1. Blogs
  2. Opinião
  3. "O Doutor Ari", de Zózimo Tavares para Arimatéia Azevedo
Publicidade

"O Doutor Ari", de Zózimo Tavares para Arimatéia Azevedo

Ele vem de uma geração que fazia jornalismo por paixão. Já se meteu em muitas polêmicas. Até parece que elas são a sua razão de viver.

Arimatéia Azevedo (Foto: arquivo pessoal / Zózimo Tavares)

Carrega nas costas um eito de processos judiciais, transformados em armas de intimidação ao exercício do jornalismo.

Por muitas vezes, ficou sem trabalho, porque se incompatibilizou com os poderosos que mandavam em tudo, inclusive nas redações de jornais.

Também já puxou cadeia. Foi quando os mandões do Tribunal de Justiça do Piauí viram que só havia um jeito de silenciá-lo, que era trancafiando-o.

O Superior Tribunal de Justiça tomou conhecimento da arbitrariedade e da covardia da medida e mandou soltá-lo imediatamente.

Mas não são poucos os que o querem de volta ao xilindró, entre os quais figuras poderosíssimas.

(Foto: arquivo pessoal / Zózimo Tavares)

É assim, em meio a muita agitação, que o jornalista Arimatéa Azevedo caminha para meio século de profissão.

Ele se entregou ao jornalismo de corpo e alma ainda quase adolescente. Fez-se no batente, no dia a dia, a ferro e fogo.

Conheci o Arimatéia Azevedo nos primeiros dias de minha profissão, no início dos anos 1980.

Já àquela época, ele se distinguia entre os colegas de profissão, pelo seu espírito irrequieto, combativo e desassombrado. Estava sempre na contramão. Ou nadando contra a correnteza. E assim se mantém até hoje.

Cito apenas três casos que o fizeram diferente e grande no jornalismo:

1) Foi a primeira voz a denunciar o crime organizado no Piauí, dez anos antes de a quadrilha ser desmantelada e presa. 

Por conta da denúncia, na Rádio Difusora, teve que passar uma temporada refugiado em Brasília, por questão de segurança, afinal não havia ninguém para protegê-lo no Piauí.

2) Evitou que três inocentes pagassem pelo bárbaro assassinato do empresário e jornalista Helder Feitosa, um crime ocorrido no final da década de 1980 e que até hoje ainda está impune.

3) É o introdutor do jornalismo digital no Piauí, em 2000, sem saber exatamente o que estava fazendo, com a criação do Portal AZ.

Hoje , o jornalista Arimatéia Azevedo dá uma pausa em seu agitado dia a dia para receber um canudo de curso superior, o primeiro de sua vida, pois acaba de se formar em Ciências Jurídicas e Sociais.

Não é pouco, para quem enfrentou tantas frentes de combate, na maioria das vezes em condições de desvantagens, com gigantescos sacrifícios profissionais, pessoais e familiares.

Eu me somo aos que se regozijam por mais esta conquista sua, que é também um exemplo para tantos que acreditam na força e na dignidade do trabalho e do estudo!

Parabéns, Ari!

Ele vem de uma geração que fazia jornalismo por paixão. Já se meteu em muitas polêmicas. Até parece que elas são a sua razão de viver.

Arimatéia Azevedo (Foto: arquivo pessoal / Zózimo Tavares)

Carrega nas costas um eito de processos judiciais, transformados em armas de intimidação ao exercício do jornalismo.

Por muitas vezes, ficou sem trabalho, porque se incompatibilizou com os poderosos que mandavam em tudo, inclusive nas redações de jornais.

Também já puxou cadeia. Foi quando os mandões do Tribunal de Justiça do Piauí viram que só havia um jeito de silenciá-lo, que era trancafiando-o.

O Superior Tribunal de Justiça tomou conhecimento da arbitrariedade e da covardia da medida e mandou soltá-lo imediatamente.

Mas não são poucos os que o querem de volta ao xilindró, entre os quais figuras poderosíssimas.

(Foto: arquivo pessoal / Zózimo Tavares)

É assim, em meio a muita agitação, que o jornalista Arimatéa Azevedo caminha para meio século de profissão.

Ele se entregou ao jornalismo de corpo e alma ainda quase adolescente. Fez-se no batente, no dia a dia, a ferro e fogo.

Conheci o Arimatéia Azevedo nos primeiros dias de minha profissão, no início dos anos 1980.

Já àquela época, ele se distinguia entre os colegas de profissão, pelo seu espírito irrequieto, combativo e desassombrado. Estava sempre na contramão. Ou nadando contra a correnteza. E assim se mantém até hoje.

Cito apenas três casos que o fizeram diferente e grande no jornalismo:

1) Foi a primeira voz a denunciar o crime organizado no Piauí, dez anos antes de a quadrilha ser desmantelada e presa. 

Por conta da denúncia, na Rádio Difusora, teve que passar uma temporada refugiado em Brasília, por questão de segurança, afinal não havia ninguém para protegê-lo no Piauí.

2) Evitou que três inocentes pagassem pelo bárbaro assassinato do empresário e jornalista Helder Feitosa, um crime ocorrido no final da década de 1980 e que até hoje ainda está impune.

3) É o introdutor do jornalismo digital no Piauí, em 2000, sem saber exatamente o que estava fazendo, com a criação do Portal AZ.

Hoje , o jornalista Arimatéia Azevedo dá uma pausa em seu agitado dia a dia para receber um canudo de curso superior, o primeiro de sua vida, pois acaba de se formar em Ciências Jurídicas e Sociais.

Não é pouco, para quem enfrentou tantas frentes de combate, na maioria das vezes em condições de desvantagens, com gigantescos sacrifícios profissionais, pessoais e familiares.

Eu me somo aos que se regozijam por mais esta conquista sua, que é também um exemplo para tantos que acreditam na força e na dignidade do trabalho e do estudo!

Parabéns, Ari!

Lula – Erro jurídico anunciado Legítima Defesa de Moro

Mais lidas desse blog