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Bolsonaro x Dia da Mentira

Colhe-se da literatura que o “Dia da Mentira”, também conhecido como “Dia dos Tolos”, “Dia dos Imbecis” ou “Dia dos Bobos”, é uma celebração anual em alguns países europeus e ocidentais onde se comemora o 1º de abril, espalhando-se boatos como formas de assinalar a data. Diz-se que a brincadeira surgiu na França.

No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou “A Mentira”, um periódico de vida efêmera com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez a 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
 
Segundo o jornalista PH Mota, “mentiras bem estruturadas podem gerar fama, dinheiro e poder. Às vezes podem até motivar lutas e decisões políticas ou sociais. Por causa disso, a história está repleta de fraudes e mentiras que continuam sendo propagadas com frequência. Apesar disso, a pesquisa de historiadores tem ajudado, cada vez mais, a desenhar os verdadeiros acontecimentos do passado e redefinir certos conhecimentos que absorvemos ao longo da vida”.

Ele lista seis mentiras históricas:

1)    Atualmente, a comemoração da independência do Brasil acontece no dia 7 de setembro, mas nem sempre foi assim. De acordo com o jornalista Laurentino Gomes, no passado houve muito debate sobre qual deveria ser a data correta da comemoração. Apesar do grito de independência ter sido dado no dia 7, a aclamação de Dom Pedro só se deu em 12 de outubro e sua coração dias mais tarde, em 1º de dezembro. Todas as datas foram consideradas, mas o 7 de setembro passou a ser exaltado a partir do segundo reinado, com Dom Pedro II.

2)    Quando se fala de escravos e abolição da escravatura no Brasil, Zumbi dos Palmares é uma das maiores referências em heroísmo no assunto. Apesar disso, historiadores apontam o personagem como escravocrata. Por mais que estivesse submetido a um senhor, também tinha servos que eram obrigados a realizar trabalhos forçados e seguir suas ordens. É claro que, naquele contexto social, ter escravos era visto com outros olhos, mas ainda assim o historiador Leandro Narloch defende que Zumbi mais lutou por seus próprios direitos do que pela liberdade de todos os escravos.

3)    Da mesma forma que Zumbi não foi tão herói para os escravos, a responsável por assinar o documento que aboliu a escravatura oficialmente no Brasil também não representou tanto para a luta dos trabalhadores forçados. A Princesa Isabel, apesar de ter assinado a Lei Áurea, não fez por motivações políticas ou ideológicas, e sim por pressão da Inglaterra. Os ingleses se mostravam preocupados com o baixo preço do açúcar e a princesa assinou a lei sobre pressão.

4)    A maioria das pessoas aprende que a bandeira de nosso país é formada de verde-amarelo para representar a natureza brasileira. O verde representaria as florestas; o amarelo, as riquezas e o ouro. Apesar disso, a verdadeira escolha das cores não partiu daí. Verde e amarelo eram as cores das casas reais de Bragança, à qual pertencia Dom Pedro I, e Habsburg, da imperatriz, Dona Leopoldina.

5)    Em 1500, Pedro Álvares Cabral assumiu o comando de uma expedição que chegou à costa brasileira em 22 de abril daquele mesmo ano. A data é até hoje celebrada como o dia em que os portugueses descobriram o Brasil. Mas, historiadores já têm evidências suficientes para afirmar que as coisas não aconteceram bem assim. Dois anos antes, o português Duarte Pereira Pacheco já teria explorado a foz do Rio Amazonas. No entanto, a coroa portuguesa quis evitar conflitos com a Espanha e manteve a história em segredo, só oficializando a descoberta com a chegada de Cabral por aqui.

6)    Pesquisas mais recentes de historiadores focados na análise da Inconfidência Mineira mostram que Tiradentes não foi o verdadeiro herói nacional narrado em diversos relatos. De acordo com a Professora Josi Brandão, o homem era considerado um vilão até 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. Tiradentes teria sido utilizado como bode expiatório num movimento mais focado com a riqueza de Minas Gerais do que com a liberdade do país. Além disso, a imagem do inconfidente barbado e de cabelos compridos nunca foi real, já que o visual não era utilizado por militares, presos ou executados, posições que Tiradentes ocupou ao longo da revolução. 

