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O fator de risco

O ativismo judicial muito recorrente na esfera do poder judiciário tornou-se algo perigoso para a democracia e para a segurança jurídica do cidadão. Em um país onde o Presidente da República diz que liberdade e democracia só existem porque as Forças Armadas querem, é preocupante que atos processuais corriqueiros mostrem-se mais midiáticos, como as prisões de pessoas importantes ou destacadas do cenário político ou empresarial. É o caso do ex-presidente Temer e do ex-ministro Moreira Franco, presos anteontem, e cujas prisões, ao invés de ser procedimentos dentro da lógica da Justiça, se tornam exclusivamente factoides gerados para criar situações de aparente vantagem para setores do governo. No momento em que se discute o resultado da viagem internacional do presidente Bolsonaro aos Estados Unidos, de que não resultou em nada positivo para o país; no momento em que o ministro Sérgio Moro se debate com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre o andamento do projeto anticrime do governo, surge o juiz Marcelo Bretas e decreta esta prisão, no âmbito da Lava Jato, aparentemente desnecessária. Não se sabe qual objetivo de natureza jurídica, mas o objetivo político é indiscutível. Em momento de enfrentamento aberto do governo contra o Supremo Tribunal Federal (com a manipulação das redes sociais), é muito claro e lógico que esta é uma situação apta a criar constrangimentos aos ministros e tribunais, e favorecer a instalação da CPI da Lava Toga, que, afinal, pode gerar duas vagas no Supremo Tribunal Federal, que, não por coincidência, deverão (ou poderão) ser ocupados exatamente por Moro e Bretas. Parece esse um estranho caminho que está enveredando a política do Judiciário brasileiro, por segmentos influentes e importantes, com a aparente cobertura do Palácio do Planalto. O perigo de crise institucional começa a ganhar corpo e evidências.

O juiz Bretas manda prender para investigar, dentro do “padrão” Lava Jato (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Sem gás 

Várias viaturas da polícia deram meia volta, volver, ontem, quando foram abastecer no posto da Avenida Pedro Freitas. Não se lhes foi fornecido o precioso combustível para faze-las andar atrás de bandido.

Coisa difícil

Em duas ocasiões a Secretaria de Justiça deixou de encaminhar a dentista Delzuite Macedo para audiência de custódia em São Raimundo Nonato, por falta de combustível.
Enquanto isso, ela continua reclusa na penitenciária de Teresina, por culpa do Estado.

O tempos O mores

Nenhum deputado federal do Piauí e, nem mesmo o senador Ciro Nogueira, que se cevaram de tudo do governo do homem, falaram sobre a prisão de Michel Temer. 
Dos políticos do MDB do Piauí só o deputado Henrique Pires saiu em defesa do amigo.

Ibaneis

A prisão (e consequente desmoralização) de Michel Temer acendeu a luz no MDB, sinalizando mudança, já no se comando. E o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha Jr. se torna  favorito para comandar a legenda, depois do estrago que a prisão do ex-presidente Temer fez na sigla. 
O partido busca a renovação, imediatamente e, segundo o Valor Econômico, ela pode se dar com a eleição de Ibaneis.
Ficha limpa que não precisa da política para viver e enriquecer.

Henrique

O valor cita também o piauiense Henrique Pires como outro possível candidato ao comando nacional do MDB. 
Henrique Pires já presidiu a ala jovem do partido.

PF pega dois

Na nota encaminhada a este jornalista, sobre o Land Rover que sua esposa usa para levar menino para o colégio, o secretário Helder Jacobina, da Educação, disse que a operação Boca Livre, da Federal, não diz respeito à atual gestão.

Como assim?

É preciso explicar, então, o que fazem na lista dos suspeitos da malversaria da merenda escolar os dois servidores, do setor de licitações, em cujas casas a Federal fez busca e apreensão. Ou seja, o secretário tinha dois suspeitos sob suas ordens e não sabia.

Ora, ora

Do governo Zé Filho não há ninguém mais na Secretaria de Educação e, aposta-se, nem mesmo documentos da época devam interessar mais a ninguém. Porém, acusar o ex-governador e o ex-secretário, fica fácil, porque certamente haverá por parte deles dificuldades de refutar o que lhes é imputado.

Medida diversionista

Ora, essa desculpa de que a culpa é de quem veio antes é medida diversionista. Afinal de contas o que a Polícia Federal fez na busca e apreensão na secretaria foi recolher dados sobre ações recentes, ou seja, da atual gestão. 
Porque, afinal, os mesmos empresários e servidores que atuaram lá na gestão do Zé, continuaram fazendo das suas na gestão de Wellington.

