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Bolsonaro = Haddad

A opção da maioria dos brasileiros por um candidato a presidente de extrema-direita, que nem projeto de governo ou metas tem, não se dá apenas pelo fervor da cruzada anti-corrupção. Não é porque o combate à impunidade precisa continuar. Há muito mais fatores a pesar sobre isso do que simplesmente jogar a culpa de todos os males do país nas costas do PT ou da esquerda. Um desses fatores está centrado no próprio eleitor que não está preocupado com os alertas sobre o que vem por aí.

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad (Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Ricardo Stuckert)

Há anos – mas muitos anos mesmo – que o conceito da classe política que a população tem sempre foi baixo, indo do descrédito aos compromissos assumidos em campanha à repulsa sobre a conduta deles. No seio da opinião pública, todo político é igual, não parando para pensar diferenciadamente sobre um ou outro mesmo que sejam de fato honesto e de conduta irreparável. Para a população, todo político é ladrão, rouba e é corrupto e todos ficam ricos se apossando do dinheiro da corrupção.

Nesta perspectiva é natural que a população – principalmente aquela com menor capacidade de discernimento e cujo conceito sobre o político é de que todos são ladrões – não vá diferenciar o candidato do PT a presidente da República no segundo turno de seu adversário Jair Bolsonaro, do PSL. Se ela considera que todo político é igual, sem qualquer distinção, em meio a essa escolha imposta ao país nesta eleição o mais natural é que ela vê melhor dar uma chance àquele que nunca administrou.

Qualquer cientista político ou social sabe que no Brasil a classe que mais tem poder de influência é a classe média, a mais conservadora e a que sempre luta por seu conforto material não importa o governo. A classe média é preconceituosa, autoritária e muito ressentida quando alguém de classe inferior busca suplantá-la em seus direitos a que vê a violência social como o mal maior e a atinge diretamente. Por isso, vê o bandido ou traficante como mal a ser eliminado seja por qual meio for.

Neste ponto o seu pensamento, principalmente na conjuntura atual, perfeitamente se casa com aquilo que Jair Bolsonaro prega e defende, como ser contra homossexuais, bandidos, mulheres, enfim, uma gama de preconceitos que agrada àqueles que vêem esses grupos como indesejáveis. Alguns chegam ao ponto de usar de violência contra eles ou aplaudem quando sofrem agressões. Se Bolsonaro sempre pregou isso, nada mais natural que ele conquiste adeptos com os mais diferentes institutos.

Com efeito, por mais que informações sobre o perfil da personalidade de Bolsonaro chegue entre as classes mais baixas elas não vão dar importância a isso, porque se sentem também atingidas pelos malfetores e acabam influenciadas por grupos da classe média. Por isso, empurrada pela convicção de que todo político é igual, ela (a população, principalmente de baixa renda) não faz distinção entre Haddad e Bolsonaro e como o PT já teve a sua chance. Deste modo, votar em Bolsonaro não faz diferença.

RISCO DE PERDER A VEZ

O suplente de deputado estadual B.Sazinho (PP) deve consultar o Regimento Interno da Assembléia Legislativa antes de fazer gracinhas e dizer que vai fazer “boneco” para dificultar a convocação de suplentes de deputado do PT, que estão atrás dele na fila.

Se demorar em atender a convocação para assumir a vaga do titular que se licenciou para assumir cargos no Executivo, a Assembléia convoca o suplente seguinte. É o que diz o artigo 244 do Regimento Interno.

Uma vez que o suplente deixe de atender à convocação para tomar posse na cadeira de deputado e a Assembléia chamar o suplente seguinte, o que recusou perde a condição de suplente e nunca mais será chamado.

BOCA DO INFERNO

O deputado Themístocles Filho (MDB) não poderia ter um cabo eleitoral melhor se quiser disputar o cargo de presidente da Assembléia mais uma vez.

Assis Carvalho deu entrevista dizendo que vai derrotá-lo mas não sabe ele que essa bravata só ajuda o atual presidente, que mais uma vez trabalhará silenciosamente enquanto o PT diz ao mundo como vai ganhar a eleição.

GABINETE

A sala que o ex-governador do Piauí e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, Moraes Sousa Filho, cedeu ao prefeito Mão Santa na sede da Fiepi de Parnaíba não era para ele fazer encontros.

Ali era onde ficava o gabinete do prefeito, onde ele despachava, porque Mão Santa foi tirado do gabinete da prefeitura porque Gracinha, sua filha, entendeu que ele, em vez de ajudar, atrapalhava. Isso o Tererê conta para quem quiser ouvir.

Se Zé Filho despejou Mão Santa, Gracinha vai ter de dar um jeito de arranjar outro local para o pai despachar.

SEM DEPUTADO

Nas três últimas eleições (2006, 2010 e 2014) para a Assembléia Legislativa, a cidade de Campo Maior chegou a ter 2 deputados estaduais.

Desta vez, tanto o ex-prefeito Paulo Martins (PT) quanto o ex-deputado Antonio Félix (PTC), não obtiveram votação suficiente para segurar uma cadeira para Campo Maior.

CHOVENDO CANDIDATURAS

Mal acabou as eleições gerais de 2018, a disputa pela prefeitura de Picos em 2020 já ganhou as ruas da cidade.

Pelo menos três nomes já estão sendo citados como prováveis postulantes à sucessão do Padre Valmir (PT), dois deles deputados estaduais eleitos.

Pablo Santos (MDB) e Nerinho (PT), já estão de olho na cadeira de prefeito, enquanto Belê Medeiros, suplente de deputada, corre por fora.

