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Policiais presos por fraude a concurso contaram com ajuda de funcionário de gráfica; veja nomes

Acusados se articulavam através de um grupo no Whatsapp intitulado "Pelotão Greco"

Os policiais militares presos na operação Fraudulenti contaram com a participação de um dos funcionários da gráfica responsável pelas impressões das provas do concurso público ocorrido em 2014. A informação é do delegado geral da Polícia Civil, Luccy keiko, ao Portal AZ.

Deflagrada nesta terça-feira (13) pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), a operação Fraudulenti prendeu oito policiais militares e um funcionário da empresa terceirizada contratada para o certame com preenchimento de vagas para a Polícia Militar.

Luccy Keiko, delegado geral da Polícia Civil (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

“Um deles repassou a prova para os demais, foi o Antonio Yuri. Ele pegou a prova na gráfica e entregou para o Antônio Mendes que também era funcionário da empresa e teria sido afastado por estar inscrito no concurso. O Antônio Mendes passou para outro indiciado de nome Danilo que, por sua vez, repassou para os demais integrantes do grupo. O grupo já com pessoas conhecidas da polícia. Parte deste residia ali pela região do Dirceu e Renascença, foi até uma coincidência de endereço deles”, afirmou o delegado Luccy Keiko ao Portal AZ.  

Delegada Tatiana Trigueiro (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

De acordo com a delegada Tatiana Trigueiro, o grupo se articulava através do Whatsapp. “Em interrogatório um dos acusados confessa que fraudou a prova. Ele admite que passou o gabarito para os demais por amizade. Entre os investigados há dois irmãos. Todos são bem próximos e são vizinhos. A grande maioria fez 69 pontos, a mesma quantidade. Eles tinham um grupo de WhatsApp para trocar as informações”, afirmou. 

Operação Fraudulenti foi deflagrada na manhã desta terça-feira (13)

O delegado geral Luccy Keiko relatou que, “em 2017, um dos investigados, o Gitã Duarte, teve o celular apreendido em outra investigação do Greco e tinha uma informação no grupo do WhatsApp: Pelotão Greco, onde eles falavam sobre o concurso da PM e diziam que estavam sendo investigados”.  

Somente após as oitivas poderá ser confirmado se há mais pessoas envolvidas no esquema, segundo o delegado. “Se eventualmente essas prisões e apreensões denotarem a participação de outras pessoas, elas certamente serão investigadas. Em resumo, a investigação não acaba aqui, é possível que tenha surgido novas informações que direcione a incrustação para outras pessoas”, destacou o delegado Luccy Keiko.

Fábio Abreu, secretário de segurança (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

O secretário de segurança, Fábio Abreu, informou que uma pessoa foi presa no Maranhão. “A maioria dos PMs atuava no interior do estado, na cidade de Simões e José de Freitas. O detalhe é que um deles estava fazendo o curso de formação de soldados do estado do Maranhão, tanto que foi preso lá. Ele vai ser recambiado para Teresina ainda hoje”, pontuou. 

O secretário disse também que os policiais vão responder pelos crimes de fraude a concurso público e organização criminosa. Até o final da tarde desta terça-feira (13) eles serão encaminhados para um presídio militar.

Confira os nomes dos presos:

1. GITÃ DUARTE FERRO (Preso em São Luís, Maranhão) 
2. ANTONIO FRANCISCO MENDES DA SILVA
3. FERNANDO COUTINHO DOS SANTOS
4. DANILO BARROS E SILVA
5. BRAULIO SIQUEIRA CANDIDO DE SOUSA (Simões| Piauí)
6. GEZZA DUARTE FERRO
7. GEOVÁ GOMES DA SILVA
8. FRANCISCO DE ASSIS GONÇALVES DA SILVA  (Simões/Piauí) 
9. ANTONIO YURI RODRIGUES DA CRUZ NETO

Matéria relacionada:
Operação prende apenas oito dos 25 policiais militares investigados por fraudarem concurso    

Os policiais militares presos na operação Fraudulenti contaram com a participação de um dos funcionários da gráfica responsável pelas impressões das provas do concurso público ocorrido em 2014. A informação é do delegado geral da Polícia Civil, Luccy keiko, ao Portal AZ.

Deflagrada nesta terça-feira (13) pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), a operação Fraudulenti prendeu oito policiais militares e um funcionário da empresa terceirizada contratada para o certame com preenchimento de vagas para a Polícia Militar.

Luccy Keiko, delegado geral da Polícia Civil (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

“Um deles repassou a prova para os demais, foi o Antonio Yuri. Ele pegou a prova na gráfica e entregou para o Antônio Mendes que também era funcionário da empresa e teria sido afastado por estar inscrito no concurso. O Antônio Mendes passou para outro indiciado de nome Danilo que, por sua vez, repassou para os demais integrantes do grupo. O grupo já com pessoas conhecidas da polícia. Parte deste residia ali pela região do Dirceu e Renascença, foi até uma coincidência de endereço deles”, afirmou o delegado Luccy Keiko ao Portal AZ.  

Delegada Tatiana Trigueiro (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

De acordo com a delegada Tatiana Trigueiro, o grupo se articulava através do Whatsapp. “Em interrogatório um dos acusados confessa que fraudou a prova. Ele admite que passou o gabarito para os demais por amizade. Entre os investigados há dois irmãos. Todos são bem próximos e são vizinhos. A grande maioria fez 69 pontos, a mesma quantidade. Eles tinham um grupo de WhatsApp para trocar as informações”, afirmou. 

Operação Fraudulenti foi deflagrada na manhã desta terça-feira (13)

O delegado geral Luccy Keiko relatou que, “em 2017, um dos investigados, o Gitã Duarte, teve o celular apreendido em outra investigação do Greco e tinha uma informação no grupo do WhatsApp: Pelotão Greco, onde eles falavam sobre o concurso da PM e diziam que estavam sendo investigados”.  

Somente após as oitivas poderá ser confirmado se há mais pessoas envolvidas no esquema, segundo o delegado. “Se eventualmente essas prisões e apreensões denotarem a participação de outras pessoas, elas certamente serão investigadas. Em resumo, a investigação não acaba aqui, é possível que tenha surgido novas informações que direcione a incrustação para outras pessoas”, destacou o delegado Luccy Keiko.

Fábio Abreu, secretário de segurança (Foto: Marcelo Gomes / Portal AZ)

O secretário de segurança, Fábio Abreu, informou que uma pessoa foi presa no Maranhão. “A maioria dos PMs atuava no interior do estado, na cidade de Simões e José de Freitas. O detalhe é que um deles estava fazendo o curso de formação de soldados do estado do Maranhão, tanto que foi preso lá. Ele vai ser recambiado para Teresina ainda hoje”, pontuou. 

O secretário disse também que os policiais vão responder pelos crimes de fraude a concurso público e organização criminosa. Até o final da tarde desta terça-feira (13) eles serão encaminhados para um presídio militar.

Confira os nomes dos presos:

1. GITÃ DUARTE FERRO (Preso em São Luís, Maranhão) 
2. ANTONIO FRANCISCO MENDES DA SILVA
3. FERNANDO COUTINHO DOS SANTOS
4. DANILO BARROS E SILVA
5. BRAULIO SIQUEIRA CANDIDO DE SOUSA (Simões| Piauí)
6. GEZZA DUARTE FERRO
7. GEOVÁ GOMES DA SILVA
8. FRANCISCO DE ASSIS GONÇALVES DA SILVA  (Simões/Piauí) 
9. ANTONIO YURI RODRIGUES DA CRUZ NETO

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Operação prende apenas oito dos 25 policiais militares investigados por fraudarem concurso