Conclui com uma indagação: “Você já conhecia as verdades por trás desses fatos apresentados?” E responde: “Nem sempre a primeira versão que ouvimos ou a mais propagada entre os povos é a verdadeira. Por trás do conhecimento histórico é possível compreender melhor o passado e desvendar os mistérios que ajudaram a construir nossa Nação”.

Bolsonaro, atual presidente do Brasil, é acusado nas redes sociais e na imprensa como o governante que mais produziu mentiras em tão pouco tempo. Vamos listar apenas 10 (dez) delas:

1. “Nunca tivemos nas Forças Armadas uma política de Estado repressiva dessa forma que tentam o tempo todo botar na nossa conta”.  Bolsonaro sobre o período da Ditadura Militar em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, em 27 de março de 2019. No entanto, segundo a Comissão da Verdade, ao menos 423 pessoas foram mortas ou desapareceram ao longo dos 21 anos de ditadura. 
 
2. “Onde você viu no mundo uma ditadura entregar o governo de forma pacífica para oposição? Só no Brasil. Então não houve ditadura”. Bolsonaro sobre período da Ditadura Militar em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, em 27 de março de 2019. Mas, a transição não foi tão pacífica assim. Entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980, o Brasil foi palco de uma série de atentados organizados por setores do Exército que rejeitavam a redemocratização, como o atentado do Riocentro.

3. “O português nem pisava na África. Foram os próprios negros que entregavam os escravos”. Bolsonarou minimizou o papel dos portugueses no tráfico de escravos em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 31 de julho de 2018.

4. Bolsonaro disse que nunca defendeu que mulheres devem ganhar menos que homens durante debate presidenciável na Rede TV! No entanto, ele já admitiu que não pagaria a uma mulher o mesmo salário pago a um homem. “Eu não empregaria [mulheres e homens] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente”, disse Bolsonaro em entrevista à apresentadora Luciana Gimenez, na RedeTV!, em 2016.
 
5. Bolsonaro disse que o governo do PT aprovou uma “bolsa família” unicamente para travestis e transsexuais. O plano citado no vídeo pelo então deputado Jair Bolsonaro, e que havia sido proposto pela então deputada Maria do Rosário, de inclusão da população LGBT em ambientes escolares, nunca chegou a ser discutido ou aprovado.

6. Bolsonaro afirmou que o governo do PT estava distribuindo “kit gay” nas escolas. Para quem não se lembra da discussão, o Escola sem Homofobia, chamado de “Kit Gay” na época pela bancada evangélica, era constituído por vídeos elaborados pelo MEC em convênio firmado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tratavam de homossexualidade, transexualidade e bissexualidade entre jovens. O material, composto por 3 vídeos e guia de orientação aos professores, tinha como objetivo debater a sexualidade no ambiente escolar, como forma de reconhecer a diversidade sexual e alertar sobre o preconceito.

A ideia era distribuir o material para professores e alunos do Ensino Médio de todo o Brasil. Os planos não foram para frente, no entanto. Assim que o MEC divulgou o kit, ele foi alvo de críticas e gerou polêmica entre os setores mais conservadores do País e do Congresso Nacional.

Bolsonaro, então deputado pelo PP do Rio, foi um dos primeiros a se posicionar contra o projeto, e alegou que o MEC e grupos LGBT “incentivaram o homossexualismo (sic) e a promiscuidade” e tornam os filhos “presas fáceis para pedófilos”.
 
7. Bolsonaro usa Twitter oficial para espalhar notícias e perfis falsos. Em janeiro de 2019, o já presidente compartilhou postagens de perfis fake como “Falha de S.Paulo” (@folha_sp), “Trolha de S. Paulo” e o perfil “Reginaldo Azedo” (um fake do jornalista Reinaldo Azevedo) e o fake  “Estabão - Paródia”.

