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Brasil versus “Queima de Livros”

É preocupante a proposta do atual governo em reduzir e/ou cortar investimentos na Educação do Brasil. Uma decisão que nos tomou de surpresa. Enquanto uma sociedade inteira clama por uma Educação fortalecida e com educadores apoiados moral, intelectual e financeiramente, a medida é decepcionante, regredindo na história. “A educação não é preparação para a vida; a educação é a própria vida” (John Dewey). “A educação é o nosso passaporte para o futuro, porque o amanhã pertence às pessoas que se preparam para hoje” (Malcolm X).

Fragilizar a Educação significa afastar um grande amigo de perto de nós: o saber. Porque como disse o inglês Malcolm Forbes, editor da Revista Forbes, “a finalidade da educação é substituir uma mente vazia por uma aberta”. E, ainda, segundo o norte-americano Alvin Tofller, escritor e doutor em Letras, Leis e Ciência, “o analfabeto do futuro não será a pessoa que não sabe ler, mas a pessoa que não sabe como aprender”.

O fato recentemente ocorrido no Brasil e anunciado pelo Ministro da Educação faz lembrar o “Bücherverbrennung”, termo alemão que significa “Queima de Livros” pelo Nazismo implantado pelo louco e sanguinário Adolf Hitler. Poucos meses após sua chegada ao poder, foi organizada a queima em praças públicas de Berlim, com a presença da polícia, bombeiros e demais autoridades.

A história registra que tudo que se desviava dos padrões do Nazismo foi destruído. Foram queimados cerca de 20 mil livros pertencentes, na maioria, às bibliotecas públicas alemãs, sobretudo de autores oficialmente tidos como "não-alemães".

Entre os livros queimados as obras de autores como Thomas Mann, Heinrich Mann, Walter Benjamin, Bertolt Brecht, Lion Feuchtwanger, Joseph Roth, Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Albert Einstein, Karl Marx e tantos outros notáveis.

Para sua surpresa, os livros do escritor alemão Oskar Maria Graf não foram incluídos na lista nazista. Ele, então, publicou um artigo intitulado “Verbrennt mich”, que quer dizer “Queimem-meǃ". Posteriormente, seu desejo foi atendido e seus livros foram banidos pelos Nazistas.

O poeta romancista alemão conhecido como “o último dos românticos”, Christian Johann Heinrich Heine, escandalizou-se: "Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas".

A elite alemã, aquela burguesia inebriada pela prepotência, pela ausência de respeito mútuo, pouco ofereceu de resistência àquela atrocidade de Hitler. Covarde, transferiu toda a responsabilidade para os universitários, que acabaram sendo tachados e incriminados por “fanatismo estudantil”.

Indignado e decepcionado, Thomas Mann, Nobel de Literatura, fugiu para a Suíça e, posteriormente, foi parar nos Estados Unidos. Quando a Faculdade de Filosofia Alemã da Universidade de Bonn cassou-lhe o título de “doutor honoris causa”, escreveu condoído: “Nestes quatro anos de exílio involuntário, nunca parei de meditar sobre minha situação. Se tivesse ficado ou retornado à Alemanha, talvez já estivesse morto. Jamais sonhei que, no fim da minha vida, seria um imigrante despojado da nacionalidade e vivendo desta maneira!”.

Coincidência de mês ou não, mas no dia 10 de maio de 1933 marcou o auge da perseguição dos nazistas aos intelectuais, principalmente aos escritores. Em toda a Alemanha, principalmente nas cidades universitárias, montanhas de livros queimados (ou suas cinzas, como queiram) se acumulavam nas praças públicas. Veja só! Hitler e seus comparsas pretendiam uma "limpeza" da literatura.

O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a "necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã".

A “Queima de Livros” foi uma forma encontrada pelo Nazismo para punir e eliminar inimigos políticos, etnias minoritárias, modos de pensar e de viver diferentes de um “bárbaro”. E que todos deveriam ser condenados e combatidos.

O escritor, roteirista e jornalista alemão, Erich Kästner, testemunhou a “Queima de Livros” e, consternado, alarmado, registrou: “Sabe a terra onde florescem as armas!”.

Agora, compare a situação alemã com a situação brasileira de agora. Onde o ensino universitário não será mais prioridade e que a formação intelectual será conduzida a um plano inferior, desproporcional, com o governo cortando investimentos para a Educação e, por consequência, diminuindo os espaços para a ascensão social pelos estudos e pelo conhecimento das atuais e das futuras gerações.

Resta-nos torcer para que não haja por aqui - como ocorreu na Alemanha Nazista - uma “Queima de Livros” em plena Praça dos Três Poderes. Porque eles, infelizmente, poderão desaparecer das nossas bibliotecas públicas universitárias por ausência de investimentos, com nosso ensino superior fragilizado pelo estado falimentar das faculdades.

Não creio! Não é possível que o Brasil queira negar a máxima de Victor Hugo: “Aquele que abre a porta da escola, fecha uma prisão”. É tudo lamentável!

