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Reforma pífia

Wellington Dias anunciou que a sua nova reforma administrativa (a quinta que faz em quatro mandatos) deve economizar R$ 300 milhões por ano. Não deu detalhes de como vai conseguir essa economia, até porque deverá dizer onde vai passar a tesoura nas contas quando se reunir com deputados estaduais para explicar a reforma. Porém, quando são feitas as contas, o dinheiro que o governador projeta economizar corresponde a uma folha salarial dos servidores públicos. Fatiada por mês, a economia de R$ 300 milhões que Wellington Dias calcula fazer com a reforma administrativa resulta em R$ 25 milhões, ou seja, não parece algo tão ambicioso assim. Realmente, pode-se dizer que R$ 300 milhões são uma fortuna, mas considerando a despesa orçamentária projetada para 2019 (R$ 9,187 bilhões), o valor equivale a somente 3,26% do montante previsto na Lei Orçamentária Anual. Mesmo assim será uma vantagem se, em vez de gastar R$ 9,187 bilhões, o governo feche 2019 com um gasto R$ 300 milhões a menor, resultando em despesa realizada de R$ 8,887 bilhões. Seria praticamente o mesmo valor das despesas correntes orçadas para 2018. Assim, parece razoável se advertir que o governo precisa se esforçar muito para cortar gastos, porque desde 2015 que realiza despesa maior que o valor estimado inicialmente. Em 2017, por exemplo, a previsão legal para despesas correntes foi de R$ 7,365 bilhões, mas a despesa realizada chegou a R$ 8,423 bilhões, ou seja, R$ 1,058 bilhão mais ou três vezes o valor que agora uma reforma administrativa pretende poupar.

Firmino Filho disse que Teresina está pagando pela saúde que não se faz no interior (Foto: Lucas Sousa / Portal AZ)

Assuma sua parte 1

Em mensagem aos vereadores na Câmara Municipal de Teresina, o prefeito Firmino Filho desabafa e diz que a capital “não aguenta mais carregar a saúde inteira do Estado nas costas”. Segundo suas contas, no ano passado os gastos com saúde consumiram 35% do orçamento da cidade, coisa de R$ 1 bilhão – praticamente o mesmo valor despendido pelo Estado.

Assuma a sua parte 2

O prefeito aproveitou e fez um desafio à pasta do governo do Estado tradicionalmente comandada pelo botafoguense Assis Carvalho. “Eu desafio o Estado a dizer qual grande obra para a saúde que foi feita nos últimos anos no Piauí? Em Teresina eu sei contar o que aconteceu...”

Olha, olha, Dudu!

O vereador Dudu, do PT, dá entrevista e diz que o teresinense tem três certezas no começo ano que começa: o carnaval, a semana santa e a greve de rodoviários.
Resposta do prefeito Firmino Filho: a greve existe porque há democracia no país.

Falta o outro

Gil Carlos ainda hoje solta rojões com o julgamento de 5 x 1 no TRE que anulou a cassação do seu mandato, em primeira instância.
Vai se preparar agora para gastar para tentar anular outra ação de cassação. Também na primeira instância.
Se o dispêndio para sepultar essa segunda ação for pelo menos igual ao da primeira, ele corre o risco de quebrar.

Despesa

O Piauí gastou mais pagando dívidas que fazendo obras com recursos oriundos de Brasília. A amortização da dívida estadual, estimada inicialmente em R$ 82,997 milhões terminou fechando em R$ 180,469 milhões.

Crescendo

Mesmo assim, a conta da dívida do Piauí deu um enorme salto em 2018. Em dezembro de 2017, a dívida consolidada do Estado era de R$ 4,778 bilhões. Um ano depois, o estoque de débitos estava em R$ 5,838 bilhões, ou seja, em um ano o Piauí passou a dever mais do que investiu em todo o exercício fiscal passado.

Revolta

Ao invés de alegrar, a visita anteontem do senador Ciro Nogueira anunciando quase R$ 5 milhões para intervenções na barragem Petrônio Portella, fez foi irritar segmentos da população.
Porque o próprio Ciro esteve na cidade em julho, durante a campanha eleitoral, inaugurando a ‘adutora do engate rápido’, que nunca funcionou.

Codevasf

A obra da adutora do Engate Rápido é da Codevasf, cujo presidente, o piauiense Avelino Neiva, não foi nem convidado para a festiva inauguração em julho.
Como se vê, fizeram um carnaval e até hoje a adutora não funciona.

