1. Editorias
  2. Rota da Alegria
  3. 'É um recado para a sociedade', diz carnavalesco da Mangueira; escola fechou o Desfile das Campeãs no Rio
Publicidade

'É um recado para a sociedade', diz carnavalesco da Mangueira; escola fechou o Desfile das Campeãs no Rio

Também desfilaram neste sábado e domingo outras cinco escolas de samba: Mocidade Independente de Padre Miguel, Salgueiro, Portela, Vila Isabel e Viradouro

Campeã do carnaval 2019, a Mangueira fechou na madrugada deste domingo (10) o Desfile das Campeãs no Sambódromo do Rio. Também saíram outras cinco escolas de samba: Mocidade Independente de Padre Miguel, Salgueiro, Portela, Vila Isabel e Viradouro.

A campeã voltou — Foto: Rodrigo Gorosito / G1

Antes de voltar à Passarela do Samba no Desfile das Campeãs, Leandro Vieira, carnavalesco da escola, fez um resumo sobre o objetivo da Mangueira em levar para a Avenida uma contestação da "história oficial" brasileira e recontá-la a partir de heróis anônimos.

"Eu acho que o desfile da Mangueira é um recado para a sociedade brasileira, que tem passado por um momento que não reconhece a força da identidade indígena, a força da identidade negra e dos pobres deste país", disse Vieira.

"O enredo da Mangueira é um enredo de valorização da cultura popular e isso é fundamental para o Brasil de hoje", emendou.

Marielle presente

A poucos dias de completar 1 ano sem respostas, o caso de assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (morta em 14 de março do ano passado) foi lembrado pela rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos.

Evelyn Bastos, Rainha de Bateria da Mangueira — Foto: Rodrigo Gorosito / G1

"A gente precisa de justiça. É um direito que cabe a nós. Quando a gente fala da Marielle, a gente fala de uma mulher negra que venceu na vida. E quando ela se viu numa posição em que ela podia fazer pelos outros, ela fez", frisou a rainha.

Evelyn também ressaltou a necessidade de que outras mulheres em favelas não sejam mortas. Ela destacou ainda que Marielle significava coragem.

"Infelizmente, a Marielle foi assassinada. Então, a gente não quer que outras mulheres sejam caladas. Quando a gente fala de Marielle, a gente fala de tantas outras mulheres negras que querem falar, e elas não podem ter medo. Quando a gente fala de Marielle, a gente fala de coragem", resumiu a rainha.

Campeã do carnaval 2019, a Mangueira fechou na madrugada deste domingo (10) o Desfile das Campeãs no Sambódromo do Rio. Também saíram outras cinco escolas de samba: Mocidade Independente de Padre Miguel, Salgueiro, Portela, Vila Isabel e Viradouro.

dd

A campeã voltou — Foto: Rodrigo Gorosito / G1

Antes de voltar à Passarela do Samba no Desfile das Campeãs, Leandro Vieira, carnavalesco da escola, fez um resumo sobre o objetivo da Mangueira em levar para a Avenida uma contestação da "história oficial" brasileira e recontá-la a partir de heróis anônimos.

"Eu acho que o desfile da Mangueira é um recado para a sociedade brasileira, que tem passado por um momento que não reconhece a força da identidade indígena, a força da identidade negra e dos pobres deste país", disse Vieira.

"O enredo da Mangueira é um enredo de valorização da cultura popular e isso é fundamental para o Brasil de hoje", emendou.

Marielle presente

A poucos dias de completar 1 ano sem respostas, o caso de assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (morta em 14 de março do ano passado) foi lembrado pela rainha de bateria da Mangueira, Evelyn Bastos.

ddd

Evelyn Bastos, Rainha de Bateria da Mangueira — Foto: Rodrigo Gorosito / G1

"A gente precisa de justiça. É um direito que cabe a nós. Quando a gente fala da Marielle, a gente fala de uma mulher negra que venceu na vida. E quando ela se viu numa posição em que ela podia fazer pelos outros, ela fez", frisou a rainha.

Evelyn também ressaltou a necessidade de que outras mulheres em favelas não sejam mortas. Ela destacou ainda que Marielle significava coragem.

"Infelizmente, a Marielle foi assassinada. Então, a gente não quer que outras mulheres sejam caladas. Quando a gente fala de Marielle, a gente fala de tantas outras mulheres negras que querem falar, e elas não podem ter medo. Quando a gente fala de Marielle, a gente fala de coragem", resumiu a rainha.