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Peso do ouro: equipe masculina de ginástica se consolida, e Netinho encaminha golpe certeiro

Ginastas do Brasil têm nota que faria a diferença no último Mundial, em Doha, e atleta do taekwondo brilha, mas passa por rivais ranqueados abaixo dele mundialmente

O desempenho do Brasil no Pan sempre dá esperança aos torcedores em relação às medalhas nas Olimpíadas no ano seguinte. Em 2020, a festa do esporte vai ser em Tóquio, no Japão. Pensando nisso, o GloboEsporte.com analisa cada medalha de ouro da delegação verde-amarela em Lima 2019 dando o peso que cada uma delas tem no cenário mundial. Em caso de esporte ou prova não olímpica, o atleta ficará sem avaliação.


Equipe masculina de ginástica - Foto: InfoEsporte  

A equipe de ginástica masculina provou no Pan que continua sendo uma das melhores do mundo, e as notas ajudaram a que tivessem a melhor avaliação entre os atletas de ouro do Brasil em Lima até agora. É verdade que os americanos vieram com uma equipe B competente, mas não tinha um Sam Mikulak para fazer a diferença. No entanto, os 250.450 pontos de Arthur Zanetti, Arthur Nory, Caio Souza, Francisco Barretto e Luis Guilherme Porto chegariam na quinta colocação na final por equipes do Mundial de Doha, no ano passado, e, melhor ainda, eles ficariam em quarto na classificatória à frente dos feras dos Estados Unidos, que fizeram 250.362 naquela oportunidade.

Em relação aos Jogos Olímpicos, a pontuação brasileira precisa subir mais um pouco, já que na própria final olímpica a equipe verde-amarela fez 263.728 pontos para garantir o sexto lugar; o time do Pan cairia para sétimo na Rio 2016. No Peru, só Zanetti fez uma nota 15.000 nas argolas. Para se ter uma ideia, o ouro do Japão foi conquistado com 13 notas acima de 15.000 na decisão. Há espaço para a evolução no Brasil, mas o caminho para garantir presença em mais uma final olímpica parece cada vez mais consolidado.


Netinho Marques — Foto: InfoEsporte  

O ouro de Edival Marques, o Netinho, foi apenas o terceiro ouro do Brasil na história do Pan na modalidade que passou a ser disputada em 1987, em Indianápolis. E a douradinha não vem desde a Rio 2007 com o triunfo de Diogo Silva; o precursor foi Fábio Goulart, em Havana 91. Só por isso, já vale muito qualquer comemoração. O taekwondo brasileiro evolui a olhos vistos, e o Mundial de Manchester provou isso com duas pratas e três bronzes, mas os adversários do novo campeão pan-americano não estão no Novo Continente, e sim na Ásia e na Europa.

Na categoria até 68kg estavam os melhores de cada país nas Américas, e o mais bem ranqueado era justamente Netinho, atual 15º do mundo. Seu adversário na decisão, o dominicano Bernardo Pie, é o 28º, o chileno Ignacio Morales, derrotado na semi e com experiência de participação olímpica, é o 32º, e o primeiro rival batido, o costarriquenho Juan Soto é o 84º. Outro adversário mais duro poderia ter sido o mexicano Ruben Nava, 24º do ranking, mas ele foi superado pelo canadense Hervan Nkogho, número 44 do mundo.

Entre os atletas das Américas, o que foi mais longe no Mundial de Manchester foi justamente Netinho, derrotado nas oitavas pelo polonês Karol Robak, o primeiro europeu que encarou no torneio. Nas fases anteriores, ele passou por rivais das Américas: o uruguaio González e o jamaicano Sealy. Vale ressaltar que ele vendeu caro a derrota para o atleta da Polônia: 25 a 24. Talvez a medalha no Pan seja o ingrediente que faltava para uma campanha histórica em Tóquio 2020.
 

O desempenho do Brasil no Pan sempre dá esperança aos torcedores em relação às medalhas nas Olimpíadas no ano seguinte. Em 2020, a festa do esporte vai ser em Tóquio, no Japão. Pensando nisso, o GloboEsporte.com analisa cada medalha de ouro da delegação verde-amarela em Lima 2019 dando o peso que cada uma delas tem no cenário mundial. Em caso de esporte ou prova não olímpica, o atleta ficará sem avaliação.


Equipe masculina de ginástica - Foto: InfoEsporte  

A equipe de ginástica masculina provou no Pan que continua sendo uma das melhores do mundo, e as notas ajudaram a que tivessem a melhor avaliação entre os atletas de ouro do Brasil em Lima até agora. É verdade que os americanos vieram com uma equipe B competente, mas não tinha um Sam Mikulak para fazer a diferença. No entanto, os 250.450 pontos de Arthur Zanetti, Arthur Nory, Caio Souza, Francisco Barretto e Luis Guilherme Porto chegariam na quinta colocação na final por equipes do Mundial de Doha, no ano passado, e, melhor ainda, eles ficariam em quarto na classificatória à frente dos feras dos Estados Unidos, que fizeram 250.362 naquela oportunidade.

Em relação aos Jogos Olímpicos, a pontuação brasileira precisa subir mais um pouco, já que na própria final olímpica a equipe verde-amarela fez 263.728 pontos para garantir o sexto lugar; o time do Pan cairia para sétimo na Rio 2016. No Peru, só Zanetti fez uma nota 15.000 nas argolas. Para se ter uma ideia, o ouro do Japão foi conquistado com 13 notas acima de 15.000 na decisão. Há espaço para a evolução no Brasil, mas o caminho para garantir presença em mais uma final olímpica parece cada vez mais consolidado.


Netinho Marques — Foto: InfoEsporte  

O ouro de Edival Marques, o Netinho, foi apenas o terceiro ouro do Brasil na história do Pan na modalidade que passou a ser disputada em 1987, em Indianápolis. E a douradinha não vem desde a Rio 2007 com o triunfo de Diogo Silva; o precursor foi Fábio Goulart, em Havana 91. Só por isso, já vale muito qualquer comemoração. O taekwondo brasileiro evolui a olhos vistos, e o Mundial de Manchester provou isso com duas pratas e três bronzes, mas os adversários do novo campeão pan-americano não estão no Novo Continente, e sim na Ásia e na Europa.

Na categoria até 68kg estavam os melhores de cada país nas Américas, e o mais bem ranqueado era justamente Netinho, atual 15º do mundo. Seu adversário na decisão, o dominicano Bernardo Pie, é o 28º, o chileno Ignacio Morales, derrotado na semi e com experiência de participação olímpica, é o 32º, e o primeiro rival batido, o costarriquenho Juan Soto é o 84º. Outro adversário mais duro poderia ter sido o mexicano Ruben Nava, 24º do ranking, mas ele foi superado pelo canadense Hervan Nkogho, número 44 do mundo.

Entre os atletas das Américas, o que foi mais longe no Mundial de Manchester foi justamente Netinho, derrotado nas oitavas pelo polonês Karol Robak, o primeiro europeu que encarou no torneio. Nas fases anteriores, ele passou por rivais das Américas: o uruguaio González e o jamaicano Sealy. Vale ressaltar que ele vendeu caro a derrota para o atleta da Polônia: 25 a 24. Talvez a medalha no Pan seja o ingrediente que faltava para uma campanha histórica em Tóquio 2020.