Em março, dando continuidade à estratégia de ataque à imprensa, o presidente usou uma informação falsa para atacar a jornalista Constança Rezende, do jornal O Estado de S.Paulo. Em seu perfil no Twitter, o presidente atribuiu falsamente à repórter a declaração de que teria intenção de “arruinar Flávio Bolsonaro″ e buscar o impeachment do presidente.

A frase teria sido dita pela jornalista, segundo a denúncia de um jornalista francês que é citado pelo Terça Livre, site bolsonarista que dissemina fake news.

Contudo, o site francês Mediapart, que é creditado pelo site bolsonarista, desmentiu a informação.

“As informações publicadas no ‘club de Mediapart’, que serviram de base para o tuíte de @jairbolsonaro, são falsas”, publicou o site francês.

8. “Somos o País que mais preserva o meio ambiente”. Em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, que aconteceu em janeiro, o presidente afirmou que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. A agência de checagem Aos Fatos considerou a declaração falsa.

Se Bolsonaro estiver falando de área de florestas preservadas, o Brasil ocupa a 30ª posição. 

Se estivesse se referindo sobre o grau de sustentabilidade do país, o Brasil aparece na 69ª posição, no último Enviromental Perfomance Index.

9. Após ter sido motivo de gozação no Carnaval 2019, Bolsonaro usa o Twitter e divulga um vídeo pornô para desmoralizar a maior festa brasileira. Descobriu-se depois que o vídeo não tinha nada a ver com os blocos carnavalescos do Rio de Janeiro.

10. Bolsonaro tentou disseminar a mentira de que a facada que recebeu do “louco”  Adélio Bispo seria obra da esquerda. A Polícia Federal descobriu que o “maluco” agiu sozinho por descontrole emocional.

Inscreva-se, por fim, o fato mais recente desta segunda-feira, onde o Twitter registrou o personagem mais novo mentiroso do Brasil: “internautas resolveram "homenagear" o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, por causa do Dia da Mentira. A hashtag #BolsonaroDay foi lançada e chegou em primeiro lugar entre os assuntos mais comentados.
 

Colhe-se da literatura que o “Dia da Mentira”, também conhecido como “Dia dos Tolos”, “Dia dos Imbecis” ou “Dia dos Bobos”, é uma celebração anual em alguns países europeus e ocidentais onde se comemora o 1º de abril, espalhando-se boatos como formas de assinalar a data. Diz-se que a brincadeira surgiu na França.

No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou “A Mentira”, um periódico de vida efêmera com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez a 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
 
Segundo o jornalista PH Mota, “mentiras bem estruturadas podem gerar fama, dinheiro e poder. Às vezes podem até motivar lutas e decisões políticas ou sociais. Por causa disso, a história está repleta de fraudes e mentiras que continuam sendo propagadas com frequência. Apesar disso, a pesquisa de historiadores tem ajudado, cada vez mais, a desenhar os verdadeiros acontecimentos do passado e redefinir certos conhecimentos que absorvemos ao longo da vida”.

Ele lista seis mentiras históricas:

1)    Atualmente, a comemoração da independência do Brasil acontece no dia 7 de setembro, mas nem sempre foi assim. De acordo com o jornalista Laurentino Gomes, no passado houve muito debate sobre qual deveria ser a data correta da comemoração. Apesar do grito de independência ter sido dado no dia 7, a aclamação de Dom Pedro só se deu em 12 de outubro e sua coração dias mais tarde, em 1º de dezembro. Todas as datas foram consideradas, mas o 7 de setembro passou a ser exaltado a partir do segundo reinado, com Dom Pedro II.

2)    Quando se fala de escravos e abolição da escravatura no Brasil, Zumbi dos Palmares é uma das maiores referências em heroísmo no assunto. Apesar disso, historiadores apontam o personagem como escravocrata. Por mais que estivesse submetido a um senhor, também tinha servos que eram obrigados a realizar trabalhos forçados e seguir suas ordens. É claro que, naquele contexto social, ter escravos era visto com outros olhos, mas ainda assim o historiador Leandro Narloch defende que Zumbi mais lutou por seus próprios direitos do que pela liberdade de todos os escravos.

