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Contendo a euforia

Uma frase tornou-se célebre no século XVIII na Alemanha, quando de um litígio entre o Imperador alemão Frederico II, o grande, e um moleiro alemão, fato este narrado por François Andriex no conto "O moleiro de Sans-Souci”. 

Frederico II era o que hoje denominamos um déspota esclarecido, culto, grande colecionador de arte francesa, escritor com pretensões a filósofo e amigo de Voltaire. Frederico II quis construir um Palácio de verão, próximo a uma encosta de uma colina, onde já existia um moinho de vento. Decidido a ampliar as instalações do Palácio de Verão, o rei chamou o moleiro e fez-lhe uma proposta de compra do terreno onde o moinho de vento estava instalado. O moleiro recusou a proposta de venda ofertada pelo imperador, alegando questões sentimentais, dizendo ser a casa onde o seu pai faleceu e onde seus filhos nasceriam e se criariam.

O imperador inconformado com a recusa do moleiro, com muita arrogância e prepotência, ameaçou tomar-lhe a área. Em resposta, aquele homem simples de uma aldeia devolveu a arbitrariedade de que seria vítima, com a expressão que ficaria perpetuada nos anais da história universal: “ Isso seria verdade, se não houvesse juízes em Berlim”

A frase dita pelo moleiro alemão se encaixa, como uma luva, no pronunciamento do Ministro Luis Roberto Barroso, em entrevista concedida no dia de ontem à Rede Globo. Questionado que foi sobre as revelações do site The Intercept Brasil, referentes aos diálogos ocorridos em 2016, entre o procurador federal Deltan Dallagnol e o juiz federal à época, Sérgio Moro. O ministros Barroso foi didático como sempre, primeiro dizendo que juiz quando tem que falar, fala no final da apuração dos fatos, nos devidos autos.

Mas mesmo assim, o ministro Barroso estranhou a euforia que tomou conta daqueles que querem uma brecha, por menor que seja, para tocarem fogo na Operação Lava Jato. Barroso, usando os dedos das mãos, passou a enumerar a maioria dos escândalos que tornaram a Lava Jato como a investigação e a devida condenação dos responsáveis pelo maior roubo do dinheiro público da história da humanidade. 

Sem pejo de estar parafraseando uma frase, que é a síntese do que pode ser feito pela justiça em favor de qualquer cidadão, não podemos deixar de repeti-la aqui em Pindorama: “Ainda há juízes no Brasil”. 

É isso.   

Uma frase tornou-se célebre no século XVIII na Alemanha, quando de um litígio entre o Imperador alemão Frederico II, o grande, e um moleiro alemão, fato este narrado por François Andriex no conto "O moleiro de Sans-Souci”. 

Frederico II era o que hoje denominamos um déspota esclarecido, culto, grande colecionador de arte francesa, escritor com pretensões a filósofo e amigo de Voltaire. Frederico II quis construir um Palácio de verão, próximo a uma encosta de uma colina, onde já existia um moinho de vento. Decidido a ampliar as instalações do Palácio de Verão, o rei chamou o moleiro e fez-lhe uma proposta de compra do terreno onde o moinho de vento estava instalado. O moleiro recusou a proposta de venda ofertada pelo imperador, alegando questões sentimentais, dizendo ser a casa onde o seu pai faleceu e onde seus filhos nasceriam e se criariam.

O imperador inconformado com a recusa do moleiro, com muita arrogância e prepotência, ameaçou tomar-lhe a área. Em resposta, aquele homem simples de uma aldeia devolveu a arbitrariedade de que seria vítima, com a expressão que ficaria perpetuada nos anais da história universal: “ Isso seria verdade, se não houvesse juízes em Berlim”

A frase dita pelo moleiro alemão se encaixa, como uma luva, no pronunciamento do Ministro Luis Roberto Barroso, em entrevista concedida no dia de ontem à Rede Globo. Questionado que foi sobre as revelações do site The Intercept Brasil, referentes aos diálogos ocorridos em 2016, entre o procurador federal Deltan Dallagnol e o juiz federal à época, Sérgio Moro. O ministros Barroso foi didático como sempre, primeiro dizendo que juiz quando tem que falar, fala no final da apuração dos fatos, nos devidos autos.

Mas mesmo assim, o ministro Barroso estranhou a euforia que tomou conta daqueles que querem uma brecha, por menor que seja, para tocarem fogo na Operação Lava Jato. Barroso, usando os dedos das mãos, passou a enumerar a maioria dos escândalos que tornaram a Lava Jato como a investigação e a devida condenação dos responsáveis pelo maior roubo do dinheiro público da história da humanidade. 

Sem pejo de estar parafraseando uma frase, que é a síntese do que pode ser feito pela justiça em favor de qualquer cidadão, não podemos deixar de repeti-la aqui em Pindorama: “Ainda há juízes no Brasil”. 

É isso.   

Meno male Aceitando o inaceitável

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