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'Manutenção de poços era feita por pessoas da comunidade por R$50', diz promotor

Empresas eram pagas para executarem o serviço, mas não o faziam

A Polícia civil e o Ministério Público, em coletiva na manhã desta quinta-feira (14), deram mais informações sobre as investigações equivalentes a fraudes de licitações em manutenções de poços e chafarizes no interior do Piauí. Segundo os órgãos, foi descoberto que, mesmo com o dinheiro público repassado às empresas, na realidade, quem fazia as manutenções desses poços eram pessoas que moravam na comunidade.

Rômulo Cordão (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

De acordo com o promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Estado (GAECO-PI), Rômulo Cordão, o valor pago às pessoas da comunidade variava entre R$50 a R$150 reais, sendo que, segundo o promotor, foi destinado cerca de R$591 mil reais para as empresas realizarem esse trabalho. 

De acordo com as investigações, a empresa contratada para essa manutenção, a VSP, de propriedade de Valdirene da Silva Pinheiro, Adicarliton Valente Barreto e Rosane da Silva Pinheiro, não possuía capacidade para realizar esse trabalho e que, de maneira informal, repassava os trabalhos para a empresa do vereador Fabiano Feitosa, a FM Projetos, que, mesmo com capacidade, também não realizava o trabalho.

Delegado Marcelo Leal (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

“A VSP não possui capacidade técnica, não possui meio para desenvolver os trabalhos propostos para os valores recebidos e de forma informal ela repassava esse serviço para FM Projetos, uma empresa que tem como sócio um vereador da cidade, Fabiano Feitosa Lima, apontado pela investigação como chefe dessa organização. Sua atuação se deu de forma alheia a Câmara Municipal. Com essa terceirização, a FM manteria essa manutenção de postos e chafarizes, mas a investigação demonstrou que o fato não acontecia na verdade. Era recebido o dinheiro, mas o serviço não era prestado de fato”, explica o gerente de Policiamento do Interior, delegado Marcelo Leal.

O empresário e vereador Fernando Feitosa continua foragido. Segundo o promotor Rômulo Cordão, espera-se que ele se apresente à polícia até amanhã. 

“O advogado já fez o pedido de apresentação amanhã, mas ele encontra-se foragido. Ele já teve o tempo de se apresentar, por que o que foi relatado é que ele está nas imediações de Teresina, mas encontra-se foragido. A gente guarda a apresentação amanhã e depois sera recolhido ao sistema prisional”, fala o promotor Rômulo Cordão.

Até o momento, os presos na operação são a ex-prefeita de Brejo do Piauí, Marcia Aparecida, seu irmão e responsável pelos pagamentos, Emídio da Cruz, Edcarliton Valente, Valdirene da Silva, proprietários da VSP e Carlos Alberto Fabiano, que, segundo o delegado Marcelo Leal, participa de fraudes licitatórias. Segundo o delegado, Carlos Alberto possui uma empresa chamada Lógica, que opera dentro das comissões de licitações de brejo e cidades vizinhas.

O promotor de Canto do Buriti, José William Luz, ainda explicou sobre o processo de perfuração de poços em 13 comunidades do interior do Piauí em 2012. Segundo ele, há indícios de irregularidades dessas perfurações feitas pela FM Projetos. 

Promotor José William (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

“Ainda há indícios de outras irregularidades. Esses poços foram cavados através de convenio com o Governo Federal em 2012, a empresa do Fabiano foi responsável pela perfuração. Não posso apontar de forma absoluta que houve superfaturamento nesses contratos de perfuração, mas ainda estão sendo investigado, por que se houverem indícios de superfaturamento, será encaminhado a Policia Federal e ao Ministério Público Federal, por que se trata de recursos federais, mas há grandes indícios de superfaturamento na perfuração dos poços”, explica o promotor José William.

Outros seis municípios estão sendo investigados por terem contratos fechados com a VSP, Lógica e FM Projetos.

