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Primeiro disco do grupo Raimundos faz 25 anos

Em 1994, tinha 22 anos e só duas obsessões: passar pra jornalismo na UFPI (tinha perdido duas vezes e passado pra letras e pedagogia) e ouvir rock todo dia. Apesar de serem meio incoerentes, minha organização (como algumas sabem) é espartana, um não atrapalhava o outro e fui aprovado para o curso junto com meu amigo Gerson Rezende (companheiro de sofrimento, rs).

Raimundos (Foto: Divulgação)

Nas poucas idas para Piripiri, com o cabelo enorme e em aventuras com os amigos, num domingão na casa da amiga Ieda no caldeirão, ouvi pela primeira vez Raimundos. Eram duas músicas: Puteiro em João Pessoa e Rapante. Nunca tinha visto aquilo: um hardcore porrada, com um vocal engraçado e toques de forró - o forrocore. Pedi emprestado pra Ieda e só devolvi porque ela foi atrás, rs. Época de liseira,  procurei o disco em THE e como não tinha dinheiro, meu amigo Lívio da Pedagogia, gravou pra mim a fita do barulho.

Ali estavam 16 petardos inesquecíveis, pessoas levavam a sério, as letras sexistas dos nordestinos criados em Brasília. Eu via ali, um bocado de pips safados querendo curtir a vida em letras sacanas de perda da virgindade e outras aventuras naturais numa identificação imediata.

Por isso, Palhas de Coqueiro, MMS, Nega Jurema, Be a bá (que introdução de baixo) e Cintura fira (mais romântica impossível) são tão importantes pra mim. Foram seis anos e 5 discaços até o Rodolfo (vocal) pirar nessa viagem de religião. A banda ainda existe mas sem o cara nunca mais foi a mesma. Na na na é o diabo.

Em 1994, tinha 22 anos e só duas obsessões: passar pra jornalismo na UFPI (tinha perdido duas vezes e passado pra letras e pedagogia) e ouvir rock todo dia. Apesar de serem meio incoerentes, minha organização (como algumas sabem) é espartana, um não atrapalhava o outro e fui aprovado para o curso junto com meu amigo Gerson Rezende (companheiro de sofrimento, rs).

Raimundos (Foto: Divulgação)

Nas poucas idas para Piripiri, com o cabelo enorme e em aventuras com os amigos, num domingão na casa da amiga Ieda no caldeirão, ouvi pela primeira vez Raimundos. Eram duas músicas: Puteiro em João Pessoa e Rapante. Nunca tinha visto aquilo: um hardcore porrada, com um vocal engraçado e toques de forró - o forrocore. Pedi emprestado pra Ieda e só devolvi porque ela foi atrás, rs. Época de liseira,  procurei o disco em THE e como não tinha dinheiro, meu amigo Lívio da Pedagogia, gravou pra mim a fita do barulho.

Ali estavam 16 petardos inesquecíveis, pessoas levavam a sério, as letras sexistas dos nordestinos criados em Brasília. Eu via ali, um bocado de pips safados querendo curtir a vida em letras sacanas de perda da virgindade e outras aventuras naturais numa identificação imediata.

Por isso, Palhas de Coqueiro, MMS, Nega Jurema, Be a bá (que introdução de baixo) e Cintura fira (mais romântica impossível) são tão importantes pra mim. Foram seis anos e 5 discaços até o Rodolfo (vocal) pirar nessa viagem de religião. A banda ainda existe mas sem o cara nunca mais foi a mesma. Na na na é o diabo.

O rock de Fábio Crazy e os Da Silva Filme Nós é curioso mas insatisfatório

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