É preocupante a proposta do atual governo em reduzir e/ou cortar investimentos na Educação do Brasil. Uma decisão que nos tomou de surpresa. Enquanto uma sociedade inteira clama por uma Educação fortalecida e com educadores apoiados moral, intelectual e financeiramente, a medida é decepcionante, regredindo na história. “A educação não é preparação para a vida; a educação é a própria vida” (John Dewey). “A educação é o nosso passaporte para o futuro, porque o amanhã pertence às pessoas que se preparam para hoje” (Malcolm X).

Fragilizar a Educação significa afastar um grande amigo de perto de nós: o saber. Porque como disse o inglês Malcolm Forbes, editor da Revista Forbes, “a finalidade da educação é substituir uma mente vazia por uma aberta”. E, ainda, segundo o norte-americano Alvin Tofller, escritor e doutor em Letras, Leis e Ciência, “o analfabeto do futuro não será a pessoa que não sabe ler, mas a pessoa que não sabe como aprender”.

O fato recentemente ocorrido no Brasil e anunciado pelo Ministro da Educação faz lembrar o “Bücherverbrennung”, termo alemão que significa “Queima de Livros” pelo Nazismo implantado pelo louco e sanguinário Adolf Hitler. Poucos meses após sua chegada ao poder, foi organizada a queima em praças públicas de Berlim, com a presença da polícia, bombeiros e demais autoridades.

A história registra que tudo que se desviava dos padrões do Nazismo foi destruído. Foram queimados cerca de 20 mil livros pertencentes, na maioria, às bibliotecas públicas alemãs, sobretudo de autores oficialmente tidos como "não-alemães".

Entre os livros queimados as obras de autores como Thomas Mann, Heinrich Mann, Walter Benjamin, Bertolt Brecht, Lion Feuchtwanger, Joseph Roth, Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche, Albert Einstein, Karl Marx e tantos outros notáveis.

Para sua surpresa, os livros do escritor alemão Oskar Maria Graf não foram incluídos na lista nazista. Ele, então, publicou um artigo intitulado “Verbrennt mich”, que quer dizer “Queimem-meǃ". Posteriormente, seu desejo foi atendido e seus livros foram banidos pelos Nazistas.

O poeta romancista alemão conhecido como “o último dos românticos”, Christian Johann Heinrich Heine, escandalizou-se: "Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas".

A elite alemã, aquela burguesia inebriada pela prepotência, pela ausência de respeito mútuo, pouco ofereceu de resistência àquela atrocidade de Hitler. Covarde, transferiu toda a responsabilidade para os universitários, que acabaram sendo tachados e incriminados por “fanatismo estudantil”.

Indignado e decepcionado, Thomas Mann, Nobel de Literatura, fugiu para a Suíça e, posteriormente, foi parar nos Estados Unidos. Quando a Faculdade de Filosofia Alemã da Universidade de Bonn cassou-lhe o título de “doutor honoris causa”, escreveu condoído: “Nestes quatro anos de exílio involuntário, nunca parei de meditar sobre minha situação. Se tivesse ficado ou retornado à Alemanha, talvez já estivesse morto. Jamais sonhei que, no fim da minha vida, seria um imigrante despojado da nacionalidade e vivendo desta maneira!”.

Coincidência de mês ou não, mas no dia 10 de maio de 1933 marcou o auge da perseguição dos nazistas aos intelectuais, principalmente aos escritores. Em toda a Alemanha, principalmente nas cidades universitárias, montanhas de livros queimados (ou suas cinzas, como queiram) se acumulavam nas praças públicas. Veja só! Hitler e seus comparsas pretendiam uma "limpeza" da literatura.

O poeta nazista Hanns Johst foi um dos que justificou a queima, logo depois da ascensão do nazismo ao poder, com a "necessidade de purificação radical da literatura alemã de elementos estranhos que possam alienar a cultura alemã".

A “Queima de Livros” foi uma forma encontrada pelo Nazismo para punir e eliminar inimigos políticos, etnias minoritárias, modos de pensar e de viver diferentes de um “bárbaro”. E que todos deveriam ser condenados e combatidos.

O escritor, roteirista e jornalista alemão, Erich Kästner, testemunhou a “Queima de Livros” e, consternado, alarmado, registrou: “Sabe a terra onde florescem as armas!”.

Agora, compare a situação alemã com a situação brasileira de agora. Onde o ensino universitário não será mais prioridade e que a formação intelectual será conduzida a um plano inferior, desproporcional, com o governo cortando investimentos para a Educação e, por consequência, diminuindo os espaços para a ascensão social pelos estudos e pelo conhecimento das atuais e das futuras gerações.

Resta-nos torcer para que não haja por aqui - como ocorreu na Alemanha Nazista - uma “Queima de Livros” em plena Praça dos Três Poderes. Porque eles, infelizmente, poderão desaparecer das nossas bibliotecas públicas universitárias por ausência de investimentos, com nosso ensino superior fragilizado pelo estado falimentar das faculdades.

Não creio! Não é possível que o Brasil queira negar a máxima de Victor Hugo: “Aquele que abre a porta da escola, fecha uma prisão”. É tudo lamentável!

E quando dezembro chegar? O Estado Social

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