A opção da maioria dos brasileiros por um candidato a presidente de extrema-direita, que nem projeto de governo ou metas tem, não se dá apenas pelo fervor da cruzada anti-corrupção. Não é porque o combate à impunidade precisa continuar. Há muito mais fatores a pesar sobre isso do que simplesmente jogar a culpa de todos os males do país nas costas do PT ou da esquerda. Um desses fatores está centrado no próprio eleitor que não está preocupado com os alertas sobre o que vem por aí.

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad (Fotos: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Ricardo Stuckert)

Há anos – mas muitos anos mesmo – que o conceito da classe política que a população tem sempre foi baixo, indo do descrédito aos compromissos assumidos em campanha à repulsa sobre a conduta deles. No seio da opinião pública, todo político é igual, não parando para pensar diferenciadamente sobre um ou outro mesmo que sejam de fato honesto e de conduta irreparável. Para a população, todo político é ladrão, rouba e é corrupto e todos ficam ricos se apossando do dinheiro da corrupção.

Nesta perspectiva é natural que a população – principalmente aquela com menor capacidade de discernimento e cujo conceito sobre o político é de que todos são ladrões – não vá diferenciar o candidato do PT a presidente da República no segundo turno de seu adversário Jair Bolsonaro, do PSL. Se ela considera que todo político é igual, sem qualquer distinção, em meio a essa escolha imposta ao país nesta eleição o mais natural é que ela vê melhor dar uma chance àquele que nunca administrou.

Qualquer cientista político ou social sabe que no Brasil a classe que mais tem poder de influência é a classe média, a mais conservadora e a que sempre luta por seu conforto material não importa o governo. A classe média é preconceituosa, autoritária e muito ressentida quando alguém de classe inferior busca suplantá-la em seus direitos a que vê a violência social como o mal maior e a atinge diretamente. Por isso, vê o bandido ou traficante como mal a ser eliminado seja por qual meio for.

Neste ponto o seu pensamento, principalmente na conjuntura atual, perfeitamente se casa com aquilo que Jair Bolsonaro prega e defende, como ser contra homossexuais, bandidos, mulheres, enfim, uma gama de preconceitos que agrada àqueles que vêem esses grupos como indesejáveis. Alguns chegam ao ponto de usar de violência contra eles ou aplaudem quando sofrem agressões. Se Bolsonaro sempre pregou isso, nada mais natural que ele conquiste adeptos com os mais diferentes institutos.

Com efeito, por mais que informações sobre o perfil da personalidade de Bolsonaro chegue entre as classes mais baixas elas não vão dar importância a isso, porque se sentem também atingidas pelos malfetores e acabam influenciadas por grupos da classe média. Por isso, empurrada pela convicção de que todo político é igual, ela (a população, principalmente de baixa renda) não faz distinção entre Haddad e Bolsonaro e como o PT já teve a sua chance. Deste modo, votar em Bolsonaro não faz diferença.

RISCO DE PERDER A VEZ

O suplente de deputado estadual B.Sazinho (PP) deve consultar o Regimento Interno da Assembléia Legislativa antes de fazer gracinhas e dizer que vai fazer “boneco” para dificultar a convocação de suplentes de deputado do PT, que estão atrás dele na fila.

Se demorar em atender a convocação para assumir a vaga do titular que se licenciou para assumir cargos no Executivo, a Assembléia convoca o suplente seguinte. É o que diz o artigo 244 do Regimento Interno.

Uma vez que o suplente deixe de atender à convocação para tomar posse na cadeira de deputado e a Assembléia chamar o suplente seguinte, o que recusou perde a condição de suplente e nunca mais será chamado.

BOCA DO INFERNO

O deputado Themístocles Filho (MDB) não poderia ter um cabo eleitoral melhor se quiser disputar o cargo de presidente da Assembléia mais uma vez.

Assis Carvalho deu entrevista dizendo que vai derrotá-lo mas não sabe ele que essa bravata só ajuda o atual presidente, que mais uma vez trabalhará silenciosamente enquanto o PT diz ao mundo como vai ganhar a eleição.

GABINETE

A sala que o ex-governador do Piauí e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Piauí, Moraes Sousa Filho, cedeu ao prefeito Mão Santa na sede da Fiepi de Parnaíba não era para ele fazer encontros.

Ali era onde ficava o gabinete do prefeito, onde ele despachava, porque Mão Santa foi tirado do gabinete da prefeitura porque Gracinha, sua filha, entendeu que ele, em vez de ajudar, atrapalhava. Isso o Tererê conta para quem quiser ouvir.

Se Zé Filho despejou Mão Santa, Gracinha vai ter de dar um jeito de arranjar outro local para o pai despachar.

SEM DEPUTADO

Nas três últimas eleições (2006, 2010 e 2014) para a Assembléia Legislativa, a cidade de Campo Maior chegou a ter 2 deputados estaduais.

Desta vez, tanto o ex-prefeito Paulo Martins (PT) quanto o ex-deputado Antonio Félix (PTC), não obtiveram votação suficiente para segurar uma cadeira para Campo Maior.

CHOVENDO CANDIDATURAS

Mal acabou as eleições gerais de 2018, a disputa pela prefeitura de Picos em 2020 já ganhou as ruas da cidade.

Pelo menos três nomes já estão sendo citados como prováveis postulantes à sucessão do Padre Valmir (PT), dois deles deputados estaduais eleitos.

Pablo Santos (MDB) e Nerinho (PT), já estão de olho na cadeira de prefeito, enquanto Belê Medeiros, suplente de deputada, corre por fora.

O risco das velhas caras no governo Sozinho na estrada