1. Blogs
  2. Paulo Fontenele
  3. Entre a sensibilidade e o pragmatismo
Publicidade

Entre a sensibilidade e o pragmatismo

O novo governo federal encontrará o Brasil com o maior rombo nas contas públicas já registrado desde o advento do Plano Real, o que exigirá dele medidas pesadas para diminuí-lo. São mais de R$ 200 bilhões de déficit que o governo Michel Temer deixa de herança, parte deles gastos com a liberação de recursos para obras de parlamentares que votaram – não uma, mas duas vezes, câmara e senado – contra a autorização para que o Supremo Tribunal Federal abrisse processo contra o presidente.

Como em situações de crise financeira a saída sempre foi apertar os cintos e fazer cortes drásticos de gastos e repasses, restringindo os convênios com estados e municípios, tudo indica que o aperto atingirá as regiões mais pobres e dependentes das verbas federais. Alguns estados entram o ano de 2019 com novos governantes, enquanto outros terão governos continuados, como é o caso do Piauí. No caso dos governos em início é mais fácil adotar medidas do que aqueles já instalados.

No Piauí, por exemplo, o governador Wellington Dias, já declarou que pretende levar a efeito uma reforma administrativa, onde extinguirá órgãos e fundirá outros, a fim de diminuir os gastos com o seu funcionamento. Essa é uma medida imperativa, porque muitos órgãos criados neste e em governos anteriores são perfeitamente descartáveis, alguns dos quais desempenhando atribuições que são de outros, como é o caso das tais coordenadorias que constroem calçamentos a mancheias Piauí afora.

Jair Bolsonaro está assinando e editando uma Medida Provisória, que entrará em vigor após sua publicação, na qual extingue e funde ministérios reduzindo o tamanho da máquina a 21 órgãos de primeiro escalão. Embora a promessa tenha sido reduzir a apenas 16, teve de recuar para atender compromissos políticos. Porém, a quantidade é menor que os mais de 40 que existiam na época de Dilma Rousseff e Michel Temer, gerando despesas elevadas no orçamento pelo número excessivo de cargos.

É compreensível que o governo Dias venha de seu terceiro mandato com os cargos já devidamente preenchidos tendo que começar o quarto cortando parte dos ocupantes, causando um quadro de insatisfação. Do lado do governador, porém, ele fica dividido entre a sensibilidade e o pragmatismo de ter que fazer corte de gastos com pessoal, seja efetivo ou mão de obra terceirizada. No entanto, em tempos de crise, se a saída é diminuir os gastos com pessoal, a Lei de Responsabilidade Fiscal é quem vai decidir.

O que fazer, então? É buscar a saída que mais se adéque ao momento de crise sem protelação. Ao dizer durante uma entrevista após a posse que vai buscar Bolsonaro, referindo ao fato de que irá buscar ajuda no governo federal, Wellington Dias esquece que essa ajuda não virá, enquanto o estado não fizer a sua parte. Imaginar que o novo presidente será bonzinho com estados perdulários é melhor esquecer. O Piauí terá de fazer seu feijão com arroz se quiser enfrentar as dificuldades, do contrário os riscos de quebradeira continuarão na porta do governo.

O QUE SERÁ?

O que será que o governador Wellington Dias disse à prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Silva, ao cumprimentá-la na solenidade de posse no cargo na sessão solene no plenário da Assembleia Legislativa?

Sob o olhar do deputado Hélio Isaías (PP), marido dela e candidato a presidente da Assembleia na eleição do dia 1º de fevereiro, Dias brincou com a situação.

No dia 2 de fevereiro, o governador retorna à Assembleia para fazer a leitura da mensagem de prestação de contas de seu mandato.

Será que Hélio estará sentado na cadeira de presidente?

MONITORAMENTO DA BACIA DO GUARIBAS

Buscando aperfeiçoar seu banco de dados, a Secretaria de Meio Ambiente do Piauí celebrou na manhã do dia 28 de dezembro convênio com o Serviço Geológico do Brasil/CPRM, Residência Teresina, para os trabalhos de cadastramento e verificação dos poços tubulares existentes na bacia do rio Guaribas.

Secretário e os técnicos da CPRM comemoram a assinatura do convênio

O convênio foi resultado de um trabalho desenvolvido por técnicos da CPRM no Piauí e da Semar para conseguir um melhor gerenciamento do uso da água subterrânea do semiárido piauiense, informou Gilberto Pereira, superintendente do órgão no Piauí.

O secretário de Meio Ambiente Robério Barros lembrou a importância do convênio e disse que ele é um marco no cadastramento de poços para o banco de dados da Semar o que, segundo ele vai aprimorar o monitoramento de outras bacias no futuro.

Participaram do ato solene na sede da CPRM em Teresina, além do secretário  Robério Barros e do chefe da Residência da CPRM, Gilberto Pereira da Silva; pela Semar o diretor de Hidrologia  Marcos Felinto e o técnico ambiental Eryson Thiago; pela CPRM o coordenador executivo Thiago Moraes, os assistentes técnicos Francisco Rubens, Jean Nascimento, Alexey Athaide e Jáder Vaz Silva; e o técnico em Geociências Gabriel Araújo.

Com recursos provenientes de financiamento do Banco Mundial de R$ 1.035.175,00, o Convênio terá duração de 7 meses e servirá como projeto piloto para o estudos similares nas demais bacias hidrográficas do Piauí.

