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'Se vai tentar, vá até o fim!', de Carol Jericó para Arimatéia Azevedo

Eu preparando minha coluna semanal na redação do Portal AZ, estava com a escrita no vácuo. Queria respirar e inspirar-me por osmose, então sorrateiramente resolvi dar aquela espiadinha na coluna do AZ, pois assim, talvez o brilhantismo do Ari fornecesse a mim , indiretamente, aqueles insights alucinantes, tipo Charles Bukowski. Então fui à sala dele, mesmo correndo o risco de levar um “get out” ou um “sai daqui”, risos. Lembrando que eu e o Pinto somos calejados com essas repulsas histéricas do homem de gênio difícil e intrigante. O Ari pensa que espanta, mas o pior é que isso apaixona. Vai entender a natureza humana! A natureza humana é cruel e masoquista. 

Foto: Arquivo Pessoal

Ao entrar na sala do homem, ele estava com o poeta e professor Barreto. Pensei pra dentro "pronto"! sou um pinto no lixo, estou à la vontê, não faltará inspiração para escrever a minha coluna". Ficamos lá, o professor Barreto nas suas divagações estilo Zé Limeira, eu nas minhas divagações estilo Clarice Lispector e Arimateia Azevedo nas suas divagações estilo Arimateia Azevedo.

E naquela sala, que mais parecia uma caverna aberta de Platão,com conversas infindáveis e a profundidade vertical necessária dos interlocutores, o professor Barreto questionou o Ari o por que de um homem tão in-ti-li-gen-te, não ter um curso superior e relatou que o curso de direito na Faete tinha iniciado às inscrições.

Ari, já sentindo o excesso de loucura em sua sala - minha e do Barreto -, respondeu-lhe, impacientemente:

- Barreto, comecei a trabalhar cedo e realizei muitas coisas, inclusive correr da morte e correr da morte, amigo, não é fácil, não é fácil ser eu.
E continuou em tom jocoso;

-Pronto, dois loucos aqui na sala falando para que eu faça direito na Faete, ou seja, terei três responsabilidades: escrever a coluna, fugir da morte e fazer direito. Não, não tenho tempo pra isso não, minha amiga e meu amigo.

Mas eu prontamente o lembrei: 

- “A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza”. Como você diz que não pode uma coisa, se nem pelo menos tentou?

Assim, no meio da loucura e da lucidez, prevaleceu o caminho do meio. O Ari resolveu virar doutor, o doutor em direito, o doutor das leis.
Então, o dia da prova chegou, ele nervoso foi fazê-la e como esperado, a redação foi perfeita!

Prontooooo:

O homem passou no vestibular, passou nas provas da faculdade, passa pelas intempéries da vida, passa pelas ameaças de morte e nesses anos anda passando e passando e passando pela vida com muita altivez e firmeza. E aquela frase que eu disse naquela dia, hoje tem mais sentido do que nunca. "A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza."

Ari, como estudante, era plena dedicação, trabalhava o dia inteiro, mas às 18:00h era sagrado, ia à facul, com chuva, com sol, sem ameaça e com ameaça MAIS AINDA.... Ari abdicou de muito para fazer a faculdade e parafraseando o velho Carlos Drummond de Andrade, a faculdade lhe retirou as melhores horas de amor com sua amada Joana e a acolhida com suas filhas, além de perder muito, muitíssimo tempo de semear com seus velhos amigos nos dias de sábado e domingo, pois estudava em grupo com os coleguinhas nos finais de semana e até o bolinho com o Romildo Mafra, o cafezinho com o governador Freitas Neto e a academia fisioculturista não eram mais permitidos. Isso é uma lição, uma lição de vida, de determinação e força. E sempre que penso na sua historia, vem o grande Charles Bukowski, pois seu lema de vida é esse:

“Se vai tentar, vá até o fim/ Caso contrário, nem comece/ Se vai tentar, vá até o fim/ Pode perder namoradas, esposas, parentes, empregos e talvez até a cabeça/ Vá até o fim/ Pode ficar sem comer por três ou quatro dias// Pode congelar no banco do parque/ Pode ser preso/ Pode receber escárnio, gozações, isolamento/ Isolamento é um presente, todo o resto é um teste da sua resistência, de quão forte é a sua vontade/ E você fará a despeito da rejeição e dos piores azares e será melhor do que qualquer coisa que possa imaginar./ Se vai tentar, vá até o fim/ Não há outra emoção como essa/ Você estará sozinho com os deuses e as noites queimarão como fogo/ Faça, faça, faça. faça/ até o fim, até o fim./ Você cavalgará a vida diretamente para o riso perfeito/ Essa é a única boa luta que existe.” 

Charles Bukowski

Um grande abraço e boa sorte na caminhada, amo você!