3)    Da mesma forma que Zumbi não foi tão herói para os escravos, a responsável por assinar o documento que aboliu a escravatura oficialmente no Brasil também não representou tanto para a luta dos trabalhadores forçados. A Princesa Isabel, apesar de ter assinado a Lei Áurea, não fez por motivações políticas ou ideológicas, e sim por pressão da Inglaterra. Os ingleses se mostravam preocupados com o baixo preço do açúcar e a princesa assinou a lei sobre pressão.

4)    A maioria das pessoas aprende que a bandeira de nosso país é formada de verde-amarelo para representar a natureza brasileira. O verde representaria as florestas; o amarelo, as riquezas e o ouro. Apesar disso, a verdadeira escolha das cores não partiu daí. Verde e amarelo eram as cores das casas reais de Bragança, à qual pertencia Dom Pedro I, e Habsburg, da imperatriz, Dona Leopoldina.

5)    Em 1500, Pedro Álvares Cabral assumiu o comando de uma expedição que chegou à costa brasileira em 22 de abril daquele mesmo ano. A data é até hoje celebrada como o dia em que os portugueses descobriram o Brasil. Mas, historiadores já têm evidências suficientes para afirmar que as coisas não aconteceram bem assim. Dois anos antes, o português Duarte Pereira Pacheco já teria explorado a foz do Rio Amazonas. No entanto, a coroa portuguesa quis evitar conflitos com a Espanha e manteve a história em segredo, só oficializando a descoberta com a chegada de Cabral por aqui.

6)    Pesquisas mais recentes de historiadores focados na análise da Inconfidência Mineira mostram que Tiradentes não foi o verdadeiro herói nacional narrado em diversos relatos. De acordo com a Professora Josi Brandão, o homem era considerado um vilão até 15 de novembro de 1889, data da Proclamação da República. Tiradentes teria sido utilizado como bode expiatório num movimento mais focado com a riqueza de Minas Gerais do que com a liberdade do país. Além disso, a imagem do inconfidente barbado e de cabelos compridos nunca foi real, já que o visual não era utilizado por militares, presos ou executados, posições que Tiradentes ocupou ao longo da revolução. 

Conclui com uma indagação: “Você já conhecia as verdades por trás desses fatos apresentados?” E responde: “Nem sempre a primeira versão que ouvimos ou a mais propagada entre os povos é a verdadeira. Por trás do conhecimento histórico é possível compreender melhor o passado e desvendar os mistérios que ajudaram a construir nossa Nação”.

Bolsonaro, atual presidente do Brasil, é acusado nas redes sociais e na imprensa como o governante que mais produziu mentiras em tão pouco tempo. Vamos listar apenas 10 (dez) delas:

1. “Nunca tivemos nas Forças Armadas uma política de Estado repressiva dessa forma que tentam o tempo todo botar na nossa conta”.  Bolsonaro sobre o período da Ditadura Militar em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, em 27 de março de 2019. No entanto, segundo a Comissão da Verdade, ao menos 423 pessoas foram mortas ou desapareceram ao longo dos 21 anos de ditadura. 
 
2. “Onde você viu no mundo uma ditadura entregar o governo de forma pacífica para oposição? Só no Brasil. Então não houve ditadura”. Bolsonaro sobre período da Ditadura Militar em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, em 27 de março de 2019. Mas, a transição não foi tão pacífica assim. Entre o final dos anos 1970 e início dos anos 1980, o Brasil foi palco de uma série de atentados organizados por setores do Exército que rejeitavam a redemocratização, como o atentado do Riocentro.

3. “O português nem pisava na África. Foram os próprios negros que entregavam os escravos”. Bolsonarou minimizou o papel dos portugueses no tráfico de escravos em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 31 de julho de 2018.

4. Bolsonaro disse que nunca defendeu que mulheres devem ganhar menos que homens durante debate presidenciável na Rede TV! No entanto, ele já admitiu que não pagaria a uma mulher o mesmo salário pago a um homem. “Eu não empregaria [mulheres e homens] com o mesmo salário. Mas tem muita mulher que é competente”, disse Bolsonaro em entrevista à apresentadora Luciana Gimenez, na RedeTV!, em 2016.
 
