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Balançando até cair

A crise envolvendo o secretário geral da Presidência da República Gustavo Bebiano e o presidente da República Jair Bolsonaro, quando este saiu em defesa do filho e chamou o auxiliar de mentiroso, é uma amostra que o governo sofreu mais um abalo e corre o risco de mergulhar numa situação de descontrole. Na medida em que o presidente chama o auxiliar de mentiroso ao se envolver numa pendenga com o filho de Bolsonaro e não o demite, isso nos leva a crer que o governo está sem rumo.

Por que quando chamou o ministro de mentiroso e determinou ao ministro da Justiça Sérgio Moro investigar as denúncias contra ele, o presidente não o demitiu, já que o caso é de afastamento? Muito simples: Bebiano deixou claro em conversas de bastidores com políticos ligado a ele que se cair não cairá sozinho. Isso significa que o auxiliar sai da condição de operador de candidaturas laranjas para ser um homem-bomba que se explodir leva junto o próprio presidente.

O que Gustavo Bebiano da Rocha sabe que pode comprometer o presidente da República? Só em afirmar que se “cair não caio sozinho”, Bebiano já atinge em cheio a credibilidade da Jair Bolsonaro como seu próprio discurso, de moralidade e combate à corrupção com o qual se elegeu. Com isso, é difícil acreditar que o ministro da Justiça possa fazer uma investigação isenta do caso se as conseqüências envolverem o presidente, pois será obrigado a manter segredo sob pena de o governo cair.

Neste caso, compete à justiça eleitoral solicitar ao Ministério Público a abertura de um inquérito para investigar a criação de candidatos laranjas para irrigar as campanhas de candidatos através do desvio de recursos dos fundos partidários e de campanha. Só assim, será possível esclarecer os crimes eleitorais decorrente desta ação danosa para desvio de dinheiro público. Ademais, a investigação poderá dizer se a campanha do presidente foi ou não beneficiada com o dinheiro dos candidatos laranjas.

Ainda que o próprio Jair Bolsonaro ou sua assessoria no Palácio do Planalto venham a desmentir qualquer benefício com este crime eleitoral, só o fato de ele não demitir o ministro que chamou de mentiroso já levanta suspeitas e desconfianças de sobre ele ter se beneficiado. Ao atacá-lo em público, com repercussão intensa na mídia, e não demiti-lo, mesmo depois de o ministro dizer que não pediria demissão, Jair Bolsonaro errou dando uma demonstração de fraqueza na chefia do governo.

Essa com certeza não será a primeira vez nem a última que o governo Jair Bolsonaro protagonizará crises internas devido ao seu estilo de agir. Quando o caso Queiroz estourou Bolsonaro não tentou se distanciar dos filhos para que as acusações não chegassem até ele; chegou na primeira dama. Agora, mais uma vez um filho se envolve em polêmica, desta vez no governo do pai, fazendo com que mais este episódio só confirme que o mandato de Jair Bolsonaro vai continuar balançando até cair.

A crise envolvendo o secretário geral da Presidência da República Gustavo Bebiano e o presidente da República Jair Bolsonaro, quando este saiu em defesa do filho e chamou o auxiliar de mentiroso, é uma amostra que o governo sofreu mais um abalo e corre o risco de mergulhar numa situação de descontrole. Na medida em que o presidente chama o auxiliar de mentiroso ao se envolver numa pendenga com o filho de Bolsonaro e não o demite, isso nos leva a crer que o governo está sem rumo.

Por que quando chamou o ministro de mentiroso e determinou ao ministro da Justiça Sérgio Moro investigar as denúncias contra ele, o presidente não o demitiu, já que o caso é de afastamento? Muito simples: Bebiano deixou claro em conversas de bastidores com políticos ligado a ele que se cair não cairá sozinho. Isso significa que o auxiliar sai da condição de operador de candidaturas laranjas para ser um homem-bomba que se explodir leva junto o próprio presidente.

O que Gustavo Bebiano da Rocha sabe que pode comprometer o presidente da República? Só em afirmar que se “cair não caio sozinho”, Bebiano já atinge em cheio a credibilidade da Jair Bolsonaro como seu próprio discurso, de moralidade e combate à corrupção com o qual se elegeu. Com isso, é difícil acreditar que o ministro da Justiça possa fazer uma investigação isenta do caso se as conseqüências envolverem o presidente, pois será obrigado a manter segredo sob pena de o governo cair.

Neste caso, compete à justiça eleitoral solicitar ao Ministério Público a abertura de um inquérito para investigar a criação de candidatos laranjas para irrigar as campanhas de candidatos através do desvio de recursos dos fundos partidários e de campanha. Só assim, será possível esclarecer os crimes eleitorais decorrente desta ação danosa para desvio de dinheiro público. Ademais, a investigação poderá dizer se a campanha do presidente foi ou não beneficiada com o dinheiro dos candidatos laranjas.

Ainda que o próprio Jair Bolsonaro ou sua assessoria no Palácio do Planalto venham a desmentir qualquer benefício com este crime eleitoral, só o fato de ele não demitir o ministro que chamou de mentiroso já levanta suspeitas e desconfianças de sobre ele ter se beneficiado. Ao atacá-lo em público, com repercussão intensa na mídia, e não demiti-lo, mesmo depois de o ministro dizer que não pediria demissão, Jair Bolsonaro errou dando uma demonstração de fraqueza na chefia do governo.

Essa com certeza não será a primeira vez nem a última que o governo Jair Bolsonaro protagonizará crises internas devido ao seu estilo de agir. Quando o caso Queiroz estourou Bolsonaro não tentou se distanciar dos filhos para que as acusações não chegassem até ele; chegou na primeira dama. Agora, mais uma vez um filho se envolve em polêmica, desta vez no governo do pai, fazendo com que mais este episódio só confirme que o mandato de Jair Bolsonaro vai continuar balançando até cair.

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