Caldeirão

O promotor de Justiça Nivaldo Ribeiro entrou com ação na Justiça exigindo que o governo do Estado execute, urgentemente, as obras de drenagem no açude caldeirão, em Piripiri.
Esse açude, como a maioria das barragens, oferece sérios riscos.

Não precisa

O que espanta é que a barragem Petrônio Portella, que nunca sangrou e, portanto, não oferece risco, não precisa dessas ‘intervenções’ com o dinheiro que o senador conseguiu no final do governo Temer.
A barragem tem 19% de sua capacidade de armazenar água.

Esperteza

Ciro quer que o dinheiro – mais de R$ 50 milhões – seja ‘administrado’ pela Secretaria de Defesa Civil, que não tem qualquer expertise sobre barragens.
Deve ter muita esperteza, of course.

Território livre

O bom do governo Wellington Dias é que os aliados sequer o consultam sobre o que fazer nos órgãos que comandam.
São territórios livres onde, na maioria das vezes, o governador só fica sabendo do rombo provocado.

Efeito Piping

Quem conhece sabe das tragédias que esse fenômeno tem capacidade de causar através dos arrombamentos nas barragens.

Topique

Para se ter uma ideia de como essa gente envolvida na operação Topique tem dinheiro, o chefe da gangue, Luís Carlos, da Locar, desembolsou R$ 1 milhão e 800 mil para pagar a fiança na Justiça Federal. A sócia, Lívia, pagou R$ 100 mil.
E ambos estão soltos.

Ping-Pong

A revolta

Professor Apurian conversa no Teresina Shopping com assessor de determinada secretaria e conta história que o governador estaria indignado com certo suplente de deputado que, mesmo comandando a secretaria de “porteira fechada” não conseguiu se eleger.

Apurian: “O governador disse que nunca procurou saber o que aconteceu na secretaria, e esse rapaz ainda assim não se elegeu”.
O assessor: “É bom mesmo que o governador não saiba do que aconteceu por lá”.

Expressas

A parceria entre Fundação Wall Ferraz e a startup Baghome vai ofertar aos teresinenses 20 vagas para o curso profissionalizante de Pré-vendas no Varejo.

Os interessados terão até o dia 15 de fevereiro para realizar a inscrição na sede do Balcão do Trabalhador.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) realiza, na sexta-feira (08), o Dia D de matrículas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Wellington Dias anunciou que a sua nova reforma administrativa (a quinta que faz em quatro mandatos) deve economizar R$ 300 milhões por ano. Não deu detalhes de como vai conseguir essa economia, até porque deverá dizer onde vai passar a tesoura nas contas quando se reunir com deputados estaduais para explicar a reforma. Porém, quando são feitas as contas, o dinheiro que o governador projeta economizar corresponde a uma folha salarial dos servidores públicos. Fatiada por mês, a economia de R$ 300 milhões que Wellington Dias calcula fazer com a reforma administrativa resulta em R$ 25 milhões, ou seja, não parece algo tão ambicioso assim. Realmente, pode-se dizer que R$ 300 milhões são uma fortuna, mas considerando a despesa orçamentária projetada para 2019 (R$ 9,187 bilhões), o valor equivale a somente 3,26% do montante previsto na Lei Orçamentária Anual. Mesmo assim será uma vantagem se, em vez de gastar R$ 9,187 bilhões, o governo feche 2019 com um gasto R$ 300 milhões a menor, resultando em despesa realizada de R$ 8,887 bilhões. Seria praticamente o mesmo valor das despesas correntes orçadas para 2018. Assim, parece razoável se advertir que o governo precisa se esforçar muito para cortar gastos, porque desde 2015 que realiza despesa maior que o valor estimado inicialmente. Em 2017, por exemplo, a previsão legal para despesas correntes foi de R$ 7,365 bilhões, mas a despesa realizada chegou a R$ 8,423 bilhões, ou seja, R$ 1,058 bilhão mais ou três vezes o valor que agora uma reforma administrativa pretende poupar.

Firmino Filho disse que Teresina está pagando pela saúde que não se faz no interior (Foto: Lucas Sousa / Portal AZ)

Assuma sua parte 1

Em mensagem aos vereadores na Câmara Municipal de Teresina, o prefeito Firmino Filho desabafa e diz que a capital “não aguenta mais carregar a saúde inteira do Estado nas costas”. Segundo suas contas, no ano passado os gastos com saúde consumiram 35% do orçamento da cidade, coisa de R$ 1 bilhão – praticamente o mesmo valor despendido pelo Estado.

