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Somente um senador da República eleito pelo Piauí defende o voto aberto

terça, 21 de maio de 2013 • 18:05

Por Rômulo Rocha

Uma pesquisa feita no Senado Federal revelou que dos três senadores que compõem a bancada federal do Piauí na Casa, somente Ciro Nogueira (PP) defendeu o voto totalmente aberto em todas as ocasiões. Os senadores João Vicente Claudino (PP) e Wellington Dias (PT) defenderam o fim do voto secreto somente em algumas situações. 

Outro dado pincelado da pesquisa feita pelo jornal Correio Braziliense, evidencia que o pensamento do presidente da Assembléia Legislativa do Piauí, Themístocles Filho, diverge do todo expressado pelo Senado Federal. Nesta Casa, 60 parlamentares foram favoráveis à abertura das votações em pelo menos uma das situações previstas na Constituição. Sendo que dos outros 21, 13 não se posicionaram, e somente 8 foram contra. 

- Ciro Nogueira, senador é favorável ao voto aberto. Coragem de bancar suas defesas ele tem. (Foto: Agência Senado).

Para Themístocles Filho, em declarações dadas ao principal jornal da capital federal, isso dificultaria as votações dos legislativos. "Como derrubar o veto de um governador com o voto aberto? O governador tem muito mais força para impedir a derrubada. Com o voto aberto, o governador tem muito mais condições de fazer pressão sobre os parlamentares", disse. 

Das 27 Casas legislativas existentes no País, somente 6 Assembléias e a Câmara Distrital puseram fim ao voto secreto. Estados como o Maranhão, Acre, Rondônia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, São Paulo e o Distrito Federal optaram por não votar às escuras e dar satisfação aos seus eleitores sobre suas posições em plenário.

Ciro Nogueira: um homem de coragem 

O senador Ciro Nogueira mostrou que o voto secreto realmente é dispensável, quando se tem coragem. O parlamentar pelo Piauí fez, quando da CPI do Cachoeira no Senado, uma defesa poucas vezes vista vindo da sua pessoa, com tons efusivos e dramáticos. O ato foi contra a convocação de um dos principais nomes a serem ouvidos na ocasião, Fernando Cavendish. 

O empreiteiro, amigo pessoal de Ciro, em declarações gravadas pela Polícia Federal, disse que com R$ 6 milhões se comprava um senador da República. Mesmo assim, Ciro, corajoso, o defendeu. Muitos, porém, não querem revelar suas posições.

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