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Pacto eleitoral para 2022

Em 2007, logo após a posse dos eleitos no pleito de 2006, iniciou-se uma corrida entre os à época eleitos vice-governador Wilson Martins (PSB) e senador João Vicente (PTB) com vistas a viabilizar uma candidatura à sucessão de Wellington Dias (PT), dentro do esquema vitorioso daquela eleição. Em 2019, 12 anos depois, após a segunda reeleição de Dias, tem início uma corrida, ainda que bem mais discreta porque o provável concorrente está implícito, que mira a sucessão do governador em 2022.

A solução encontrada pela cúpula do PP em comum acordo com o prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) para o surpreendente veto do governador à convocação dos suplentes de deputado estadual, abre uma perspectiva sobre uma espécie de pacto entre o prefeito e o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, com vistas às próximas eleições estaduais. A convocação do 1º suplente da chapa governista Bessah Carvalho para a vaga de Júlio Arcoverde visa plantar um apoio eleitoral em Oeiras.

Poucos sabem mas o prefeito de Teresina Firmino Filho é o nome preferido de Nogueira para ser o candidato a governador nas eleições de 2022. O acerto entre o senador e Firmino para o prefeito se transferir para o PP ainda não teve o prazo vencido. Quando os dois acertaram a transferência da hoje deputada Lucy Silveira para o PP era para Firmino ir junto mas por uma questão de momento houve um recuo sem prejuízo ao acordo. Como a primeira parte do plano (a reeleição de Ciro para o senado e Lucy para a Assembléia) foi um sucesso faltam outras etapas.

A próxima etapa do projeto é a sucessão do próprio Firmino Filho, pois é importante para a etapa seguinte (2022) que o prefeito eleja o sucessor em 2020. Por essa razão, a escolha do nome que vai ter o apoio de PSDB e PP será determinante para que o projeto dos dois líderes políticos saia como planejado. Não é só Teresina, porém, que o dois grupos miram no processo da eleição municipal, pois além da capital é importante formar bases no interior a fim de a candidatura majoritária ter suporte político.

Quando o plano ganha expansão e mira o interior o senador Ciro Nogueira assume a tarefa de coordenar a formação da base a partir dos prefeitos com os quais ele tem fortes relações políticas. No caso da convocação do suplente filho do ex-prefeito B.Sá foi um fato inesperado mas de urgente solução uma vez que, partindo do próprio PP e facilitado pelo prefeito de Teresina, a situação traz dividendos na medida em que a colocação de Bessah na Assembléia firma compromisso de Oeiras com o projeto.

É óbvio que se instado a falar sobre candidatura em 2022 o prefeito de Teresina não irá admitir que esteja pensando tão longe. Mas essa situação política emergencial remete à análise de que o convite a Júlio Arcoverde não é uma iniciativa comum. Se o compromisso do governador convocar suplentes é quebrado, fica evidente que frustra todos, principalmente B.Sá cujo esforço para eleger o filho não deu o resultado esperado. Sendo assim, não há porque recusar antecipar compromisso com a cúpula de seu partido para ver o filho no mandato de deputado.

Em 2007, logo após a posse dos eleitos no pleito de 2006, iniciou-se uma corrida entre os à época eleitos vice-governador Wilson Martins (PSB) e senador João Vicente (PTB) com vistas a viabilizar uma candidatura à sucessão de Wellington Dias (PT), dentro do esquema vitorioso daquela eleição. Em 2019, 12 anos depois, após a segunda reeleição de Dias, tem início uma corrida, ainda que bem mais discreta porque o provável concorrente está implícito, que mira a sucessão do governador em 2022.

A solução encontrada pela cúpula do PP em comum acordo com o prefeito de Teresina Firmino Filho (PSDB) para o surpreendente veto do governador à convocação dos suplentes de deputado estadual, abre uma perspectiva sobre uma espécie de pacto entre o prefeito e o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, com vistas às próximas eleições estaduais. A convocação do 1º suplente da chapa governista Bessah Carvalho para a vaga de Júlio Arcoverde visa plantar um apoio eleitoral em Oeiras.

Poucos sabem mas o prefeito de Teresina Firmino Filho é o nome preferido de Nogueira para ser o candidato a governador nas eleições de 2022. O acerto entre o senador e Firmino para o prefeito se transferir para o PP ainda não teve o prazo vencido. Quando os dois acertaram a transferência da hoje deputada Lucy Silveira para o PP era para Firmino ir junto mas por uma questão de momento houve um recuo sem prejuízo ao acordo. Como a primeira parte do plano (a reeleição de Ciro para o senado e Lucy para a Assembléia) foi um sucesso faltam outras etapas.

A próxima etapa do projeto é a sucessão do próprio Firmino Filho, pois é importante para a etapa seguinte (2022) que o prefeito eleja o sucessor em 2020. Por essa razão, a escolha do nome que vai ter o apoio de PSDB e PP será determinante para que o projeto dos dois líderes políticos saia como planejado. Não é só Teresina, porém, que o dois grupos miram no processo da eleição municipal, pois além da capital é importante formar bases no interior a fim de a candidatura majoritária ter suporte político.

Quando o plano ganha expansão e mira o interior o senador Ciro Nogueira assume a tarefa de coordenar a formação da base a partir dos prefeitos com os quais ele tem fortes relações políticas. No caso da convocação do suplente filho do ex-prefeito B.Sá foi um fato inesperado mas de urgente solução uma vez que, partindo do próprio PP e facilitado pelo prefeito de Teresina, a situação traz dividendos na medida em que a colocação de Bessah na Assembléia firma compromisso de Oeiras com o projeto.

É óbvio que se instado a falar sobre candidatura em 2022 o prefeito de Teresina não irá admitir que esteja pensando tão longe. Mas essa situação política emergencial remete à análise de que o convite a Júlio Arcoverde não é uma iniciativa comum. Se o compromisso do governador convocar suplentes é quebrado, fica evidente que frustra todos, principalmente B.Sá cujo esforço para eleger o filho não deu o resultado esperado. Sendo assim, não há porque recusar antecipar compromisso com a cúpula de seu partido para ver o filho no mandato de deputado.

O risco das velhas caras no governo Balançando até cair