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Bem-Estar Social x Vírus da Morte

O “vírus dos ricos”, também conhecido no mundo inteiro como “vírus da morte”, encontrou no Brasil um ambiente propício para se propagar, com a sociedade com sua classe alta insensível, mergulhada no ódio,  e as classes média e baixa alquebradas, fragilizadas, debilitadas com a imposição goela abaixo de um desmonte social severo iniciado por Michel Temer.

Ao Brasil resta a oportunidade ímpar para refletir sobre nosso bem-estar social. Nenhuma sociedade séria se mantém em pé levando em conta somente princípios econômicos, muitos dos quais inconfessáveis e extremamente maléficos para uma sobrevivência solidária.

O “vírus da morte” tem mostrado ao mundo que tanto nos Estados Unidos como na Europa, passando pelo continente asiático, o bem-estar social dessas civilizações simplesmente inexiste. De que nas partes do mundo infectadas não há uma rede social eficiente e confiável para proteger pessoas e famílias excluídas do liberalismo econômico.

Com visão cega e voltada apenas para a economia do lucro, da vantagem financeira, desde o governo Temer que o Brasil tem desafiado a lógica natural das coisas e enfraquecido a nossa rede de proteção social, alçando-a em segundo plano. No governo Bolsonaro, então, as ações foram impiedosas para alquebrar nosso bem-estar social, atingindo em cheio as classes média e baixa para beneficiar e proteger os afortunados da nação.

Temer assumiu o comando do país em 31 de agosto de 2016, iniciando daí uma “tragédia” social. O ex-presidente colocou nossa economia em processo de evidente estagnação para atender o liberalismo econômico, a finalidade do mercantilismo e a acumulação de riquezas em detrimento do social. A renda do brasileiro desabou e não consegue mais recuperar-se frente à ineficiência econômica.

Logo nos primeiros dias de governo Bolsonaro, extinguiu-se o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Um dos objetivos primordiais do conselho era elaborar políticas de combate à fome. Quando funcionou, um relatório do “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe”, divulgado por instituições ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), apurou que o Brasil estava fora do “Mapa da Fome”. Porém, nada disso interessa aos ricos. Os mesmos que, segundo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, trouxeram o “vírus da morte” para nos infernizar.

Temer e Bolsonaro, cada um a seu modo e com suas respectivas maldades, aprovaram duas reformas trabalhistas sob a justificativa de modernizar as relações de trabalho e gerar empregos. Até hoje nada disso se concretizou na prática. Pelo contrário, o Brasil aumentou seu índice de desemprego.

Para agravar ainda mais a situação, Bolsonaro e Paulo Guedes implementaram uma desumana evasão dos maiores salários de contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para o cientista social Rodrigo Marcelino, a Reforma da Previdência de Bolsonaro possui uma série de impactos negativos. Um deles, a negação e a fragilização da aposentadoria como principal fonte de renda de muitas famílias brasileiras. Com o desmonte previdenciário, o poder de compra despencou, fazendo diminuir a geração de renda, máxime entre famílias da base da pirâmide social.

Em uma reflexão criteriosa e sincera, hoje, com a crise do “vírus dos ricos”, podemos verificar, à saciedade, que houve por parte de Temer e Bolsonaro um forte e perverso sucateamento da saúde pública, ao ‘congelar-se’ por 20 anos a proteção da rede social, impondo uma desvinculação orçamentária que acaba com todos os investimentos obrigatórios para salvar a vida das pessoas. Tanto que com a crise do coronavírus querem criar um orçamento paralelo para suprir erros.

Em um futuro bem próximo, haveremos de convir que com Bolsonaro e Paulo Guedes é muito difícil o Brasil criar um ambiente favorável e confiável para minimizar essa devastação social. Porque o Brasil precisa com urgência revisar a maneira como enxerga o Estado-Social.

Vencido o vírus, precisamos acabar com o mentiroso e o falso argumento de que reforma trabalhista, previdenciária, tributária e administrativa alavancam o desenvolvimento para gerar empregos. Nada disso! É conversar fiada para beneficiar cada vez mais os ricos. Se não incluir o bem-estar social como investimento na economia brasileira ficaremos no mesmo lugar, correndo outro sério risco para hospedar um outro vírus e ter muita dificuldade para enfrentá-lo.

