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Ditadura da Toga

Tempos sombrios os que estamos vivendo. As liberdades de imprensa e de expressão sob constante ameaças do Judiciário. A perseguição a jornalistas investigativos no Brasil chegam às raias do absurdo. O stablishment não quer que a sociedade tenha acesso aos seus malfeitos, especialmente no que diz respeito à rapinagem de recursos públicos. Daí a caça aos jornalistas!

Antes, as supostas “vítimas” da imprensa, via de regra, gente rica e influente, era que processavam os jornalistas. Hoje, o Judiciário é que toma a iniciativa de censurar a imprensa e mandar prender jornalistas, sem o devido processo legal.

Prende-se para investigar, em processos que tramitam e são concluídos em menos de 24 horas. Isso chega a ser espantoso, afinal processos criminais chegam a dormir nas gavetas dos tribunais por mais de 10 anos, sem julgamento.

Tinha razão Rui Barbosa ao dizer que a pior ditadura era a do Judiciário, pois dela não se tem a quem recorrer. Vivemos a Ditadura da Toga, com prisões arbitrárias de políticos, jornalistas e blogueiros pelo STF.

O mau exemplo da Suprema Corte repercute nos tribunais estaduais que, em muitos casos, se transformaram em tribunais de inquisição. Muitos togados incorporaram o espírito de Torquemada e são impiedosos no julgamento de profissionais de imprensa, que ousam desafinar o coro dos contentes.

No Piauí, as vítimas da vez são os jornalistas Arimatéia Azevedo, Carol Jericó e Petrus Evelim. Este último é editor do portal O Piauiense e autor da denúncia da farra de contracheques na Assembleia Legislativa do Estado, onde até ex-governador aparece como lagarta na folha de pagamento.

O que os três têm em comum é a coragem de fazer jornalismo de verdade, coisa rara em nossos dias em que predomina o jornalismo amestrado e obsequioso, para não dizer chapa branca.

Acusa-se Arimatéia Azevedo de tantas coisas, não comprovadas, mas a verdade é que esse profissional sofre uma perseguição implacável, não por eventuais erros que tenha cometido, mas pelo destemor de denunciar gente poderosa nas três esferas de poder.

O dono do Portal AZ é vítima de uma vingança.

Vergonhoso é o silêncio covarde da maioria de seus colegas de profissão, mas é compreensível isso. Uma parte deles tem inveja do talento e da coragem de Ari, enquanto outros acham que fazer jornalismo é puxar saco de patrões e autoridades.

Resistir a esse estado de coisas e lutar, sem temor, pela liberdade de imprensa e de expressão é dever de todos que zelam pelo exercício da profissão e, principalmente, da sociedade que é a beneficiária da prática do bom jornalismo.

Viva a liberdade de imprensa e de expressão!
 

Tempos sombrios os que estamos vivendo. As liberdades de imprensa e de expressão sob constante ameaças do Judiciário. A perseguição a jornalistas investigativos no Brasil chegam às raias do absurdo. O stablishment não quer que a sociedade tenha acesso aos seus malfeitos, especialmente no que diz respeito à rapinagem de recursos públicos. Daí a caça aos jornalistas!

Antes, as supostas “vítimas” da imprensa, via de regra, gente rica e influente, era que processavam os jornalistas. Hoje, o Judiciário é que toma a iniciativa de censurar a imprensa e mandar prender jornalistas, sem o devido processo legal.

Prende-se para investigar, em processos que tramitam e são concluídos em menos de 24 horas. Isso chega a ser espantoso, afinal processos criminais chegam a dormir nas gavetas dos tribunais por mais de 10 anos, sem julgamento.

Tinha razão Rui Barbosa ao dizer que a pior ditadura era a do Judiciário, pois dela não se tem a quem recorrer. Vivemos a Ditadura da Toga, com prisões arbitrárias de políticos, jornalistas e blogueiros pelo STF.

O mau exemplo da Suprema Corte repercute nos tribunais estaduais que, em muitos casos, se transformaram em tribunais de inquisição. Muitos togados incorporaram o espírito de Torquemada e são impiedosos no julgamento de profissionais de imprensa, que ousam desafinar o coro dos contentes.

No Piauí, as vítimas da vez são os jornalistas Arimatéia Azevedo, Carol Jericó e Petrus Evelim. Este último é editor do portal O Piauiense e autor da denúncia da farra de contracheques na Assembleia Legislativa do Estado, onde até ex-governador aparece como lagarta na folha de pagamento.

O que os três têm em comum é a coragem de fazer jornalismo de verdade, coisa rara em nossos dias em que predomina o jornalismo amestrado e obsequioso, para não dizer chapa branca.

Acusa-se Arimatéia Azevedo de tantas coisas, não comprovadas, mas a verdade é que esse profissional sofre uma perseguição implacável, não por eventuais erros que tenha cometido, mas pelo destemor de denunciar gente poderosa nas três esferas de poder.

O dono do Portal AZ é vítima de uma vingança.

Vergonhoso é o silêncio covarde da maioria de seus colegas de profissão, mas é compreensível isso. Uma parte deles tem inveja do talento e da coragem de Ari, enquanto outros acham que fazer jornalismo é puxar saco de patrões e autoridades.

Resistir a esse estado de coisas e lutar, sem temor, pela liberdade de imprensa e de expressão é dever de todos que zelam pelo exercício da profissão e, principalmente, da sociedade que é a beneficiária da prática do bom jornalismo.

Viva a liberdade de imprensa e de expressão!
 

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