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Mãe é devastador

Passei um ano pra assistir Mãe (2017, EUA) confesso que depois dos 40, fiquei meio assustado em ver um filme em que crianças são mortas e que não se tem muito respeito pelo ser humano, foi o que notei do filme , pelo que andei lendo. Mas como meu ofício há 20 anos é falar sobe cinema, não deu mais pra evitar essa pedrada fílmica.

Cena do filme "Mãe" (reprodução: internet)

Mãe é genial, grosseiro, brutal, infeliz, lógico e desequilibrado.

Essa mistura de sentimentos foi o que me veio à tona depois que o vi duas vezes na ultima semana. Aí você me pergunta o óbvio, ele é bom? E eu respondo, depende do que você entende de cinema, se você quer um filme com começo, meio e fim, sem dificuldades na trama, enfim um filme americano, não. Ele não é. Mãe é caótico, desconexo e até diferente.

A história é sobre um casal que tem sua casa invadida por marido e mulher d e meia idade, depois disso, vem os filhos deles e outras dezenas de pessoas que deixam a vida dos dois em polvorosa. Segundo Darren Arronofsky (o genial diretor de Cisne Negro) a fita é um desfile de historias bíblicas, desde a criação do universo, passando por Caim e Abel e o sacrifício de Cristo. Você tem que estar atento pra decifrar tudo isto.

Jennifer Lawrence faz a mãe e confesso que não gostei muito de sua interpretação, o tempo todo assustada e, evocando o Bebê de Rosemary. Assim como Javier Barden que faz o pai e também fica devendo. O grande  ator de Mar Adentro parede meio desnorteado, não sei se foi essa a intenção. Já Ed Harris e Milchele Pfeiffer ( linda aos 59 anos) estão perfeitos como o casal que libera o caos.

Um filme provocante, assustador e que merece ser conhecido.

Sim, ainda não sei dizer se ele é bom ou ruim, mas está me incomodando bastante, e esta é a função do cinema.

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