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Retaliação e dissimulação

O governador Wellington Dias (PT) tem declarado publicamente  ser a favor de um entendimento entre os partidos da base para a eleição do próximo presidente da Assembléia. Ocorre que esse entendimento que prega o governador é difícil de ser acertado quando o próprio chefe do governo intervém no processo pela via indireta, com pessoas de sua proximidade e convivência política (no caso o presidente do PT, o deputado Assis Carvalho), acendendo e espalhando o fogo da disputa.

Assis não tem poupado fôlego para afirmar que PT e PP estão unidos para derrotar o atual presidente Themístocles Filho eliminando qualquer margem de diálogo com ele no plano interno das bancadas governistas. Essa intransigência, vinda principalmente de um patrocínio externo ao Poder Legislativo faz com que os ânimos se acirrem e aquilo que prega sua excelência o governador acaba se transformando numa falsa impressão de que está lavando as mãos e não ser acusado de rachar a própria base.

Não por acaso, Wellington Dias anunciou que só depois de aprovada a reforma administrativa que pretende propor à Assembléia Legislativa em fevereiro é que vai montar a futura equipe de primeiro e segundo escalões de seu governo. Essa é a senha para os deputados que irão votar na escolha da futura Mesa Diretora da Casa, dando a entender que a distribuição dos cargos entre eles, com o nome de participação no governo, se dará de acordo com a posição de cada um, mesmo com o voto secreto.

Se a idéia de derrotar Themístocles Filho, cantada e decantada por Assis Carvalho, é tirá-lo do poder, o mesmo atinge o MDB, partido que hoje é um aliado do governo e durante esta legislatura segurou as pontas para ajudar a aprovar todas as proposições que lá chegaram. Ora, no momento em que a união de PT e PP é derrotar Themístocles ao mesmo tempo estão derrotando o MDB na tentativa de isolar tanto um quanto o outro, sem dar direito sequer a ouvir o partido sobre o assunto.

Falar em consenso quando uma guerra é declarada sem trégua para um diálogo sobre a melhor saída para um impasse é um gesto dissimulado do governador na medida em que ignora o problema. O mais correto seria, ao pregar o consenso, desautorizar qualquer um a falar em seu nome e deixar que o processo eleitoral não seja invadido por atitude de interesses ou revanchismo e muito menos agir como se o partido que está no controle no poder fosse um adversário e não um aliado.

Há que se reconhecer que hoje o principal adversário do atual presidente Themístocles Filho não é seu concorrente lançado de maneira não oficial mas o tempo de mandato no cargo. Porém, isso não significa que o deputado seja tratado de maneira a endemonizá-lo. A melhor forma seria o respeito a tudo o que ele fez não só pelos colegas mas pelo próprio governo durante votações polêmicas quando em um a delas o PP refugou. Afinal, apoio se paga com gratidão e reconhecimento, não com retaliação e dissimulação.

O governador Wellington Dias (PT) tem declarado publicamente  ser a favor de um entendimento entre os partidos da base para a eleição do próximo presidente da Assembléia. Ocorre que esse entendimento que prega o governador é difícil de ser acertado quando o próprio chefe do governo intervém no processo pela via indireta, com pessoas de sua proximidade e convivência política (no caso o presidente do PT, o deputado Assis Carvalho), acendendo e espalhando o fogo da disputa.

Assis não tem poupado fôlego para afirmar que PT e PP estão unidos para derrotar o atual presidente Themístocles Filho eliminando qualquer margem de diálogo com ele no plano interno das bancadas governistas. Essa intransigência, vinda principalmente de um patrocínio externo ao Poder Legislativo faz com que os ânimos se acirrem e aquilo que prega sua excelência o governador acaba se transformando numa falsa impressão de que está lavando as mãos e não ser acusado de rachar a própria base.

Não por acaso, Wellington Dias anunciou que só depois de aprovada a reforma administrativa que pretende propor à Assembléia Legislativa em fevereiro é que vai montar a futura equipe de primeiro e segundo escalões de seu governo. Essa é a senha para os deputados que irão votar na escolha da futura Mesa Diretora da Casa, dando a entender que a distribuição dos cargos entre eles, com o nome de participação no governo, se dará de acordo com a posição de cada um, mesmo com o voto secreto.

Se a idéia de derrotar Themístocles Filho, cantada e decantada por Assis Carvalho, é tirá-lo do poder, o mesmo atinge o MDB, partido que hoje é um aliado do governo e durante esta legislatura segurou as pontas para ajudar a aprovar todas as proposições que lá chegaram. Ora, no momento em que a união de PT e PP é derrotar Themístocles ao mesmo tempo estão derrotando o MDB na tentativa de isolar tanto um quanto o outro, sem dar direito sequer a ouvir o partido sobre o assunto.

Falar em consenso quando uma guerra é declarada sem trégua para um diálogo sobre a melhor saída para um impasse é um gesto dissimulado do governador na medida em que ignora o problema. O mais correto seria, ao pregar o consenso, desautorizar qualquer um a falar em seu nome e deixar que o processo eleitoral não seja invadido por atitude de interesses ou revanchismo e muito menos agir como se o partido que está no controle no poder fosse um adversário e não um aliado.

Há que se reconhecer que hoje o principal adversário do atual presidente Themístocles Filho não é seu concorrente lançado de maneira não oficial mas o tempo de mandato no cargo. Porém, isso não significa que o deputado seja tratado de maneira a endemonizá-lo. A melhor forma seria o respeito a tudo o que ele fez não só pelos colegas mas pelo próprio governo durante votações polêmicas quando em um a delas o PP refugou. Afinal, apoio se paga com gratidão e reconhecimento, não com retaliação e dissimulação.

O risco das velhas caras no governo Gafes e micos