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Os ‘reais marginais’ do Brasil

Os poderosos e reais marginais da economia brasileira que financiaram a eleição de Jair Bolsonaro começam a recuar para flexibilizar o mais rápido possível o projeto neoliberal implantado por Paulo Guedes. Segundo Guilherme Benchimol, braço direito do Banco Itaú e mestre em especulação financeira, o Brasil poderá, em decorrência do coronavírus, ter mais de 40 milhões de desempregados logo agora a partir do segundo trimestre de 2020. Uma tragédia social anunciada e praticamente incontrolável.  A burguesia ligou o “botão vermelho”, temendo perder o controle político e ideológico da situação, um plano marginal instituído no início do atual governo para massacrar a classe média e os mais humildes do Brasil.

Após uma teleconferência empresarial, a saída de imediato seria, primeiro, mandar Guedes para casa e instituir no País o “Plano Marshall”, instituído nos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. Na época, a iniciativa recebeu o nome do Secretário de Estado americano, George Marshall.

O coronavírus fica conhecido no mundo inteiro como “vírus dos ricos”. No passado, pobres traziam as doenças de todos os lugares do mundo. Hoje, com a pandemia, a situação se inverteu. O vírus começou atacando os ricos de classe alta, que se encontram em verdadeiro pânico.

Inaceitavelmente, Brasil carrega o “jubiloso troféu” de segundo colocado entre os países com maior concentração de renda e de riqueza em escala planetária. Uma afronta aplaudida por idiotas e imbecis!

Com maioria de pobres, dados econômicos mundiais mostram que 206 bilionários do Brasil aumentaram suas fortunas em 230 bilhões de reais em 2019. Isso enquanto a economia ficou praticamente estagnada. Essas famílias bilionárias tinham uma fortuna, em 2012, de R$ 346 bilhões. Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, a fortuna subiu assustadoramente para 1 trilhão e 206 bilhões.

A crise de confiança no atual governo e a desvalorização do real frente ao dólar desafiam os ricos brasileiros, agora agravada com a turbulência dramática do coronavírus, a “maldição da nobreza”.

O que foi o Plano Marshall?

Em síntese, foi o Plano de Recuperação Europeia, programa de ajuda econômica dos Estados Unidos aos países da Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial. O objetivo do plano foi reconstruir economicamente os países europeus ocidentais que foram destruídos ou que sofreram perdas com a ocorrência da guerra.

Na época, liberou-se um aporte de US$ 18 bilhões de dólares aos europeus, utilizados para a reconstrução de edificações e indústrias, importação de alimentos e mercadorias industrializadas, bem como no financiamento da agricultura.

O Plano Marshall vigorou entre 1947 e 1951, sendo o principal motivo para o rápido arranque econômico dos países europeus. Os principais beneficiados foram a Inglaterra, a França e a Itália, entre os europeus, e os EUA, que conseguiram criar as instituições de fortalecimento da internacionalização dos capitais na segunda metade do século XX. O plano também serviu para criar as bases do chamado Estado de Bem-Estar Social.

Com a tragédia do coronavírus, nossa classe alta brasileira entendeu que não tem mais sentido o plano Paulo Guedes que tem asfixiado o nosso Bem-Estar Social. Da forma que o governo tenta instituir no nosso país, privilegiando ricos, a tragédia social tende a se agravar ainda mais com o Covid-19, deixando os ricos em constante pesadelo.

Com o vírus em ação e se agravando do ápice à base da pirâmide social, o mundo começa a compreender que não vale a pena espancar o Estado Social, comprovadamente a melhor forma de gerir uma sociedade em compartilhamento quando diante de uma grave crise sócio-econômica. O Estado Social é simples. É apenas um modo de organização no qual o Estado se encarrega de duas questões: promoção social e economia.

Com assunção ao poder dos dirigentes nacionais atuais, tentam de todas as formas retirar a participação do Estado da organização social, asfixiando o Bem-Estar das pessoas e das famílias em nome do liberalismo econômico, concedendo privilégios e grande espaço de influência aos ricos, uma ganância desenfreada. O que estamos assistindo atualmente no Brasil é uma orientação ideológica liberal e maior liberdade para o mercado, desregulamentando o Estado Social, do partilhar e do compartilhar que vigorou até bem pouco tempo.