Contas fechadas

É preciso que se faça justiça: depois de exaustivamente investigado após ter deixado o cargo de secretário de Educação, na gestão Zé Filho, o advogado Alano Dourado terminou com suas contas aprovadas pelo TCE e nos órgãos federais nada consta contra ele. 
Portanto, dessa última operação policial, Alano não consta em qualquer lista de supostos envolvidos.

Foi o outro

Apressadamente se divulgou anteontem que, Alano Dourado havia sido encaminhado à polícia por porte ilegal de arma. O Alano aí é o outro. Quem foi preso foi Alano Rodrigues, um dos sócios da Futura Distribuidora, cuja arma encontrada em sua casa estava com a numeração apagada.

Lá vem!

O climatologista pede que a mídia não use a palavra ‘alerta’ para anunciar que vem mais chuva por aí em grande parte do Piauí. 
Mas vem sim, mais chuva. E delas, torrenciais, capaz de matar sapo afogado.

Ping-Pong 

Demora no Piauí

Impaciente com a demora do seu cliente, o pistoleiro Courinhas, em Teresina, o advogado cearense anda de um lado para o outro, nas dependências da Delegacia de Homicídios. Reclama do delegado Bareta, sobre a permanência de Courinhas em solo piauiense. 

O advogado: "Delegado, o secretário me disse que ele ia passar só uns dois dias..."
Bareta: "Rapaz, eu acho que não..." 
O advogado: "Pois é bom vocês me dizerem porque eu estou é em hotel..."
Bareta: "Pois eu acho melhor é o senhor comprar é uma casa, logo!" 

Originalmente publicado em 10 de fevereiro de 2002.

Expressas

O enfraquecimento de Bolsonaro no Congresso deve reforçar o papel de lideranças políticas já conhecidas. Palavra de quem é do ramo.

Firmino Filho falou ontem em Curitiba em um fórum sobre cidades inteligentes e sustentáveis.

Já são três os deputados mais que confirmados no “novo” secretariado do governador Wellington Dias. Nomes para depois.

O ativismo judicial muito recorrente na esfera do poder judiciário tornou-se algo perigoso para a democracia e para a segurança jurídica do cidadão. Em um país onde o Presidente da República diz que liberdade e democracia só existem porque as Forças Armadas querem, é preocupante que atos processuais corriqueiros mostrem-se mais midiáticos, como as prisões de pessoas importantes ou destacadas do cenário político ou empresarial. É o caso do ex-presidente Temer e do ex-ministro Moreira Franco, presos anteontem, e cujas prisões, ao invés de ser procedimentos dentro da lógica da Justiça, se tornam exclusivamente factoides gerados para criar situações de aparente vantagem para setores do governo. No momento em que se discute o resultado da viagem internacional do presidente Bolsonaro aos Estados Unidos, de que não resultou em nada positivo para o país; no momento em que o ministro Sérgio Moro se debate com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, sobre o andamento do projeto anticrime do governo, surge o juiz Marcelo Bretas e decreta esta prisão, no âmbito da Lava Jato, aparentemente desnecessária. Não se sabe qual objetivo de natureza jurídica, mas o objetivo político é indiscutível. Em momento de enfrentamento aberto do governo contra o Supremo Tribunal Federal (com a manipulação das redes sociais), é muito claro e lógico que esta é uma situação apta a criar constrangimentos aos ministros e tribunais, e favorecer a instalação da CPI da Lava Toga, que, afinal, pode gerar duas vagas no Supremo Tribunal Federal, que, não por coincidência, deverão (ou poderão) ser ocupados exatamente por Moro e Bretas. Parece esse um estranho caminho que está enveredando a política do Judiciário brasileiro, por segmentos influentes e importantes, com a aparente cobertura do Palácio do Planalto. O perigo de crise institucional começa a ganhar corpo e evidências.

O juiz Bretas manda prender para investigar, dentro do “padrão” Lava Jato (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Sem gás 

Várias viaturas da polícia deram meia volta, volver, ontem, quando foram abastecer no posto da Avenida Pedro Freitas. Não se lhes foi fornecido o precioso combustível para faze-las andar atrás de bandido.