O novo governo federal encontrará o Brasil com o maior rombo nas contas públicas já registrado desde o advento do Plano Real, o que exigirá dele medidas pesadas para diminuí-lo. São mais de R$ 200 bilhões de déficit que o governo Michel Temer deixa de herança, parte deles gastos com a liberação de recursos para obras de parlamentares que votaram – não uma, mas duas vezes, câmara e senado – contra a autorização para que o Supremo Tribunal Federal abrisse processo contra o presidente.

Como em situações de crise financeira a saída sempre foi apertar os cintos e fazer cortes drásticos de gastos e repasses, restringindo os convênios com estados e municípios, tudo indica que o aperto atingirá as regiões mais pobres e dependentes das verbas federais. Alguns estados entram o ano de 2019 com novos governantes, enquanto outros terão governos continuados, como é o caso do Piauí. No caso dos governos em início é mais fácil adotar medidas do que aqueles já instalados.

No Piauí, por exemplo, o governador Wellington Dias, já declarou que pretende levar a efeito uma reforma administrativa, onde extinguirá órgãos e fundirá outros, a fim de diminuir os gastos com o seu funcionamento. Essa é uma medida imperativa, porque muitos órgãos criados neste e em governos anteriores são perfeitamente descartáveis, alguns dos quais desempenhando atribuições que são de outros, como é o caso das tais coordenadorias que constroem calçamentos a mancheias Piauí afora.

Jair Bolsonaro está assinando e editando uma Medida Provisória, que entrará em vigor após sua publicação, na qual extingue e funde ministérios reduzindo o tamanho da máquina a 21 órgãos de primeiro escalão. Embora a promessa tenha sido reduzir a apenas 16, teve de recuar para atender compromissos políticos. Porém, a quantidade é menor que os mais de 40 que existiam na época de Dilma Rousseff e Michel Temer, gerando despesas elevadas no orçamento pelo número excessivo de cargos.

É compreensível que o governo Dias venha de seu terceiro mandato com os cargos já devidamente preenchidos tendo que começar o quarto cortando parte dos ocupantes, causando um quadro de insatisfação. Do lado do governador, porém, ele fica dividido entre a sensibilidade e o pragmatismo de ter que fazer corte de gastos com pessoal, seja efetivo ou mão de obra terceirizada. No entanto, em tempos de crise, se a saída é diminuir os gastos com pessoal, a Lei de Responsabilidade Fiscal é quem vai decidir.

O que fazer, então? É buscar a saída que mais se adéque ao momento de crise sem protelação. Ao dizer durante uma entrevista após a posse que vai buscar Bolsonaro, referindo ao fato de que irá buscar ajuda no governo federal, Wellington Dias esquece que essa ajuda não virá, enquanto o estado não fizer a sua parte. Imaginar que o novo presidente será bonzinho com estados perdulários é melhor esquecer. O Piauí terá de fazer seu feijão com arroz se quiser enfrentar as dificuldades, do contrário os riscos de quebradeira continuarão na porta do governo.

O QUE SERÁ?

O que será que o governador Wellington Dias disse à prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Silva, ao cumprimentá-la na solenidade de posse no cargo na sessão solene no plenário da Assembleia Legislativa?

Sob o olhar do deputado Hélio Isaías (PP), marido dela e candidato a presidente da Assembleia na eleição do dia 1º de fevereiro, Dias brincou com a situação.

No dia 2 de fevereiro, o governador retorna à Assembleia para fazer a leitura da mensagem de prestação de contas de seu mandato.

Será que Hélio estará sentado na cadeira de presidente?

MONITORAMENTO DA BACIA DO GUARIBAS

Buscando aperfeiçoar seu banco de dados, a Secretaria de Meio Ambiente do Piauí celebrou na manhã do dia 28 de dezembro convênio com o Serviço Geológico do Brasil/CPRM, Residência Teresina, para os trabalhos de cadastramento e verificação dos poços tubulares existentes na bacia do rio Guaribas.

yyyy

Secretário e os técnicos da CPRM comemoram a assinatura do convênio

O convênio foi resultado de um trabalho desenvolvido por técnicos da CPRM no Piauí e da Semar para conseguir um melhor gerenciamento do uso da água subterrânea do semiárido piauiense, informou Gilberto Pereira, superintendente do órgão no Piauí.

O secretário de Meio Ambiente Robério Barros lembrou a importância do convênio e disse que ele é um marco no cadastramento de poços para o banco de dados da Semar o que, segundo ele vai aprimorar o monitoramento de outras bacias no futuro.

Participaram do ato solene na sede da CPRM em Teresina, além do secretário  Robério Barros e do chefe da Residência da CPRM, Gilberto Pereira da Silva; pela Semar o diretor de Hidrologia  Marcos Felinto e o técnico ambiental Eryson Thiago; pela CPRM o coordenador executivo Thiago Moraes, os assistentes técnicos Francisco Rubens, Jean Nascimento, Alexey Athaide e Jáder Vaz Silva; e o técnico em Geociências Gabriel Araújo.

Com recursos provenientes de financiamento do Banco Mundial de R$ 1.035.175,00, o Convênio terá duração de 7 meses e servirá como projeto piloto para o estudos similares nas demais bacias hidrográficas do Piauí.

O risco das velhas caras no governo Sem planos, sem metas