Assuma a sua parte 2

O prefeito aproveitou e fez um desafio à pasta do governo do Estado tradicionalmente comandada pelo botafoguense Assis Carvalho. “Eu desafio o Estado a dizer qual grande obra para a saúde que foi feita nos últimos anos no Piauí? Em Teresina eu sei contar o que aconteceu...”

Olha, olha, Dudu!

O vereador Dudu, do PT, dá entrevista e diz que o teresinense tem três certezas no começo ano que começa: o carnaval, a semana santa e a greve de rodoviários.
Resposta do prefeito Firmino Filho: a greve existe porque há democracia no país.

Falta o outro

Gil Carlos ainda hoje solta rojões com o julgamento de 5 x 1 no TRE que anulou a cassação do seu mandato, em primeira instância.
Vai se preparar agora para gastar para tentar anular outra ação de cassação. Também na primeira instância.
Se o dispêndio para sepultar essa segunda ação for pelo menos igual ao da primeira, ele corre o risco de quebrar.

Despesa

O Piauí gastou mais pagando dívidas que fazendo obras com recursos oriundos de Brasília. A amortização da dívida estadual, estimada inicialmente em R$ 82,997 milhões terminou fechando em R$ 180,469 milhões.

Crescendo

Mesmo assim, a conta da dívida do Piauí deu um enorme salto em 2018. Em dezembro de 2017, a dívida consolidada do Estado era de R$ 4,778 bilhões. Um ano depois, o estoque de débitos estava em R$ 5,838 bilhões, ou seja, em um ano o Piauí passou a dever mais do que investiu em todo o exercício fiscal passado.

Revolta

Ao invés de alegrar, a visita anteontem do senador Ciro Nogueira anunciando quase R$ 5 milhões para intervenções na barragem Petrônio Portella, fez foi irritar segmentos da população.
Porque o próprio Ciro esteve na cidade em julho, durante a campanha eleitoral, inaugurando a ‘adutora do engate rápido’, que nunca funcionou.

Codevasf

A obra da adutora do Engate Rápido é da Codevasf, cujo presidente, o piauiense Avelino Neiva, não foi nem convidado para a festiva inauguração em julho.
Como se vê, fizeram um carnaval e até hoje a adutora não funciona.

Caldeirão

O promotor de Justiça Nivaldo Ribeiro entrou com ação na Justiça exigindo que o governo do Estado execute, urgentemente, as obras de drenagem no açude caldeirão, em Piripiri.
Esse açude, como a maioria das barragens, oferece sérios riscos.

Não precisa

O que espanta é que a barragem Petrônio Portella, que nunca sangrou e, portanto, não oferece risco, não precisa dessas ‘intervenções’ com o dinheiro que o senador conseguiu no final do governo Temer.
A barragem tem 19% de sua capacidade de armazenar água.

Esperteza

Ciro quer que o dinheiro – mais de R$ 50 milhões – seja ‘administrado’ pela Secretaria de Defesa Civil, que não tem qualquer expertise sobre barragens.
Deve ter muita esperteza, of course.

Território livre

O bom do governo Wellington Dias é que os aliados sequer o consultam sobre o que fazer nos órgãos que comandam.
São territórios livres onde, na maioria das vezes, o governador só fica sabendo do rombo provocado.

Efeito Piping

Quem conhece sabe das tragédias que esse fenômeno tem capacidade de causar através dos arrombamentos nas barragens.

Topique

Para se ter uma ideia de como essa gente envolvida na operação Topique tem dinheiro, o chefe da gangue, Luís Carlos, da Locar, desembolsou R$ 1 milhão e 800 mil para pagar a fiança na Justiça Federal. A sócia, Lívia, pagou R$ 100 mil.
E ambos estão soltos.

Ping-Pong

A revolta

Professor Apurian conversa no Teresina Shopping com assessor de determinada secretaria e conta história que o governador estaria indignado com certo suplente de deputado que, mesmo comandando a secretaria de “porteira fechada” não conseguiu se eleger.

Apurian: “O governador disse que nunca procurou saber o que aconteceu na secretaria, e esse rapaz ainda assim não se elegeu”.
O assessor: “É bom mesmo que o governador não saiba do que aconteceu por lá”.

Expressas

A parceria entre Fundação Wall Ferraz e a startup Baghome vai ofertar aos teresinenses 20 vagas para o curso profissionalizante de Pré-vendas no Varejo.

Os interessados terão até o dia 15 de fevereiro para realizar a inscrição na sede do Balcão do Trabalhador.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) realiza, na sexta-feira (08), o Dia D de matrículas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A ira dos suplentes Bons exemplos

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