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Cine Vício

O Nascimento de um mito

quarta, 15 de maio de 2013 • 14:08
Em cartaz nos cinemas de Teresina, Somos Tão Jovens (Brasil, 2013), tem tido uma carreira louvável: é o filme de maior bilheteria feito no Brasil neste ano e vem peitando grandes produções americanas. A fita é sobre a juventude de Renato Russo, vocalista e letrista do Legião Urbana, uma das maiores bandas de rock do Brasil.



O filme tem deixado muita gente chateada, porque não se aprofunda muito no trabalho do Legião, já que é mais Aborto Elétrico, a banda da juventude de Russo (feito com respeito por Thiago Mendonça em surpreendente performance).

A trama mostra o garoto feio e intelectual que munido de muita força de vontade, leva toda uma geração de jovens brasilienses, todos ricos, a gostarem de punk rock e levarem mais realismo às suas vidas. O filme acerta nos personagens, além de Renato, Dinho, Fê e Flávio (Capital Inicial) Philipe Seabra (Plebe Rude), Herbert Viana (Paralamas do Sucesso) e Marcelo Bonfá e Dado Villa Lobos (Legião) tem interprétes convincentes, inclusive, na postura de voz.

Mas, se por um lado, a plástica é perfeita, o conteúdo deixa um pouco a desejar: os 20 minutos do Legião em cena é muito pouco para saciar a vontade de milhares de fãs que lotam os cinemas para verem seus ídolos e os diálogos um tanto quanto rasos, deixam o público meio decepcionado. Mas o filme tem carisma e prova que é bem feito, ainda que menos sério que Cazuza. Fala-se muito pouco, por exemplo, na homossexualidade de Russo. Mas é um filme que merece ser visto.

Legião: disco a disco

Legião Urbana (1985) – O primeiro petardo, um pouco furioso e com músicas ótimas: Será, Geração Coca- Cola, Soldados.

II (1986) – Mais harmonia e letras mais sólidas com destaque para Daniel na Cova dos Leões e Índios.

Que País é Éste (1987) – O disco da fúria, com muita música resgatada do Aborto Elétrico: Tédio, Química e a espetacular Faroeste Caboclo.

Quatro Estações (1989) – O disco do sucesso. Misturando bíblia, amor e esperança, tem sucessos como Há Tempos, Pais e Filhos e Maurício.

V (1991) – Começa aqui uma fase depressiva, Renato tinha acabado de ficar soropositivo. Destaque para Teatro dos Vampiros e Vento no Litoral.

O Descobrimento do Brasil (1993) – Com energia renovada, Legião volta ao topo, os destaques vão para Perfeição e A Fonte.

A Tempestade e Uma Outra Estação (1996 e 1997)
– Os discos das despedidas. Já próximo de morrer, Russo faz letras depressivas em discos melancólicos, mas ainda assim muito bem-feitos. Destaques para Natália, Laventura, Uma Outra Estação.

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