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A montanha pariu um rato

Após semanas a espera de um relatório elaborado a várias mãos - indo da Polícia Federal, passando pela Controladoria Geral da União, concluído pelo Ministério Público Federal - aguardado para esta terça-feira, o que de fato ocorreu na sede da Procuradoria Geral da República do Piauí sobre o rumoroso caso de desvio de finalidade na aplicação de R$ 120.000,000,00 milhões de reais destinados ao transporte escolar da rede estadual de ensino, a apresentação do tal relatório frustou expectativas daqueles que esperavam a nominação de todos os envolvidos na tramoia.  

O cenário montado em nada ficou a dever ao da Operação Lava Jato de Curitiba, com delegados da Polícia Federal, membros da Controladoria Geral da União e Procuradores da República. 

Custa crer, como consta do relatório dado ao conhecimento público, que uma única pessoa, um certo Luís Carlos, tido como servidor da Secretaria de Educação, tenha criado mais de seis “empresas”, todas elas ligadas a ele, Luís Carlos, por relação de parentesco e que só essas “empresas” tenham ao longo dos anos participado de todas as concorrências visando a contratação de ônibus velhos destinados ao transporte de alunos na capital e interior do Estado do Piauí.  

Na fala do Procurador da República, coordenador da Operação Topique, as investigações continuam até porque, como diz o senso comum, só conseguiram até aqui, nominar além de Luís Carlos, três ou quatro prefeitos de pequenos municípios que não teriam como justificar o desvio de cento e vinte milhões de reais.  

Mas o que causou uma certa estranheza, foi uma matéria exibida por uma canal de TV local sobre a apresentação do referido relatório, onde ao fazer referência ao acusado de comandar o esquema de locação dos veículos, a matéria deu um destaque a vida pregressa de Luís Carlos, como se fosse um verdadeiro currículo, citando os cargos que ele ocupou na Secretaria de Educação, dando a entender  a patuleia de que esse funcionário, teria uma folha de relevantes serviços prestados ao Estado do Piauí na área da Educação.

Esse tal relatório, elaborado por esses entes federais acima nominados, constitucionalmente responsáveis pela fiscalização e aplicação correta dos recursos dos impostos pagos por toda a população deixou muito a desejar, já que, diante das expectativas criadas em torno de sua divulgação, o dito popular de que "a montanha pariu um rato" se encaixa como uma luva. 

É de lascar.   

Após semanas a espera de um relatório elaborado a várias mãos - indo da Polícia Federal, passando pela Controladoria Geral da União, concluído pelo Ministério Público Federal - aguardado para esta terça-feira, o que de fato ocorreu na sede da Procuradoria Geral da República do Piauí sobre o rumoroso caso de desvio de finalidade na aplicação de R$ 120.000,000,00 milhões de reais destinados ao transporte escolar da rede estadual de ensino, a apresentação do tal relatório frustou expectativas daqueles que esperavam a nominação de todos os envolvidos na tramoia.  

O cenário montado em nada ficou a dever ao da Operação Lava Jato de Curitiba, com delegados da Polícia Federal, membros da Controladoria Geral da União e Procuradores da República. 

Custa crer, como consta do relatório dado ao conhecimento público, que uma única pessoa, um certo Luís Carlos, tido como servidor da Secretaria de Educação, tenha criado mais de seis “empresas”, todas elas ligadas a ele, Luís Carlos, por relação de parentesco e que só essas “empresas” tenham ao longo dos anos participado de todas as concorrências visando a contratação de ônibus velhos destinados ao transporte de alunos na capital e interior do Estado do Piauí.  

Na fala do Procurador da República, coordenador da Operação Topique, as investigações continuam até porque, como diz o senso comum, só conseguiram até aqui, nominar além de Luís Carlos, três ou quatro prefeitos de pequenos municípios que não teriam como justificar o desvio de cento e vinte milhões de reais.  

Mas o que causou uma certa estranheza, foi uma matéria exibida por uma canal de TV local sobre a apresentação do referido relatório, onde ao fazer referência ao acusado de comandar o esquema de locação dos veículos, a matéria deu um destaque a vida pregressa de Luís Carlos, como se fosse um verdadeiro currículo, citando os cargos que ele ocupou na Secretaria de Educação, dando a entender  a patuleia de que esse funcionário, teria uma folha de relevantes serviços prestados ao Estado do Piauí na área da Educação.

Esse tal relatório, elaborado por esses entes federais acima nominados, constitucionalmente responsáveis pela fiscalização e aplicação correta dos recursos dos impostos pagos por toda a população deixou muito a desejar, já que, diante das expectativas criadas em torno de sua divulgação, o dito popular de que "a montanha pariu um rato" se encaixa como uma luva. 

É de lascar.   

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