração do ex-presidente da República, Ernesto Geisel, sobre o comportamento de Bolsonaro nas fileiras do “verde oliva”.

Usar expressões como “(...) estaria fodido” e publicar vídeo com cenas degradantes e obscenas nas redes sociais, onde crianças podem ter acesso, como presidente da República Bolsonaro violou mortalmente as regras da “dignidade” e do “decoro” do cargo. Conduta que é uma das modalidades de infração político-administrativa.

Estado de Direito não se caracteriza apenas pela estrita constitucionalidade de sua atuação executiva, legislativa ou judiciária pela observância formal do princípio de legalidade. A ética também é seu componente essencial e indispensável. Presidente da República sem ética significa presidente sem dignidade, sem decoro, sem compostura,... Enfim, um infrator!

Decoro é o mesmo que agir com decência e pudor. E seguindo as normas morais e éticas previstas em uma sociedade. É um comportamento de recato e de respeito, especialmente quando no exercício de um cargo considerado o mais alto de uma Nação. Quando se diz que uma pessoa age com decoro significa que se comporta de forma correta e respeitosa do ponto de vista moral e ético.
 

É impressionante a capacidade do presidente Jair Bolsonaro em criar crises para o seu próprio governo. Quando não é ele são os filhos.

Mas, no carnaval que se encerrou Bolsonaro se superou! Publicou um vídeo com cenas obscenas e o fato ganhou o mundo, causando uma reação de indignação tanto no Brasil como no exterior por ter sido uma publicação que partiu de um presidente da República. E que tem o dever de zelar pela dignidade e pelo decoro cargo que exerce.

Na publicação um homem faz “xixi” em outro metendo o dedo no ânus. Bolsonaro publicou o vídeo em represália às críticas que recebeu dos blocos de carnaval em todo o Brasil, que o mandaram “tomar naquele lugar”. Ele usou o twitter em uma tentativa vã de desmerecer os carnavais de ruas. Para um chefe de Estado, uma “tragédia moral” inominável!

Tentando desqualificar o carnaval brasileiro, o presidente recorreu a um episódio lamentável, total e absolutamente censurável.  O vídeo acabou sendo retirado das redes sociais por conteúdo impróprio. E o fato desmoralizou ainda mais o presidente da República.

Ao amargar o maior deboche político da história dos carnavais brasileiros, Bolsonaro mostrou que, emocionalmente, não tem equilíbrio para conduzir o Brasil. Falta-lhe, acima de tudo, honradez para conviver e enfrentar críticas e crises no exercício do cargo. E, infelizmente, outros fatos mais graves ainda podem se suceder, porque demonstrou ser um homem deselegante, “sem berço” e sem equilíbrio psicológico para conviver com os críticos e contrários.

Aliás, seu desequilíbrio ficou patente quando da demissão do ex-ministro Bebianno. Em um áudio gravado dentro do Palácio do Planalto, o presidente pedia ao ministro Ônix Lorenzoni que fizesse um acordo financeiro com Bebianno. Porque se este lhe cobrasse honorários na justiça das causas da campanha eleitoral ele, presidente, “estaria fodido”. Expressões chulas, obscenas e agressivas usadas para justificar que não teria condições financeiras para pagar o contrato com seu advogado.

Em todas as questões em que se envolveu mostrou-se um presidente “fora de si”. Às vezes (e são inúmeras) mostrando-se também um homem debochado, de comportamento dúbio, duvidoso e indecoroso que tem usado as redes sociais como um cidadão comum desorientado e desqualificado.

A Medicina Legal esclarece perfeitamente o que ocorre com Bolsonaro: homem de “colapsos psicológicos”. É quando entra em crise devido a uma questão existencial, a um desequilíbrio, a uma instabilidade após passar por algum impacto emocional diante de conflitos pessoais e familiares, ou por estresse emocional e também por angústias. Em verdade, alterações de consciência. Ou seja, quando a pessoa poderá agredir e poderá procurar tirar satisfação com um ou outro que lhe causou mágoa.

Quando ainda na ativa no Exército Brasileiro como tenente (somente foi capitão quando foi reformado), Bolsonaro sempre foi enxergado como homem “fora de si”, que enxergava tudo como “fora da realidade” para conquistar sucesso, fama, dinheiro, felicidade, amor, estabilidade, poder, etc. E, por conseguinte, esquecia de olhar para dentro de si e refletir sobre o interesse dos outros. Para se impor, levava sempre tudo no deboche e na agressão. A história registra tudo, como foi o caso de uma declaração do ex-presidente da República, Ernesto Geisel, sobre o comportamento de Bolsonaro nas fileiras do “verde oliva”.

Usar expressões como “(...) estaria fodido” e publicar vídeo com cenas degradantes e obscenas nas redes sociais, onde crianças podem ter acesso, como presidente da República Bolsonaro violou mortalmente as regras da “dignidade” e do “decoro” do cargo. Conduta que é uma das modalidades de infração político-administrativa.

Estado de Direito não se caracteriza apenas pela estrita constitucionalidade de sua atuação executiva, legislativa ou judiciária pela observância formal do princípio de legalidade. A ética também é seu componente essencial e indispensável. Presidente da República sem ética significa presidente sem dignidade, sem decoro, sem compostura,... Enfim, um infrator!

Decoro é o mesmo que agir com decência e pudor. E seguindo as normas morais e éticas previstas em uma sociedade. É um comportamento de recato e de respeito, especialmente quando no exercício de um cargo considerado o mais alto de uma Nação. Quando se diz que uma pessoa age com decoro significa que se comporta de forma correta e respeitosa do ponto de vista moral e ético.
 

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