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Sobre disciplina fiscal

Tem havido choro e ranger de dentes ante a proposta do senador Ciro Nogueira (Progressistas) de enxugar a máquina administrativa estadual, mas é preciso prestar atenção no que está acontecendo em nível nacional. O governo de Jair Bolsonaro, noves foras suas controvérsias contraproducentes em questões sociais, avança para uma agenda liberal orientada para uma forte disciplina fiscal. Prestar atenção nesse ponto parece fundamental, porque não dá para ser diferente. Se o governo central aponta para o norte de uma redução do tamanho da máquina administrativa (só de ministérios deve sair de 39 para 16) essa é uma regra não escrita a ser seguida pelos Estados, porque a burocracia de Brasília vai atuar fortemente para que haja cortes nas despesas estaduais. E o fará mediante o seu poder para exigir mais austeridade e consequente disciplina fiscal como espécie de contrapartida ou regra de ouro para as transferências voluntárias da União, um jargão para o dinheiro orçamentário que chega até os Estados e os municípios através de convênios e outros mecanismos de repasse. Parece razoável supor que tendo Ciro Nogueira o responsável pelo aporte de centenas de milhões de reais aos cofres do governo e de prefeituras piauienses, esteja ele já ciente de que somente será possível manter esse fluxo financeiro com o atendimento de condições fiscais como as que ele tem defendido.

O prefeito de Barras, Carlos Monte, que parece dirigir uma cidade que não tem prefeito (Foto: reprodução/Facebook)

Começo

O ano no Brasil costuma começar somente depois do carnaval, dizem muitos. Para os congressistas, o ano começa em fevereiro. Portanto, conforme sopra uma experiente raposa política do Piauí, para deputados e senadores o ano e o governo Bolsonaro só começam em fevereiro.

Tudo igual

Assim, até que seja empossado o novo Congresso, seguem as posições político-administrativas partilhadas no atual governo exatamente como estão agora. Nada indica mudanças muito grandes no rés-do-chão. 
Pelo menos por enquanto.

Abandono

A cidade de Barras passa ao visitante a impressão de que lá pode ter tudo, menos prefeito. A sujeira nas ruas, o trânsito para além de caótico e até ruas sem pavimentação nas áreas centrais da zona urbana indicam uma ausência total da administração pública municipal. Mas há, sim, um prefeito em Barras. 
Atende pelo nome de Carlos Monte.

Sem festa

Neste ano passou em brancas nuvens no calendário a Festa do Bode, em Batalha. Tanto pior que assim tenha sido, porque eventos como esse mexem positivamente com a economia de uma cidade – sempre tendo uma relação custo-benefício positiva. 
Pena que não tenha havido a festa, com efeito.

Sai pra lá

Ciro Nogueira não diz publicamente, possivelmente porque prefere evitar danos maiores, mas ele anda até a tampa em sua paciência com o presidente da Assembleia Legislativa.

Aliás

O senador tem sido repreendido por meio mundo – jornalistas incluídos – porque abraçou uma pauta de disciplina fiscal. Tem gente cobrando dele porque só agora está com essa proposta, depois que se beneficiou do uso dessa pesada máquina, eleitoralmente. 
É mais ou menos como perguntar por que uma pessoa obesa está fazendo dieta?

Risco

Mais de 130 quilômetros da BR-135 foram alargados nos últimos sete meses, mas a rodovia segue sendo um risco para motoristas. 
Ontem, um caminhão bi-trem tombou perto de Bom Jesus, deixando escapar uma carga tóxica.

English

Yes, nós temos expressões em inglês, pelo menos para informar ao distinto público pagante que a tal Companhia de Terminais Aduaneiros do Piauí vai aplicar um considerável volume de recursos para atender seu “Business Plan”, que seria tão-somente o velho e bom plano de negócios.

Chupeta

O Piauí registrou um crescimento populacional por nascimento de bebês maior que a média brasileiro em 2016. Segundo o IBGE, enquanto o número de nascimentos no Brasil foi 2,6% maior na relação ao ano anterior, no Piauí a quantidade de bebês nascidos foi ligeiramente maior: 3,2%.

Seria outro 

Imagine qual seria esse percentual se as mortes de bebês tivessem sido evitadas na maternidade Evangelina Rosa. 
Imagine!

Campo Maior

O número de bebês nascidos no Piauí em 2016, segundo o IBGE, foi equivalente ao da população de Campo Maior. Os nascidos somaram 46.893, enquanto a população estimada para a terra dos carnaubais em 2018 pelo mesmo IBGE é de 46.770.

Menos violento

Outra constatação do IBGE em sua pesquisa sobre o registro civil é a de que houve um recuo de 6,29% nas mortes violentas no Piauí entre 2015 e 2016. O Estado segue com a menor taxa total e relativa de mortes por causas externas entre os estados nordestinos.

Ping-Pong 

Silêncio nada inocente

Vice-presidente de Castelo Branco, José Maria Alkmin morava no mesmo prédio que o chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), general Golbery do Couto e Silva. Pedro Aleixo, deputado que viria a ser vice de Costa e Silva, adverte o amigo.

Aleixo: “Você precisa ter muito cuidado. Em cima mora o Golbery. Embaixo, o Leitão de Abreu, chefe de gabinete do Golbery...”

Alkmin: “Não se preocupe, Pedro. Eu nunca digo nada”. 

Expressas

Macário Oliveira, advogado bastante conhecido na cidade, é desde a semana passada aposentado como procurador autárquico do Piauí.
 
Dia 19 de novembro tem leilão de veículos apreendidos pelo Detran. Informações podem ser buscadas em vipleiloes.com.br.
 
O IBGE constatou que os piauienses estão casando menos. E se separando mais rapidamente.

O replay de Wellington O juiz tem lado

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