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A Polícia civil e o Ministério Público, em coletiva na manhã desta quinta-feira (14), deram mais informações sobre as investigações equivalentes a fraudes de licitações em manutenções de poços e chafarizes no interior do Piauí. Segundo os órgãos, foi descoberto que, mesmo com o dinheiro público repassado às empresas, na realidade, quem fazia as manutenções desses poços eram pessoas que moravam na comunidade.

Rômulo Cordão (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

De acordo com o promotor do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Estado (GAECO-PI), Rômulo Cordão, o valor pago às pessoas da comunidade variava entre R$50 a R$150 reais, sendo que, segundo o promotor, foi destinado cerca de R$591 mil reais para as empresas realizarem esse trabalho. 

De acordo com as investigações, a empresa contratada para essa manutenção, a VSP, de propriedade de Valdirene da Silva Pinheiro, Adicarliton Valente Barreto e Rosane da Silva Pinheiro, não possuía capacidade para realizar esse trabalho e que, de maneira informal, repassava os trabalhos para a empresa do vereador Fabiano Feitosa, a FM Projetos, que, mesmo com capacidade, também não realizava o trabalho.

Delegado Marcelo Leal (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

“A VSP não possui capacidade técnica, não possui meio para desenvolver os trabalhos propostos para os valores recebidos e de forma informal ela repassava esse serviço para FM Projetos, uma empresa que tem como sócio um vereador da cidade, Fabiano Feitosa Lima, apontado pela investigação como chefe dessa organização. Sua atuação se deu de forma alheia a Câmara Municipal. Com essa terceirização, a FM manteria essa manutenção de postos e chafarizes, mas a investigação demonstrou que o fato não acontecia na verdade. Era recebido o dinheiro, mas o serviço não era prestado de fato”, explica o gerente de Policiamento do Interior, delegado Marcelo Leal.

O empresário e vereador Fernando Feitosa continua foragido. Segundo o promotor Rômulo Cordão, espera-se que ele se apresente à polícia até amanhã. 

“O advogado já fez o pedido de apresentação amanhã, mas ele encontra-se foragido. Ele já teve o tempo de se apresentar, por que o que foi relatado é que ele está nas imediações de Teresina, mas encontra-se foragido. A gente guarda a apresentação amanhã e depois sera recolhido ao sistema prisional”, fala o promotor Rômulo Cordão.

Até o momento, os presos na operação são a ex-prefeita de Brejo do Piauí, Marcia Aparecida, seu irmão e responsável pelos pagamentos, Emídio da Cruz, Edcarliton Valente, Valdirene da Silva, proprietários da VSP e Carlos Alberto Fabiano, que, segundo o delegado Marcelo Leal, participa de fraudes licitatórias. Segundo o delegado, Carlos Alberto possui uma empresa chamada Lógica, que opera dentro das comissões de licitações de brejo e cidades vizinhas.

O promotor de Canto do Buriti, José William Luz, ainda explicou sobre o processo de perfuração de poços em 13 comunidades do interior do Piauí em 2012. Segundo ele, há indícios de irregularidades dessas perfurações feitas pela FM Projetos. 

Promotor José William (Foto: Wilson Nanaia / Portal AZ)

“Ainda há indícios de outras irregularidades. Esses poços foram cavados através de convenio com o Governo Federal em 2012, a empresa do Fabiano foi responsável pela perfuração. Não posso apontar de forma absoluta que houve superfaturamento nesses contratos de perfuração, mas ainda estão sendo investigado, por que se houverem indícios de superfaturamento, será encaminhado a Policia Federal e ao Ministério Público Federal, por que se trata de recursos federais, mas há grandes indícios de superfaturamento na perfuração dos poços”, explica o promotor José William.

Outros seis municípios estão sendo investigados por terem contratos fechados com a VSP, Lógica e FM Projetos.

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