O certo é que os nossos liberais, a riqueza insensível que prega um Estado sem proteção social tem se apavorado com o vírus. Não é para menos, porque sempre praticaram o despudor para com os mais desprotegidos. Que rezem, porque se o “vírus dos ricos” descer a ladeira rumo a periferia excluída pela ganância será um “Deus nos acuda!”

Mais do que nunca, o Brasil precisa ser refundado. Não com Bolsonaro, claro! Não tem instrução educacional e nem postura moral para tanto. Precisaremos de um cidadão com sentimentos nobres para que o bem-estar social seja um parceiro e não um inimigo da Nação. Que se faça equilibrá-lo ao lado de novas e eficientes diretrizes econômicas, salvaguardando interesses da sociedade como um todo, não apenas aqueles voltados para a riqueza brasileira.

Na reflexão do cientista político William Nozaki, “num eventual retorno das forças progressistas ao Estado vamos ter de exercer a criatividade institucional para reorganizar a maneira como o Estado pode reorientar a um projeto de crescimento e de desenvolvimento econômico, pois não vamos dispor dos instrumentos anteriores”.

Precisamos, portanto, de um projeto de salvação social antes que Bolsonaro leve o Brasil para o lamaçal da história. “(..) Uma fera enjaulada na própria ignorância, certo de que será salvo do desastre pelos imbecis que o seguem, esses brasileiros frustrados e desumanizados que odeiam a ciência, a razão e, primordialmente, a si mesmos. Da boca disforme, lotada de atrabílis, não saem somente impropérios e piadas podres, como de costume. Acuado, o capitão dispara, agora, ameaças como perdigotos. Um psicopata delirante cuja razão de viver é construir cenários de morte e, claro, servir aos Estados Unidos, dando forma humana e caricatural a um capacho comum. Conta com a oligarquia apodrecida que o vê como uma marionete de ocasião. E com a manada desprovida de senso crítico: fanáticos religiosos, remediados, iletrados, medíocres e idiotas, em geral. Que seu fim chegue logo” (jornalista Leandro Fortes).

Vamos nos prevenir, porque o vírus chegou para um “ajuste de contas” com todos. Sem escolher cara e nem posição social para nos mostrar que o discurso dessa gente é mentiroso. Não será vingança, mas inclemência!

O “vírus dos ricos”, também conhecido no mundo inteiro como “vírus da morte”, encontrou no Brasil um ambiente propício para se propagar, com a sociedade com sua classe alta insensível, mergulhada no ódio,  e as classes média e baixa alquebradas, fragilizadas, debilitadas com a imposição goela abaixo de um desmonte social severo iniciado por Michel Temer.

Ao Brasil resta a oportunidade ímpar para refletir sobre nosso bem-estar social. Nenhuma sociedade séria se mantém em pé levando em conta somente princípios econômicos, muitos dos quais inconfessáveis e extremamente maléficos para uma sobrevivência solidária.

O “vírus da morte” tem mostrado ao mundo que tanto nos Estados Unidos como na Europa, passando pelo continente asiático, o bem-estar social dessas civilizações simplesmente inexiste. De que nas partes do mundo infectadas não há uma rede social eficiente e confiável para proteger pessoas e famílias excluídas do liberalismo econômico.

Com visão cega e voltada apenas para a economia do lucro, da vantagem financeira, desde o governo Temer que o Brasil tem desafiado a lógica natural das coisas e enfraquecido a nossa rede de proteção social, alçando-a em segundo plano. No governo Bolsonaro, então, as ações foram impiedosas para alquebrar nosso bem-estar social, atingindo em cheio as classes média e baixa para beneficiar e proteger os afortunados da nação.

Temer assumiu o comando do país em 31 de agosto de 2016, iniciando daí uma “tragédia” social. O ex-presidente colocou nossa economia em processo de evidente estagnação para atender o liberalismo econômico, a finalidade do mercantilismo e a acumulação de riquezas em detrimento do social. A renda do brasileiro desabou e não consegue mais recuperar-se frente à ineficiência econômica.

Logo nos primeiros dias de governo Bolsonaro, extinguiu-se o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Um dos objetivos primordiais do conselho era elaborar políticas de combate à fome. Quando funcionou, um relatório do “Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe”, divulgado por instituições ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), apurou que o Brasil estava fora do “Mapa da Fome”. Porém, nada disso interessa aos ricos. Os mesmos que, segundo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, trouxeram o “vírus da morte” para nos infernizar.

