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O juiz tem lado

O inacreditável aconteceu: o juiz Sergio Moro foi picado pela mosca azul. Desde ontem, quando aceitou ser ministro da Justiça (e Segurança, e Transparência) no governo Bolsonaro, Moro passa a ser, a partir de agora, apenas mais ou menos um. Quando um magistrado, que até chegou a ser comparado a um semi-Deus, tamanha a idolatria coletiva, sucumbe aos encantos ou apelos da política partidária, ele deixa de ser protagonista e se revela ou se transforma numa figura pública comum, arriscando a tácita confissão até mesmo de pecados graves. Os propósitos trazidos à sociedade (adotar uma agenda de combate à corrupção, crime organizado, etc) são duvidosos e, no caso, previsíveis. Se o tento é positivo para o presidente, que herda e soma a popularidade de Moro à sua, ganha também uma blindagem extra para seu governo, sob o manto protetor da fama do juiz da Lava Jato. Tudo isso, porém, tem um alto custo para Moro, especialmente de sua imagem. Ao aceitar a proposta de Bolsonaro, ele deu ao PT e aliados do ex-presidente Lula, todo o arsenal para uma reação barulhenta e consistente, que será amplificada como ‘perseguição política’, ‘partidarismo’ e ‘ilegitimidade’ do juiz. Moro pode ser questionado até sobre a legalidade da divulgação de parte da delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci, em um momento delicado da eleição que, lógico, só favoreceu ao seu futuro chefe. Logo, outra leva de políticos e poderosos atingidos pela Lava Jato, também levantará a voz, sem falar em seus advogados e setores do judiciário. Especialistas ouvidos pela coluna acrescentam que a indicação pode acentuar o risco de colocar em cheque a atuação do Poder Judiciário no país e a própria Lava Jato, questionada a partir de algumas controvérsias do juiz Moro, como o episódio da exibição, no Jornal Nacional, às vésperas do impeachment, de conversa da então presidente Dilma com Lula, anulado pelo STF, mas que foi decisivo para o processo de afastamento do PT do Poder. Não é demais lembrar que, em 2016, Moro disse que jamais entraria para a política, destacando que "a tradição do Judiciário é a de imparcialidade, de não ter lado, de impessoalidade”. Dois anos depois, de mandar centenas para a cadeia, ele mostrou, ontem, que tem lado, sim.

Sérgio Moro, picado pela mosca azul, mostra, finalmente, que tinha um lado (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A frase 1

Do governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, sobre a ordem para policial matar bandido portando armas de uso exclusivo das forças armadas: ”prefiro defender meus policiais nos tribunais que participar dos velórios deles”.

A frase 2

Frase que viralizou nas redes sociais ontem: “só acho que Moro combinava mais com o Ministério do Meio Ambiente. Ninguém manteve mais tucanos livre do que ele”.

Polícia Civil

O governador do Rio, Wilson Witzel disse, em vídeo, a este jornalista, que prefere um delegado de carreira comandando a polícia civil para evitar a interferência política.
Aqui, se faz o contrário: aboletam um político na Segurança Pública para evitar a efetiva ação policial.

Tô fora!

Alex Ramos pediu exoneração do cargo de assessor da prefeitura de Parnaíba. Ele foi direto a Mão Santa, que não aceitou. Mas Alex protocolou o pedido, irrevogável.
E já avisa que desde  ontem já está na oposição. “Vou a fundo no combate a esse governo”.

Denúncias

O ex-assessor diz que tem um cipoal de denúncias contra Mão Santa. Fala em documentos comprometedores.

Data AZ

Pesquisa do Data AZ, realizada entre 30 e 31 deste mês, mostra que o advogado Lucas Villa começa na frente a corrida pela presidência da OAB-PI.
Ele aparece com 38% contra 26.75% de Celso Barros Neto. Carlos Henrique aparece em terceiro (11,50%) e Geórgia Nunes em quarto (10.75%).

Vai, Fernando!

O deputado estadual e presidente regional do PRTB, Fernando Monteiro, irá à Brasília ter reunião com o presidente nacional do partido, Levy Fidelix para decidir a situação do partido que não alcançou a cláusula de barreira e, por causa disso, ficará sem fundo partidário e tempo de tv.
A intenção de Levy é continuar com o partido mesmo sem expressão nacional. Fernando Monteiro discorda e não descarta procurar outra legenda.

Encrenca

Fernando Monteiro está sendo denunciado pelo jornalista Feitosa Costa, que foi candidato a deputado federal, de não ter votado em ninguém do PRTB e muito menos no candidato aliado ao partido, o presidente eleito Jair Bolsonaro.
E que, segundo Costa, estaria todo animado atrás de cargo no novo governo.

Até tu?

Da série dormindo com o inimigo!
Diz-se que o deputado estadual Dr. Pessoa estaria a um passo de ser desalojado do comando do Solidariedade.
O partido passaria para o comando de seu aliado de campanha, o deputado Evaldo Gomes, que abrigaria o PTC (de Evaldo), que não passou na clausula de barreira.

Dormindo com o inimigo 2

Alguns petistas estão estranhando o comportamento do senador Ciro Nogueira. Nem bem ele acaba de lançar a carta de intenções defendendo cortes de cargos e de órgãos do governo, ontem, ele apareceu em manchete de jornal prevendo que o governo irá atrasar salários.

Pré-candidato

O ex-vereador de Teresina, Antônio José Lira (PSL), já lançou sua pré-candidatura à prefeitura de Teresina para as eleições de 2020.
O lançamento ocorreu nesta quinta-feira na sala da presidência da Câmara Municipal da capital.
Ele continua impressionado com a votação que obteve, de quase 60 mil votos, como candidato ao Senado.

Prêmio

A vice-governadora Margarete Coelho vai estar no Rio de Janeiro, dia dez próximo, para a entrega do prêmio VerCiência 2018 aos autores do documentário alemão "Os Primeiros Americanos: Uma Descoberta Incrível no Brasil", sobre as pesquisas científicas no Parque Nacional Serra da Capivara.
No Museu do Amanhã, com inauguração da exposição fotográfica "Serra da Capivara: os mais antigos vestígios da povoação na América" que já passou por Berlim e Bonn, na Alemanha.

Ping-Pong

Juiz prendedor

O deputado federal Fábio Abreu (PR), ex-secretário de Segurança, não aprovou a escolha do juiz Sérgio Moro como ministro do futuro Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Ontem, em entrevista à Rádio Cidade Verde, ele deu as razões para a sua posição e o jornalista Zózimo Tavares comentou:
Fábio Abreu:  “O juiz Sérgio Moro não tem a menor noção de Segurança Pública”.
Zózimo Tavares:  “Pois é, mas, se brincar, o juiz já prendeu mais gente que o deputado Fábio Abreu como secretário de Segurança”.

Expressas

Segundo dados divulgados recentemente, o município de Teresina registrou aumento no número de casos de Chikungunya.

Em 2016, foram 1.829 notificações para a doença, com 1.141 casos confirmados. Já em 2017, o número de casos suspeitos subiu para 3.279 e teve 2.533 confirmações.

A capital é o município mais afetado pela Chikungunya em todo o Estado do Piauí, que teve ao todo 6.285 notificações da doença.

A queda na economia Esperança ou desespero?

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