5. Bolsonaro disse que o governo do PT aprovou uma “bolsa família” unicamente para travestis e transsexuais. O plano citado no vídeo pelo então deputado Jair Bolsonaro, e que havia sido proposto pela então deputada Maria do Rosário, de inclusão da população LGBT em ambientes escolares, nunca chegou a ser discutido ou aprovado.

6. Bolsonaro afirmou que o governo do PT estava distribuindo “kit gay” nas escolas. Para quem não se lembra da discussão, o Escola sem Homofobia, chamado de “Kit Gay” na época pela bancada evangélica, era constituído por vídeos elaborados pelo MEC em convênio firmado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que tratavam de homossexualidade, transexualidade e bissexualidade entre jovens. O material, composto por 3 vídeos e guia de orientação aos professores, tinha como objetivo debater a sexualidade no ambiente escolar, como forma de reconhecer a diversidade sexual e alertar sobre o preconceito.

A ideia era distribuir o material para professores e alunos do Ensino Médio de todo o Brasil. Os planos não foram para frente, no entanto. Assim que o MEC divulgou o kit, ele foi alvo de críticas e gerou polêmica entre os setores mais conservadores do País e do Congresso Nacional.

Bolsonaro, então deputado pelo PP do Rio, foi um dos primeiros a se posicionar contra o projeto, e alegou que o MEC e grupos LGBT “incentivaram o homossexualismo (sic) e a promiscuidade” e tornam os filhos “presas fáceis para pedófilos”.
 
7. Bolsonaro usa Twitter oficial para espalhar notícias e perfis falsos. Em janeiro de 2019, o já presidente compartilhou postagens de perfis fake como “Falha de S.Paulo” (@folha_sp), “Trolha de S. Paulo” e o perfil “Reginaldo Azedo” (um fake do jornalista Reinaldo Azevedo) e o fake  “Estabão - Paródia”.

Em março, dando continuidade à estratégia de ataque à imprensa, o presidente usou uma informação falsa para atacar a jornalista Constança Rezende, do jornal O Estado de S.Paulo. Em seu perfil no Twitter, o presidente atribuiu falsamente à repórter a declaração de que teria intenção de “arruinar Flávio Bolsonaro″ e buscar o impeachment do presidente.

A frase teria sido dita pela jornalista, segundo a denúncia de um jornalista francês que é citado pelo Terça Livre, site bolsonarista que dissemina fake news.

Contudo, o site francês Mediapart, que é creditado pelo site bolsonarista, desmentiu a informação.

“As informações publicadas no ‘club de Mediapart’, que serviram de base para o tuíte de @jairbolsonaro, são falsas”, publicou o site francês.

8. “Somos o País que mais preserva o meio ambiente”. Em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, que aconteceu em janeiro, o presidente afirmou que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. A agência de checagem Aos Fatos considerou a declaração falsa.

Se Bolsonaro estiver falando de área de florestas preservadas, o Brasil ocupa a 30ª posição. 

Se estivesse se referindo sobre o grau de sustentabilidade do país, o Brasil aparece na 69ª posição, no último Enviromental Perfomance Index.

9. Após ter sido motivo de gozação no Carnaval 2019, Bolsonaro usa o Twitter e divulga um vídeo pornô para desmoralizar a maior festa brasileira. Descobriu-se depois que o vídeo não tinha nada a ver com os blocos carnavalescos do Rio de Janeiro.

10. Bolsonaro tentou disseminar a mentira de que a facada que recebeu do “louco”  Adélio Bispo seria obra da esquerda. A Polícia Federal descobriu que o “maluco” agiu sozinho por descontrole emocional.

Inscreva-se, por fim, o fato mais recente desta segunda-feira, onde o Twitter registrou o personagem mais novo mentiroso do Brasil: “internautas resolveram "homenagear" o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, por causa do Dia da Mentira. A hashtag #BolsonaroDay foi lançada e chegou em primeiro lugar entre os assuntos mais comentados.
 

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