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“Temos que arrumar solução”, diz Caiado sobre reforma da Previdência

Governadores se encontram em Brasília para discutir pontos do texto que altera as regras da aposentadoria

Na mesma semana em que o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) deve apresentar o parecer sobre a reforma da Previdência, governadores se reúnem em Brasília para discutir o texto e se articulam para convencer as bancadas no Congresso a votarem a favor da proposta. Eles estão reunidos para o V Encontro de Governadores, que acontece nesta terça-feira (11/06/2019).

Ronaldo Caiado (Foto: divulgação/Metrópoles)

Entre os assuntos debatidos, está a permanência de estados e municípios na reforma. Apesar de muitos já terem sinalizado que concordam com a medida, nem todos têm a mesma opinião quanto a essa mudança. Ronaldo Caiado (DEM-GO), por exemplo, defendeu que o texto tenha um mecanismo para que o estado decida se quer aderir ou não às novas regras.

“Vemos a dificuldade de reunir votos. Temos que arrumar uma solução para distensionar a situação. Precisamos entender que governadores têm de pedir aos deputados e senadores. É uma situação de sobrevivência”, destacou.

Já Eduardo Leite (PSDB-RS) explica que a reforma é necessária para atenuar a questão fiscal dos estados e municípios. “Precisamos de uma proposta consistente, uma garantia de que estados e municípios não vão quebrar. Uma vez com sistemas deficitários, vão recorrer à União. É todo o Brasil pagando a conta de quem não fez o dever de casa”, ressaltou.

Na semana passada, os governadores adiantaram que uma carta foi produzida e assinada com um apelo para que estados e municípios fiquem na reforma proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, mandatários do Norte e Nordeste negaram ter dado apoio ao manifesto.

“Capenga”

O chefe do Executivo capixaba, Renato Casagrande (PSB-ES), adota o mesmo tom de Eduardo Leite. Para ele, reforma sem estados e municípios é “capenga”. “A semana é decisiva. Nem todos os governadores concordaram com o teor completo da proposta. Mas concordamos que as regras para os servidores estaduais e municipais devem ser as mesmas dos servidores federais”, adianta.

O maior desgaste entre governo e parlamentares é a aposentadoria rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — pago a idosos carentes.

A equipe econômica argumenta que não haverá perdas. E garante: com a reformulação das regras para aposentadoria, em 10 anos será possível economizar R$ 1,2 trilhão, o que auxiliaria no trabalho de conquistar equilíbrio fiscal. Ainda, de acordo com o Ministério da Economia, aqueles que ganham mais pagarão mais na chamada “Nova Previdência”.

Na mesma semana em que o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) deve apresentar o parecer sobre a reforma da Previdência, governadores se reúnem em Brasília para discutir o texto e se articulam para convencer as bancadas no Congresso a votarem a favor da proposta. Eles estão reunidos para o V Encontro de Governadores, que acontece nesta terça-feira (11/06/2019).

Ronaldo Caiado (Foto: divulgação/Metrópoles)

Entre os assuntos debatidos, está a permanência de estados e municípios na reforma. Apesar de muitos já terem sinalizado que concordam com a medida, nem todos têm a mesma opinião quanto a essa mudança. Ronaldo Caiado (DEM-GO), por exemplo, defendeu que o texto tenha um mecanismo para que o estado decida se quer aderir ou não às novas regras.

“Vemos a dificuldade de reunir votos. Temos que arrumar uma solução para distensionar a situação. Precisamos entender que governadores têm de pedir aos deputados e senadores. É uma situação de sobrevivência”, destacou.

Já Eduardo Leite (PSDB-RS) explica que a reforma é necessária para atenuar a questão fiscal dos estados e municípios. “Precisamos de uma proposta consistente, uma garantia de que estados e municípios não vão quebrar. Uma vez com sistemas deficitários, vão recorrer à União. É todo o Brasil pagando a conta de quem não fez o dever de casa”, ressaltou.

Na semana passada, os governadores adiantaram que uma carta foi produzida e assinada com um apelo para que estados e municípios fiquem na reforma proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). No entanto, mandatários do Norte e Nordeste negaram ter dado apoio ao manifesto.

“Capenga”

O chefe do Executivo capixaba, Renato Casagrande (PSB-ES), adota o mesmo tom de Eduardo Leite. Para ele, reforma sem estados e municípios é “capenga”. “A semana é decisiva. Nem todos os governadores concordaram com o teor completo da proposta. Mas concordamos que as regras para os servidores estaduais e municipais devem ser as mesmas dos servidores federais”, adianta.

O maior desgaste entre governo e parlamentares é a aposentadoria rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) — pago a idosos carentes.

A equipe econômica argumenta que não haverá perdas. E garante: com a reformulação das regras para aposentadoria, em 10 anos será possível economizar R$ 1,2 trilhão, o que auxiliaria no trabalho de conquistar equilíbrio fiscal. Ainda, de acordo com o Ministério da Economia, aqueles que ganham mais pagarão mais na chamada “Nova Previdência”.