Com a desgraça do vírus, nossa riqueza selvagem e devastadora entende agora que será um erro insistir com o liberalismo sem a intervenção do Estado no Bem-Estar Social. Começa-se, então, a se modular um novo pensamento de que políticas sociais não são gastos maléficos para a economia. O Plano Marshall vem mostrar como essa gente estava errada.

Lembrem-se, o sarampo, a malária, a varíola, a catapora, a febre amarela, a sífilis, a febre braba, a tuberculose, a lumbricoide, etc., etc. eram doenças de pobres. O Covi-19 não escolhe a cara, a cor e nem o dinheiro de ninguém!

O Covid-19 seria uma “punição divina”?

Pelo sim, pelo não, o certo é que o Estado de Bem-Estar Social brasileiro ganhou terreno com a crise da pandemia e o Brasil poderá, sim, voltar atrás para instituir uma ampla inclusão de cidadania, modelo de organização estatal que concede às pessoas e para todas as famílias os bens, os serviços públicos e direitos sociais necessários na educação, na saúde, no trabalho, na seguridade, ... Será, portanto, o caminho de volta. O mais benéfico na avaliação mundial diante do coronavírus.

Como diz Jessé Souza, com o plano de Paulo Gudes o 1% da nossa riqueza brasileira agora é dono do orçamento do Estado, fazendo tudo sem nenhum pudor. E que se dane o Estado de Bem-Estar Social!

São fatos e contra os quais não há argumento! O Plano Marshall vem trazer em si novamente o Estado de Bem-Estar Social perdido no Brasil nos últimos anos, chamado também de Estado Providência. A providência para assistir os desassistidos. Com isso, o Estado Neoliberal implantado hoje perde força com a crise. Constatou-se, enfim, que a maior parte dos países que investiram quantidades significativas do Produto Interno Bruto em políticas sociais possuem, hoje, elevado Índice de Desenvolvimento Humano desnudado pelo Covi-19.

“Se essa crise tem alguma coisa positiva, é mostrar a importância do Estado de Bem-Estar Social. O Brasil vinha desmontando o Estado, por isso a gente entra mal nessa crise. Quem tem um sistema de saúde pública como o SUS mapeia melhor o coronavírus. Os Estados Unidos não têm isso, vão sofrer mais”, diz a economista Esther Dweck, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O desmonte do nosso Estado Social foi iniciado por Michel Temer. E o governo Bolsonaro vem desmontando ainda mais o desenho social implantado pela Constituição de 1988. Tanto um como o outro são governos descompromissados com ajuda humanitária.

Com a pandemia, todos estão assombrados! Isso porque deixaram de fora do Bolsa Família mais de 5 milhões de pessoas que podiam, mas não recebem o benefício desde 2019. Com o coronavírus o governo resolveu ampliar a verba do programa a fim de atender mais gente. E mais outras iniciativas sociais do governo são e deverão ser incrementadas para salvar os mais humildes do Brasil, desgraçadamente ignorados e refutados pelo governo atual. Seria mesmo uma punição?

Bem, uma coisa é certa, o plano liberal do governo está à prova! Dessa vez ninguém escapa! Todos no mesmo barco, do rico ao pobre, do negro ao branco! “Quando vemos tantas desgraças e crises disseminadas pelo mundo inteiro, marcado pelo progresso, mas também pela injustiça, pela fome e pela miséria, por que não paramos para refletir melhor sobre os oásis remanescentes do Estado de Bem-Estar social?” – Luiz Flávio Gomes, jurista e ex-juiz.

Pela primeira vez, em 25 anos, o Brasil não atinge nenhuma meta de vacinação. É uma tragédia social o governo atual.

Um jornal suíço chamou Bolsonaro de “idiota mais perigoso do mundo. Ele não se importa se pode colocar em risco outras pessoas”. Uma faixa no Brasil foi estendida em Brasília pelos idiotas, imbecis e cretinos incentivados pelo tresloucado presidente: “Covid-19 pode vir. Estamos prontos para morrer pelo capitão”.