Temer e Bolsonaro, cada um a seu modo e com suas respectivas maldades, aprovaram duas reformas trabalhistas sob a justificativa de modernizar as relações de trabalho e gerar empregos. Até hoje nada disso se concretizou na prática. Pelo contrário, o Brasil aumentou seu índice de desemprego.

Para agravar ainda mais a situação, Bolsonaro e Paulo Guedes implementaram uma desumana evasão dos maiores salários de contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Para o cientista social Rodrigo Marcelino, a Reforma da Previdência de Bolsonaro possui uma série de impactos negativos. Um deles, a negação e a fragilização da aposentadoria como principal fonte de renda de muitas famílias brasileiras. Com o desmonte previdenciário, o poder de compra despencou, fazendo diminuir a geração de renda, máxime entre famílias da base da pirâmide social.

Em uma reflexão criteriosa e sincera, hoje, com a crise do “vírus dos ricos”, podemos verificar, à saciedade, que houve por parte de Temer e Bolsonaro um forte e perverso sucateamento da saúde pública, ao ‘congelar-se’ por 20 anos a proteção da rede social, impondo uma desvinculação orçamentária que acaba com todos os investimentos obrigatórios para salvar a vida das pessoas. Tanto que com a crise do coronavírus querem criar um orçamento paralelo para suprir erros.

Em um futuro bem próximo, haveremos de convir que com Bolsonaro e Paulo Guedes é muito difícil o Brasil criar um ambiente favorável e confiável para minimizar essa devastação social. Porque o Brasil precisa com urgência revisar a maneira como enxerga o Estado-Social.

Vencido o vírus, precisamos acabar com o mentiroso e o falso argumento de que reforma trabalhista, previdenciária, tributária e administrativa alavancam o desenvolvimento para gerar empregos. Nada disso! É conversar fiada para beneficiar cada vez mais os ricos. Se não incluir o bem-estar social como investimento na economia brasileira ficaremos no mesmo lugar, correndo outro sério risco para hospedar um outro vírus e ter muita dificuldade para enfrentá-lo.

O certo é que os nossos liberais, a riqueza insensível que prega um Estado sem proteção social tem se apavorado com o vírus. Não é para menos, porque sempre praticaram o despudor para com os mais desprotegidos. Que rezem, porque se o “vírus dos ricos” descer a ladeira rumo a periferia excluída pela ganância será um “Deus nos acuda!”

Mais do que nunca, o Brasil precisa ser refundado. Não com Bolsonaro, claro! Não tem instrução educacional e nem postura moral para tanto. Precisaremos de um cidadão com sentimentos nobres para que o bem-estar social seja um parceiro e não um inimigo da Nação. Que se faça equilibrá-lo ao lado de novas e eficientes diretrizes econômicas, salvaguardando interesses da sociedade como um todo, não apenas aqueles voltados para a riqueza brasileira.

Na reflexão do cientista político William Nozaki, “num eventual retorno das forças progressistas ao Estado vamos ter de exercer a criatividade institucional para reorganizar a maneira como o Estado pode reorientar a um projeto de crescimento e de desenvolvimento econômico, pois não vamos dispor dos instrumentos anteriores”.

Precisamos, portanto, de um projeto de salvação social antes que Bolsonaro leve o Brasil para o lamaçal da história. “(..) Uma fera enjaulada na própria ignorância, certo de que será salvo do desastre pelos imbecis que o seguem, esses brasileiros frustrados e desumanizados que odeiam a ciência, a razão e, primordialmente, a si mesmos. Da boca disforme, lotada de atrabílis, não saem somente impropérios e piadas podres, como de costume. Acuado, o capitão dispara, agora, ameaças como perdigotos. Um psicopata delirante cuja razão de viver é construir cenários de morte e, claro, servir aos Estados Unidos, dando forma humana e caricatural a um capacho comum. Conta com a oligarquia apodrecida que o vê como uma marionete de ocasião. E com a manada desprovida de senso crítico: fanáticos religiosos, remediados, iletrados, medíocres e idiotas, em geral. Que seu fim chegue logo” (jornalista Leandro Fortes).

Vamos nos prevenir, porque o vírus chegou para um “ajuste de contas” com todos. Sem escolher cara e nem posição social para nos mostrar que o discurso dessa gente é mentiroso. Não será vingança, mas inclemência!

Art. 142 e recuo de Ives Gandra O fim da arrogância econômica