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Teresina teve três tentativas de suicídio a cada 36 horas em 2018, diz a FMS

Teresina registrou em 2018 três tentativas de suicídio a cada um dia e meio. O dado faz parte de um estudo divulgado nesta semana para Fundação Municipal de Saúde, que 583 casos de violências autoprovocadas, dos quais 97,43% foram tentativas de suicídio e 2,57% automutilações. Mulheres representa 8 em cada 10 casos registrados: 79% dos pacientes eram do sexo feminino e 21% masculino.

O levantamento da FMS mostra que 88,51% dos casos de violência autoprovocada se concentram entre pessoas de 15 a 49 anos, sendo a faixa etária de 20 a 34 anos a que concentra o maior volume de registros, com 39,62% das tentativas de suicídio e automutilações. Seguem-se as pessoas com idade entre 15 e 19 anos (24,70%) e de 35 a 49 anos (24,19%).

Já a notificação dessas violências envolvendo pessoas com 10 a 14 anos correspondeu a 6,17%; 3,95%; com 50 a 64 anos e apenas 0,69% com idade inferior a 10 anos e superior a 65 anos.

Quem faz parte desses números é a estudante D.S., de 33 anos, que procurou ajuda no CAPs. Diagnosticada com o transtorno de personalidade, ela apresentava como sintoma a automutilação. “Fui sozinha ao Centro. Tem pessoas que acham que a automutilação é modinha, mas é doença séria, que tem que ser tratada como tal. Foi difícil, mas venci com a ajuda de profissionais que me auxiliaram em todos os minutos”, relembra.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, Teresina vem cumprindo a Lei Federal 13.819/2019 que instituiu no Brasil a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. “A nova legislação chama atenção para o problema e estimula a notificação dos casos pelos serviços de saúde.

“Também contribui para garantia da assistência adequada, instiga a rede de saúde a organizar mecanismos de prevenção e une vários órgãos, como saúde, educação, imprensa e política para sensibilizar a população sobre o tema”, observa.

O médico psiquiatra da FMS, Francisco de Brito, explica que, em caso de automutilação, tentativa de suicídio ou qualquer outro transtorno psíquico, a conduta dos responsáveis deve ser acolhedora e não julgadora.

“Não se deve punir, brigar ou colocar a criança ou adolescente que apresenta esses sintomas de castigo. É preciso compreender, conversar, procurar atendimento na rede de saúde mental. É fundamental uma consulta psiquiátrica para avaliar diagnóstico e iniciar tratamentos”, alerta.

Conheça a rede de saúde mental de Teresina

A rede de saúde mental mantida pela Prefeitura de Teresina é extensa. São 90 Unidades Básicas de Saúde, que podem tratar transtornos mentais leves e, se constatada a necessidade, fazem o encaminhamento do paciente para psicólogo ou psiquiatra. A cidade conta ainda com sete CAPSs, que acolhem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, além do Provida, ambulatório voltado especificamente para aqueles que tentaram suicídio.

Nos casos de urgências psiquiátricas, a exemplo de tentativa de suicídio, a população pode acionar a ambulância do Samu ou ir por meios próprios para o hospital Areolino de Abreu, unidade que tem psiquiatras 24 horas e é referência para atender casos de urgência psiquiátrica, sem comprometimentos clínicos. Se houver comprometimentos clínicos, a exemplo de um corte profundo, é preciso ir primeiramente para os hospitais de bairro da cidade.

Teresina registrou em 2018 três tentativas de suicídio a cada um dia e meio. O dado faz parte de um estudo divulgado nesta semana para Fundação Municipal de Saúde, que 583 casos de violências autoprovocadas, dos quais 97,43% foram tentativas de suicídio e 2,57% automutilações. Mulheres representa 8 em cada 10 casos registrados: 79% dos pacientes eram do sexo feminino e 21% masculino.

O levantamento da FMS mostra que 88,51% dos casos de violência autoprovocada se concentram entre pessoas de 15 a 49 anos, sendo a faixa etária de 20 a 34 anos a que concentra o maior volume de registros, com 39,62% das tentativas de suicídio e automutilações. Seguem-se as pessoas com idade entre 15 e 19 anos (24,70%) e de 35 a 49 anos (24,19%).

Já a notificação dessas violências envolvendo pessoas com 10 a 14 anos correspondeu a 6,17%; 3,95%; com 50 a 64 anos e apenas 0,69% com idade inferior a 10 anos e superior a 65 anos.

Quem faz parte desses números é a estudante D.S., de 33 anos, que procurou ajuda no CAPs. Diagnosticada com o transtorno de personalidade, ela apresentava como sintoma a automutilação. “Fui sozinha ao Centro. Tem pessoas que acham que a automutilação é modinha, mas é doença séria, que tem que ser tratada como tal. Foi difícil, mas venci com a ajuda de profissionais que me auxiliaram em todos os minutos”, relembra.

De acordo com o presidente da FMS, Charles Silveira, Teresina vem cumprindo a Lei Federal 13.819/2019 que instituiu no Brasil a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio. “A nova legislação chama atenção para o problema e estimula a notificação dos casos pelos serviços de saúde.

“Também contribui para garantia da assistência adequada, instiga a rede de saúde a organizar mecanismos de prevenção e une vários órgãos, como saúde, educação, imprensa e política para sensibilizar a população sobre o tema”, observa.

O médico psiquiatra da FMS, Francisco de Brito, explica que, em caso de automutilação, tentativa de suicídio ou qualquer outro transtorno psíquico, a conduta dos responsáveis deve ser acolhedora e não julgadora.

“Não se deve punir, brigar ou colocar a criança ou adolescente que apresenta esses sintomas de castigo. É preciso compreender, conversar, procurar atendimento na rede de saúde mental. É fundamental uma consulta psiquiátrica para avaliar diagnóstico e iniciar tratamentos”, alerta.

Conheça a rede de saúde mental de Teresina

A rede de saúde mental mantida pela Prefeitura de Teresina é extensa. São 90 Unidades Básicas de Saúde, que podem tratar transtornos mentais leves e, se constatada a necessidade, fazem o encaminhamento do paciente para psicólogo ou psiquiatra. A cidade conta ainda com sete CAPSs, que acolhem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, além do Provida, ambulatório voltado especificamente para aqueles que tentaram suicídio.

Nos casos de urgências psiquiátricas, a exemplo de tentativa de suicídio, a população pode acionar a ambulância do Samu ou ir por meios próprios para o hospital Areolino de Abreu, unidade que tem psiquiatras 24 horas e é referência para atender casos de urgência psiquiátrica, sem comprometimentos clínicos. Se houver comprometimentos clínicos, a exemplo de um corte profundo, é preciso ir primeiramente para os hospitais de bairro da cidade.

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