Os poderosos e reais marginais da economia brasileira que financiaram a eleição de Jair Bolsonaro começam a recuar para flexibilizar o mais rápido possível o projeto neoliberal implantado por Paulo Guedes. Segundo Guilherme Benchimol, braço direito do Banco Itaú e mestre em especulação financeira, o Brasil poderá, em decorrência do coronavírus, ter mais de 40 milhões de desempregados logo agora a partir do segundo trimestre de 2020. Uma tragédia social anunciada e praticamente incontrolável.  A burguesia ligou o “botão vermelho”, temendo perder o controle político e ideológico da situação, um plano marginal instituído no início do atual governo para massacrar a classe média e os mais humildes do Brasil.

Após uma teleconferência empresarial, a saída de imediato seria, primeiro, mandar Guedes para casa e instituir no País o “Plano Marshall”, instituído nos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. Na época, a iniciativa recebeu o nome do Secretário de Estado americano, George Marshall.

O coronavírus fica conhecido no mundo inteiro como “vírus dos ricos”. No passado, pobres traziam as doenças de todos os lugares do mundo. Hoje, com a pandemia, a situação se inverteu. O vírus começou atacando os ricos de classe alta, que se encontram em verdadeiro pânico.

Inaceitavelmente, Brasil carrega o “jubiloso troféu” de segundo colocado entre os países com maior concentração de renda e de riqueza em escala planetária. Uma afronta aplaudida por idiotas e imbecis!

Com maioria de pobres, dados econômicos mundiais mostram que 206 bilionários do Brasil aumentaram suas fortunas em 230 bilhões de reais em 2019. Isso enquanto a economia ficou praticamente estagnada. Essas famílias bilionárias tinham uma fortuna, em 2012, de R$ 346 bilhões. Em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, a fortuna subiu assustadoramente para 1 trilhão e 206 bilhões.

A crise de confiança no atual governo e a desvalorização do real frente ao dólar desafiam os ricos brasileiros, agora agravada com a turbulência dramática do coronavírus, a “maldição da nobreza”.

O que foi o Plano Marshall?

Em síntese, foi o Plano de Recuperação Europeia, programa de ajuda econômica dos Estados Unidos aos países da Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial. O objetivo do plano foi reconstruir economicamente os países europeus ocidentais que foram destruídos ou que sofreram perdas com a ocorrência da guerra.

Na época, liberou-se um aporte de US$ 18 bilhões de dólares aos europeus, utilizados para a reconstrução de edificações e indústrias, importação de alimentos e mercadorias industrializadas, bem como no financiamento da agricultura.

O Plano Marshall vigorou entre 1947 e 1951, sendo o principal motivo para o rápido arranque econômico dos países europeus. Os principais beneficiados foram a Inglaterra, a França e a Itália, entre os europeus, e os EUA, que conseguiram criar as instituições de fortalecimento da internacionalização dos capitais na segunda metade do século XX. O plano também serviu para criar as bases do chamado Estado de Bem-Estar Social.

Com a tragédia do coronavírus, nossa classe alta brasileira entendeu que não tem mais sentido o plano Paulo Guedes que tem asfixiado o nosso Bem-Estar Social. Da forma que o governo tenta instituir no nosso país, privilegiando ricos, a tragédia social tende a se agravar ainda mais com o Covid-19, deixando os ricos em constante pesadelo.

Com o vírus em ação e se agravando do ápice à base da pirâmide social, o mundo começa a compreender que não vale a pena espancar o Estado Social, comprovadamente a melhor forma de gerir uma sociedade em compartilhamento quando diante de uma grave crise sócio-econômica. O Estado Social é simples. É apenas um modo de organização no qual o Estado se encarrega de duas questões: promoção social e economia.

Com assunção ao poder dos dirigentes nacionais atuais, tentam de todas as formas retirar a participação do Estado da organização social, asfixiando o Bem-Estar das pessoas e das famílias em nome do liberalismo econômico, concedendo privilégios e grande espaço de influência aos ricos, uma ganância desenfreada. O que estamos assistindo atualmente no Brasil é uma orientação ideológica liberal e maior liberdade para o mercado, desregulamentando o Estado Social, do partilhar e do compartilhar que vigorou até bem pouco tempo.

