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É isso aí, pô! Adeus!

Em uma análise sobre o governo caótico de Bolsonaro, o jornalista e cientista político Rodrigo de Almeida faz, em síntese, um relato do “perfil psíquico desastrado” do atual presidente: (...) “A retórica violenta, desrespeitosa, anti-institucional e destruidora de Bolsonaro é ameaça real também porque alimenta, incentiva e legitima ações concretas. E o faz de dois modos: um é simbólico; o outro, prático. O efeito simbólico é o elementar: um presidente da República, mesmo limitado, não deixa de ser, pela força do cargo, um farol que ilumina e aponta caminhos, rumos, tendências, faz o país se movimentar, induz mudanças, promove recuos, acelera avanços. Quando pesa a mão (ou a fala) contra minorias, contra a imprensa, contra movimentos cívicos, contra direitos, contra instituições e contra premissas básicas de liberdade e democracia, o presidente estimula uma cultura que se opõe a tudo isso – daí a força de destruição que pode ser avassaladora” (...).

“(...) Nem doença mental justificaria o ataque ameaçador ao que Bolsonaro representa hoje às instituições e à democracia brasileira. Como ouço de gente sábia e combativa, todos os limites retóricos já foram ultrapassados” (...) – reforça o jornalista.

Por último, mostrando-se um indivíduo ingrato, insincero, despreparado, indigno e indecoroso, atacou com extrema virulência o partido (PSL) que o recebeu de braços abertos para se eleger presidente do Brasil. Uma sandice sem parâmetros, surpreendente!

Sob o título “PSL, hoje eu escrevi uma carta de despedida. Vou te esquecer”, José Roberto Torero Fernandes Jr., jornalista, escritor e cineasta, publica artigo e faz a seguinte análise:

“Diário, hoje eu escrevi uma carta de despedida. Ficou assim:

“Quando a gente começou, você era tudo pra mim. Você me recebeu de braços abertos, não se importou com meus defeitos, não reclamou do meu jeito meio estúpido de ser.

“Eu pensei que nós tínhamos sido feitos um para o outro. Você aceitou meus filhos como se fossem seus. E juntos nós fizemos coisas loucas. Chegamos ao ápice, ao cume, ao cúmulo, onde ninguém imaginava que a gente chegaria.

“Mas nada dura para sempre. E as brigas começaram. Você dizia que sem você eu não seria ninguém. Eu dizia que sem mim você não seria nada.

“Para piorar, você começou a implicar com meus garotos. E, poxa, eu simpatizo com eles. Até com aquele meio esquisito.
“Você começou a ser um fardo pra mim. Falavam mal de você. Assim, se eu estava do seu lado, diziam que eu não podia ser grande coisa.

“Pouco a pouco a gente foi se afastando. Antes, você me apoiava 100%. Hoje em dia não é mais assim. Eu sinto que há uma divisão. Parte de você acredita em mim. Parte de você já não me quer mais.

“Enfim, acho que não dá mais para nós ficarmos juntos. O melhor é ir cada um para o seu lado. Vamos acabar com tudo. Só precisamos escolher a hora certa pra nós dois. Pra que ter prejuízo com uma separação, não é?

“De qualquer modo, a verdade é que nosso amor já terminou, PSL.

“Foi por isso que hoje, na saída do Palácio da Alvorada, eu falei para um garoto: “Esquece o PSL”. O moleque ainda insistiu e fez uma selfie dizendo: “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife!”. Mas eu falei: “Esquece esse cara, esquece o partido.”

“É isso que eu vou fazer, PSL. Vou te esquecer, assim como esqueci o PDC, o PP, o PPR, o PPB, o PTB, o PFL e o PSC.

“Sei que você vai me acusar, dizendo que eu te usei, assim como usei todos os que vieram antes de ti. Eu vou responder: é isso aí, pô. Adeus.”

Em uma análise sobre o governo caótico de Bolsonaro, o jornalista e cientista político Rodrigo de Almeida faz, em síntese, um relato do “perfil psíquico desastrado” do atual presidente: (...) “A retórica violenta, desrespeitosa, anti-institucional e destruidora de Bolsonaro é ameaça real também porque alimenta, incentiva e legitima ações concretas. E o faz de dois modos: um é simbólico; o outro, prático. O efeito simbólico é o elementar: um presidente da República, mesmo limitado, não deixa de ser, pela força do cargo, um farol que ilumina e aponta caminhos, rumos, tendências, faz o país se movimentar, induz mudanças, promove recuos, acelera avanços. Quando pesa a mão (ou a fala) contra minorias, contra a imprensa, contra movimentos cívicos, contra direitos, contra instituições e contra premissas básicas de liberdade e democracia, o presidente estimula uma cultura que se opõe a tudo isso – daí a força de destruição que pode ser avassaladora” (...).

“(...) Nem doença mental justificaria o ataque ameaçador ao que Bolsonaro representa hoje às instituições e à democracia brasileira. Como ouço de gente sábia e combativa, todos os limites retóricos já foram ultrapassados” (...) – reforça o jornalista.

Por último, mostrando-se um indivíduo ingrato, insincero, despreparado, indigno e indecoroso, atacou com extrema virulência o partido (PSL) que o recebeu de braços abertos para se eleger presidente do Brasil. Uma sandice sem parâmetros, surpreendente!

Sob o título “PSL, hoje eu escrevi uma carta de despedida. Vou te esquecer”, José Roberto Torero Fernandes Jr., jornalista, escritor e cineasta, publica artigo e faz a seguinte análise:

“Diário, hoje eu escrevi uma carta de despedida. Ficou assim:

“Quando a gente começou, você era tudo pra mim. Você me recebeu de braços abertos, não se importou com meus defeitos, não reclamou do meu jeito meio estúpido de ser.

“Eu pensei que nós tínhamos sido feitos um para o outro. Você aceitou meus filhos como se fossem seus. E juntos nós fizemos coisas loucas. Chegamos ao ápice, ao cume, ao cúmulo, onde ninguém imaginava que a gente chegaria.

“Mas nada dura para sempre. E as brigas começaram. Você dizia que sem você eu não seria ninguém. Eu dizia que sem mim você não seria nada.

“Para piorar, você começou a implicar com meus garotos. E, poxa, eu simpatizo com eles. Até com aquele meio esquisito.
“Você começou a ser um fardo pra mim. Falavam mal de você. Assim, se eu estava do seu lado, diziam que eu não podia ser grande coisa.

“Pouco a pouco a gente foi se afastando. Antes, você me apoiava 100%. Hoje em dia não é mais assim. Eu sinto que há uma divisão. Parte de você acredita em mim. Parte de você já não me quer mais.

“Enfim, acho que não dá mais para nós ficarmos juntos. O melhor é ir cada um para o seu lado. Vamos acabar com tudo. Só precisamos escolher a hora certa pra nós dois. Pra que ter prejuízo com uma separação, não é?

“De qualquer modo, a verdade é que nosso amor já terminou, PSL.

“Foi por isso que hoje, na saída do Palácio da Alvorada, eu falei para um garoto: “Esquece o PSL”. O moleque ainda insistiu e fez uma selfie dizendo: “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife!”. Mas eu falei: “Esquece esse cara, esquece o partido.”

“É isso que eu vou fazer, PSL. Vou te esquecer, assim como esqueci o PDC, o PP, o PPR, o PPB, o PTB, o PFL e o PSC.

“Sei que você vai me acusar, dizendo que eu te usei, assim como usei todos os que vieram antes de ti. Eu vou responder: é isso aí, pô. Adeus.”

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