Coisa difícil

Em duas ocasiões a Secretaria de Justiça deixou de encaminhar a dentista Delzuite Macedo para audiência de custódia em São Raimundo Nonato, por falta de combustível.
Enquanto isso, ela continua reclusa na penitenciária de Teresina, por culpa do Estado.

O tempos O mores

Nenhum deputado federal do Piauí e, nem mesmo o senador Ciro Nogueira, que se cevaram de tudo do governo do homem, falaram sobre a prisão de Michel Temer. 
Dos políticos do MDB do Piauí só o deputado Henrique Pires saiu em defesa do amigo.

Ibaneis

A prisão (e consequente desmoralização) de Michel Temer acendeu a luz no MDB, sinalizando mudança, já no se comando. E o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha Jr. se torna  favorito para comandar a legenda, depois do estrago que a prisão do ex-presidente Temer fez na sigla. 
O partido busca a renovação, imediatamente e, segundo o Valor Econômico, ela pode se dar com a eleição de Ibaneis.
Ficha limpa que não precisa da política para viver e enriquecer.

Henrique

O valor cita também o piauiense Henrique Pires como outro possível candidato ao comando nacional do MDB. 
Henrique Pires já presidiu a ala jovem do partido.

PF pega dois

Na nota encaminhada a este jornalista, sobre o Land Rover que sua esposa usa para levar menino para o colégio, o secretário Helder Jacobina, da Educação, disse que a operação Boca Livre, da Federal, não diz respeito à atual gestão.

Como assim?

É preciso explicar, então, o que fazem na lista dos suspeitos da malversaria da merenda escolar os dois servidores, do setor de licitações, em cujas casas a Federal fez busca e apreensão. Ou seja, o secretário tinha dois suspeitos sob suas ordens e não sabia.

Ora, ora

Do governo Zé Filho não há ninguém mais na Secretaria de Educação e, aposta-se, nem mesmo documentos da época devam interessar mais a ninguém. Porém, acusar o ex-governador e o ex-secretário, fica fácil, porque certamente haverá por parte deles dificuldades de refutar o que lhes é imputado.

Medida diversionista

Ora, essa desculpa de que a culpa é de quem veio antes é medida diversionista. Afinal de contas o que a Polícia Federal fez na busca e apreensão na secretaria foi recolher dados sobre ações recentes, ou seja, da atual gestão. 
Porque, afinal, os mesmos empresários e servidores que atuaram lá na gestão do Zé, continuaram fazendo das suas na gestão de Wellington.

Contas fechadas

É preciso que se faça justiça: depois de exaustivamente investigado após ter deixado o cargo de secretário de Educação, na gestão Zé Filho, o advogado Alano Dourado terminou com suas contas aprovadas pelo TCE e nos órgãos federais nada consta contra ele. 
Portanto, dessa última operação policial, Alano não consta em qualquer lista de supostos envolvidos.

Foi o outro

Apressadamente se divulgou anteontem que, Alano Dourado havia sido encaminhado à polícia por porte ilegal de arma. O Alano aí é o outro. Quem foi preso foi Alano Rodrigues, um dos sócios da Futura Distribuidora, cuja arma encontrada em sua casa estava com a numeração apagada.

Lá vem!

O climatologista pede que a mídia não use a palavra ‘alerta’ para anunciar que vem mais chuva por aí em grande parte do Piauí. 
Mas vem sim, mais chuva. E delas, torrenciais, capaz de matar sapo afogado.

Ping-Pong 

Demora no Piauí

Impaciente com a demora do seu cliente, o pistoleiro Courinhas, em Teresina, o advogado cearense anda de um lado para o outro, nas dependências da Delegacia de Homicídios. Reclama do delegado Bareta, sobre a permanência de Courinhas em solo piauiense. 

O advogado: "Delegado, o secretário me disse que ele ia passar só uns dois dias..."
Bareta: "Rapaz, eu acho que não..." 
O advogado: "Pois é bom vocês me dizerem porque eu estou é em hotel..."
Bareta: "Pois eu acho melhor é o senhor comprar é uma casa, logo!" 

Originalmente publicado em 10 de fevereiro de 2002.

Expressas

O enfraquecimento de Bolsonaro no Congresso deve reforçar o papel de lideranças políticas já conhecidas. Palavra de quem é do ramo.

Firmino Filho falou ontem em Curitiba em um fórum sobre cidades inteligentes e sustentáveis.

Já são três os deputados mais que confirmados no “novo” secretariado do governador Wellington Dias. Nomes para depois.

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