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A história mal contada: a enfermeira é vítima!

No dia 08 de janeiro de 2021, o portal CidadeVerde.com veiculou uma matéria "espetaculosa " com o seguinte título: "Enfermeira joga panelas com água quente no ex-marido em Teresina", porém, agora a jornalista vem colocar os pingos nos "is", e relatar a verdade dos fatos por trás da história sensacionalista!

O casal teve dois filhos autistas (Foto: ilustrativa / reprodução internet)

Ademais, a forma como a matéria foi direcionada torna a enfermeira uma vilã, mas, na verdade, ela é a verdadeira vítima. Fui procurada para dar a versão crua do lamentável fato.

Atentai! 

O casal teve dois filhos autistas, que dão bastante trabalho. Um deles em altíssimo grau, que precisa ser controlado, diariamente, porque é um menino grande e forte, às vezes, bate e morde a mãe.

Quando houve a separação do casal, a enfermeira ficou com os meninos e ele o ônus de pagar uma pensão de R$ 800 reais, e ela (com os filhos) ganhou o direito de morar na casa por três anos. 

Ele (pai) só tinha a obrigação de pegar os meninos um vez por semana, para passar o dia com ele e depois devolvia. O pai das crianças casou novamente, até aí, tudo bem, se não fosse a animosidade contraída com a mãe dos garotos e a nova esposa.

Eles (segundo fonte) sempre estão, em pé de guerra, e denunciam a enfermeira nas delegacias. Será hobby?

Resultado, depois do novo casamento, ele (o pai) começou a não ir buscar os meninos para passar o dia, pois, dão trabalho demais. E recentemente, o pai, entrou na justiça para reduzir a pensão ao valor de R$ 500 e retirou os meninos do plano de saúde, PLANTA/IASPI, sem nem informar a enfermeira que tinha feito isso. 

Quando questionado, disse que ela tinha que pagar o plano deles com o dinheiro da pensão. 

Um dos meninos precisou do plano de saúde e não teve que fazer particular um exame caríssimo. Ele chegou a denunciar ela na delegacia porque ela estava dando canabidiol (muito eficaz por sinal!) para o menino, porque era o único remédio que controlava o garoto, mas depois aceitou que ele tomasse. No dia em que o fato aconteceu, ela recebeu uma ligação do avô dos meninos perguntando se o médico tinha aumentado a dose do remédio do garoto, já que a criança passava o dia todo dormindo, não brincava, nem mesmo se alimentava, pois não conseguia.

Nesse dia, ela conferiu a medicação e percebeu que, em vez de um remédio, ele estava dando a dose em dobro para o menino, segundo ela, para não ter que cuidar dele. Só pra cumprir a obrigação de estar um dia com ele. Ao contrário, do que diz a reportagem, ela não é agressiva, não premeditou jogar água quente nele. 

Ele é um cara violento, grande e foi a forma que ela arrumou de se defender dele, segundo a enfermeira. Ter que jogar a água que estava fervendo para fazer o macarrão, porque ele avançou nela, quando ela questionou sobre o medicamento de dose aumentada e sobre os maus-tratos quanto à criança, que passava o dia dormindo sem se alimentar. Já que estava totalmente drogado.

Essa é a versão da história, e nesse caso, a enfermeira e as crianças precisam de cuidados e não de matéria que só demonstra o machismo estrutural e a responsabilidade total em cima de uma mulher, em face de que não é fácil criar, as duras penas, duas crianças com autismo. 

Como diria o ditado "quem pariu Mateus, que o embale”, de forma igualitária, compartilhada e justa.

Os tempos são outros....

(Obs: fatos revelados pela mãe dos meninos).

Se liga! 

Nosso encontro agora será toda segunda-feira, às 16h, aqui no Portal AZ. Mande sugestões de pautas para minha página no Facebook: Carol Jericó. Até a próxima!

*Este artigo é de responsabilidade de Carol Jericó, não reflete, necessariamente, a opinião do Portal AZ.