Com a desgraça do vírus, nossa riqueza selvagem e devastadora entende agora que será um erro insistir com o liberalismo sem a intervenção do Estado no Bem-Estar Social. Começa-se, então, a se modular um novo pensamento de que políticas sociais não são gastos maléficos para a economia. O Plano Marshall vem mostrar como essa gente estava errada.

Lembrem-se, o sarampo, a malária, a varíola, a catapora, a febre amarela, a sífilis, a febre braba, a tuberculose, a lumbricoide, etc., etc. eram doenças de pobres. O Covi-19 não escolhe a cara, a cor e nem o dinheiro de ninguém!

O Covid-19 seria uma “punição divina”?

Pelo sim, pelo não, o certo é que o Estado de Bem-Estar Social brasileiro ganhou terreno com a crise da pandemia e o Brasil poderá, sim, voltar atrás para instituir uma ampla inclusão de cidadania, modelo de organização estatal que concede às pessoas e para todas as famílias os bens, os serviços públicos e direitos sociais necessários na educação, na saúde, no trabalho, na seguridade, ... Será, portanto, o caminho de volta. O mais benéfico na avaliação mundial diante do coronavírus.

Como diz Jessé Souza, com o plano de Paulo Gudes o 1% da nossa riqueza brasileira agora é dono do orçamento do Estado, fazendo tudo sem nenhum pudor. E que se dane o Estado de Bem-Estar Social!

São fatos e contra os quais não há argumento! O Plano Marshall vem trazer em si novamente o Estado de Bem-Estar Social perdido no Brasil nos últimos anos, chamado também de Estado Providência. A providência para assistir os desassistidos. Com isso, o Estado Neoliberal implantado hoje perde força com a crise. Constatou-se, enfim, que a maior parte dos países que investiram quantidades significativas do Produto Interno Bruto em políticas sociais possuem, hoje, elevado Índice de Desenvolvimento Humano desnudado pelo Covi-19.

“Se essa crise tem alguma coisa positiva, é mostrar a importância do Estado de Bem-Estar Social. O Brasil vinha desmontando o Estado, por isso a gente entra mal nessa crise. Quem tem um sistema de saúde pública como o SUS mapeia melhor o coronavírus. Os Estados Unidos não têm isso, vão sofrer mais”, diz a economista Esther Dweck, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O desmonte do nosso Estado Social foi iniciado por Michel Temer. E o governo Bolsonaro vem desmontando ainda mais o desenho social implantado pela Constituição de 1988. Tanto um como o outro são governos descompromissados com ajuda humanitária.

Com a pandemia, todos estão assombrados! Isso porque deixaram de fora do Bolsa Família mais de 5 milhões de pessoas que podiam, mas não recebem o benefício desde 2019. Com o coronavírus o governo resolveu ampliar a verba do programa a fim de atender mais gente. E mais outras iniciativas sociais do governo são e deverão ser incrementadas para salvar os mais humildes do Brasil, desgraçadamente ignorados e refutados pelo governo atual. Seria mesmo uma punição?

Bem, uma coisa é certa, o plano liberal do governo está à prova! Dessa vez ninguém escapa! Todos no mesmo barco, do rico ao pobre, do negro ao branco! “Quando vemos tantas desgraças e crises disseminadas pelo mundo inteiro, marcado pelo progresso, mas também pela injustiça, pela fome e pela miséria, por que não paramos para refletir melhor sobre os oásis remanescentes do Estado de Bem-Estar social?” – Luiz Flávio Gomes, jurista e ex-juiz.

Pela primeira vez, em 25 anos, o Brasil não atinge nenhuma meta de vacinação. É uma tragédia social o governo atual.

Um jornal suíço chamou Bolsonaro de “idiota mais perigoso do mundo. Ele não se importa se pode colocar em risco outras pessoas”. Uma faixa no Brasil foi estendida em Brasília pelos idiotas, imbecis e cretinos incentivados pelo tresloucado presidente: “Covid-19 pode vir. Estamos prontos para morrer pelo capitão”.

Brasil, nunca mais! Pilares da sociedade abalados