Carol Jericó

Eu preparando minha coluna semanal na redação do Portal AZ, estava com a escrita no vácuo. Queria respirar e inspirar-me por osmose, então sorrateiramente resolvi dar aquela espiadinha na coluna do AZ, pois assim, talvez o brilhantismo do Ari fornecesse a mim , indiretamente, aqueles insights alucinantes, tipo Charles Bukowski. Então fui à sala dele, mesmo correndo o risco de levar um “get out” ou um “sai daqui”, risos. Lembrando que eu e o Pinto somos calejados com essas repulsas histéricas do homem de gênio difícil e intrigante. O Ari pensa que espanta, mas o pior é que isso apaixona. Vai entender a natureza humana! A natureza humana é cruel e masoquista. 

Foto: Arquivo Pessoal

Ao entrar na sala do homem, ele estava com o poeta e professor Barreto. Pensei pra dentro "pronto"! sou um pinto no lixo, estou à la vontê, não faltará inspiração para escrever a minha coluna". Ficamos lá, o professor Barreto nas suas divagações estilo Zé Limeira, eu nas minhas divagações estilo Clarice Lispector e Arimateia Azevedo nas suas divagações estilo Arimateia Azevedo.

E naquela sala, que mais parecia uma caverna aberta de Platão,com conversas infindáveis e a profundidade vertical necessária dos interlocutores, o professor Barreto questionou o Ari o por que de um homem tão in-ti-li-gen-te, não ter um curso superior e relatou que o curso de direito na Faete tinha iniciado às inscrições.

Ari, já sentindo o excesso de loucura em sua sala - minha e do Barreto -, respondeu-lhe, impacientemente:

- Barreto, comecei a trabalhar cedo e realizei muitas coisas, inclusive correr da morte e correr da morte, amigo, não é fácil, não é fácil ser eu.
E continuou em tom jocoso;

-Pronto, dois loucos aqui na sala falando para que eu faça direito na Faete, ou seja, terei três responsabilidades: escrever a coluna, fugir da morte e fazer direito. Não, não tenho tempo pra isso não, minha amiga e meu amigo.

Mas eu prontamente o lembrei: 

- “A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza”. Como você diz que não pode uma coisa, se nem pelo menos tentou?

Assim, no meio da loucura e da lucidez, prevaleceu o caminho do meio. O Ari resolveu virar doutor, o doutor em direito, o doutor das leis.
Então, o dia da prova chegou, ele nervoso foi fazê-la e como esperado, a redação foi perfeita!

Prontooooo:

O homem passou no vestibular, passou nas provas da faculdade, passa pelas intempéries da vida, passa pelas ameaças de morte e nesses anos anda passando e passando e passando pela vida com muita altivez e firmeza. E aquela frase que eu disse naquela dia, hoje tem mais sentido do que nunca. "A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza."

Ari, como estudante, era plena dedicação, trabalhava o dia inteiro, mas às 18:00h era sagrado, ia à facul, com chuva, com sol, sem ameaça e com ameaça MAIS AINDA.... Ari abdicou de muito para fazer a faculdade e parafraseando o velho Carlos Drummond de Andrade, a faculdade lhe retirou as melhores horas de amor com sua amada Joana e a acolhida com suas filhas, além de perder muito, muitíssimo tempo de semear com seus velhos amigos nos dias de sábado e domingo, pois estudava em grupo com os coleguinhas nos finais de semana e até o bolinho com o Romildo Mafra, o cafezinho com o governador Freitas Neto e a academia fisioculturista não eram mais permitidos. Isso é uma lição, uma lição de vida, de determinação e força. E sempre que penso na sua historia, vem o grande Charles Bukowski, pois seu lema de vida é esse:

“Se vai tentar, vá até o fim/ Caso contrário, nem comece/ Se vai tentar, vá até o fim/ Pode perder namoradas, esposas, parentes, empregos e talvez até a cabeça/ Vá até o fim/ Pode ficar sem comer por três ou quatro dias// Pode congelar no banco do parque/ Pode ser preso/ Pode receber escárnio, gozações, isolamento/ Isolamento é um presente, todo o resto é um teste da sua resistência, de quão forte é a sua vontade/ E você fará a despeito da rejeição e dos piores azares e será melhor do que qualquer coisa que possa imaginar./ Se vai tentar, vá até o fim/ Não há outra emoção como essa/ Você estará sozinho com os deuses e as noites queimarão como fogo/ Faça, faça, faça. faça/ até o fim, até o fim./ Você cavalgará a vida diretamente para o riso perfeito/ Essa é a única boa luta que existe.” 

Charles Bukowski

Um grande abraço e boa sorte na caminhada, amo você!

Carol Jericó

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