No dia 08 de janeiro de 2021, o portal CidadeVerde.com veiculou uma matéria "espetaculosa " com o seguinte título: "Enfermeira joga panelas com água quente no ex-marido em Teresina", porém, agora a jornalista vem colocar os pingos nos "is", e relatar a verdade dos fatos por trás da história sensacionalista!

O casal teve dois filhos autistas (Foto: ilustrativa / reprodução internet)

Ademais, a forma como a matéria foi direcionada torna a enfermeira uma vilã, mas, na verdade, ela é a verdadeira vítima. Fui procurada para dar a versão crua do lamentável fato.

Atentai! 

O casal teve dois filhos autistas, que dão bastante trabalho. Um deles em altíssimo grau, que precisa ser controlado, diariamente, porque é um menino grande e forte, às vezes, bate e morde a mãe.

Quando houve a separação do casal, a enfermeira ficou com os meninos e ele o ônus de pagar uma pensão de R$ 800 reais, e ela (com os filhos) ganhou o direito de morar na casa por três anos. 

Ele (pai) só tinha a obrigação de pegar os meninos um vez por semana, para passar o dia com ele e depois devolvia. O pai das crianças casou novamente, até aí, tudo bem, se não fosse a animosidade contraída com a mãe dos garotos e a nova esposa.

Eles (segundo fonte) sempre estão, em pé de guerra, e denunciam a enfermeira nas delegacias. Será hobby?

Resultado, depois do novo casamento, ele (o pai) começou a não ir buscar os meninos para passar o dia, pois, dão trabalho demais. E recentemente, o pai, entrou na justiça para reduzir a pensão ao valor de R$ 500 e retirou os meninos do plano de saúde, PLANTA/IASPI, sem nem informar a enfermeira que tinha feito isso. 

Quando questionado, disse que ela tinha que pagar o plano deles com o dinheiro da pensão. 

Um dos meninos precisou do plano de saúde e não teve que fazer particular um exame caríssimo. Ele chegou a denunciar ela na delegacia porque ela estava dando canabidiol (muito eficaz por sinal!) para o menino, porque era o único remédio que controlava o garoto, mas depois aceitou que ele tomasse. No dia em que o fato aconteceu, ela recebeu uma ligação do avô dos meninos perguntando se o médico tinha aumentado a dose do remédio do garoto, já que a criança passava o dia todo dormindo, não brincava, nem mesmo se alimentava, pois não conseguia.

Nesse dia, ela conferiu a medicação e percebeu que, em vez de um remédio, ele estava dando a dose em dobro para o menino, segundo ela, para não ter que cuidar dele. Só pra cumprir a obrigação de estar um dia com ele. Ao contrário, do que diz a reportagem, ela não é agressiva, não premeditou jogar água quente nele. 

Ele é um cara violento, grande e foi a forma que ela arrumou de se defender dele, segundo a enfermeira. Ter que jogar a água que estava fervendo para fazer o macarrão, porque ele avançou nela, quando ela questionou sobre o medicamento de dose aumentada e sobre os maus-tratos quanto à criança, que passava o dia dormindo sem se alimentar. Já que estava totalmente drogado.

Essa é a versão da história, e nesse caso, a enfermeira e as crianças precisam de cuidados e não de matéria que só demonstra o machismo estrutural e a responsabilidade total em cima de uma mulher, em face de que não é fácil criar, as duras penas, duas crianças com autismo. 

Como diria o ditado "quem pariu Mateus, que o embale”, de forma igualitária, compartilhada e justa.

Os tempos são outros....

(Obs: fatos revelados pela mãe dos meninos).

Se liga! 

Nosso encontro agora será toda segunda-feira, às 16h, aqui no Portal AZ. Mande sugestões de pautas para minha página no Facebook: Carol Jericó. Até a próxima!

*Este artigo é de responsabilidade de Carol Jericó, não reflete, necessariamente, a opinião do Portal AZ.

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