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A grande tragédia nunca deverá ser esquecida!

Hoje faz 11 anos da tragédia que matou nove pessoas, desalojou duas mil famílias, arrasou a economia rural de uma vasta região do município piauiense de Cocal. Trata-se do rompimento da Barragem de Algodões, que represava o rio Pirangi.

Barragem de Algodões (Foto: João Passos)

Sobre isso, reproduzimos um texto do historiador João Passos, um dos maiores conhecedores da História de Cocal:

No dia 27 de maio de 2009, ocorreu um dos maiores desastres da história do Piauí: o rompimento da Barragem Algodões I, localizada no município de Cocal. Águas partindo em uma onda que chegou a 10 metros de altura arrastaram tudo que encontraram pela frente, desde árvores, postes, pedras, casas, animais e pessoas. Pelo menos 11 localidades rurais foram totalmente destruídas. 

(Foto: João Passos)

Além de Cocal, a cidade de Buriti dos Lopes foi atingida, sem contar trecho da BR-343, que, liga os municípios de Parnaíba e Luís Correia ao restante do Piauí.  Foram contabilizadas mais de duas mil famílias desalojadas e prejuízos irreparáveis. 

Mas essa foi uma tragédia anunciada, que teve nove mortes confirmadas. Numa perfeita demonstração de incompetência, irresponsabilidade e negligência, baseada em ordem de supostos técnicos, através da EMGERPI (Empresa de Gestão de Recursos do Piauí), por  volta das 16 h do dia 27 de maio de 2009, uma quarta-feira, a barragem Algodões I se rompeu, criando ondas com velocidade de 80 km/h. Rapidamente foi dado o alarme, através de celulares, rádio local e carros de som. Houve ainda a ação de heróis anônimos que sobre motos, correram aos lugares menos avisados. 

(Foto: João Passos)

O medo e a insegurança tomaram conta da população cocalense. Por volta das 19 horas, a luz elétrica apagou e a cidade mergulhou na escuridão, pois a onda devastadora levou junto com ela a rede elétrica. A cidade ficou incomunicável. O barulho das águas era ouvido. A água já estava a menos de dois quilômetros da sede do município. A água ia destruindo localidades e tudo que via pela frente.

(Foto: João Passos)

As pessoas de 11 localidades rurais tiveram de sair às pressas. O desespero das pessoas chegando àcidade, algumas com poucos pertences. O choro de crianças e mulheres era alimentado pelo relato dos homens diante de tanto terror que testemunhavam: centenas de pessoas correndo, tentando salvar o que podiam, andando pelos matos ou procurando os pontos mais altos. Alguns não conseguiram e foram levados pelas águas. No dia seguinte, vários corpos foram encontrados.

Um rastro de destruição, dor e morte marcou este dia. A grande tragédia nunca deverá ser esquecida!

Hoje faz 11 anos da tragédia que matou nove pessoas, desalojou duas mil famílias, arrasou a economia rural de uma vasta região do município piauiense de Cocal. Trata-se do rompimento da Barragem de Algodões, que represava o rio Pirangi.

Barragem de Algodões (Foto: João Passos)

Sobre isso, reproduzimos um texto do historiador João Passos, um dos maiores conhecedores da História de Cocal:

No dia 27 de maio de 2009, ocorreu um dos maiores desastres da história do Piauí: o rompimento da Barragem Algodões I, localizada no município de Cocal. Águas partindo em uma onda que chegou a 10 metros de altura arrastaram tudo que encontraram pela frente, desde árvores, postes, pedras, casas, animais e pessoas. Pelo menos 11 localidades rurais foram totalmente destruídas. 

(Foto: João Passos)

Além de Cocal, a cidade de Buriti dos Lopes foi atingida, sem contar trecho da BR-343, que, liga os municípios de Parnaíba e Luís Correia ao restante do Piauí.  Foram contabilizadas mais de duas mil famílias desalojadas e prejuízos irreparáveis. 

Mas essa foi uma tragédia anunciada, que teve nove mortes confirmadas. Numa perfeita demonstração de incompetência, irresponsabilidade e negligência, baseada em ordem de supostos técnicos, através da EMGERPI (Empresa de Gestão de Recursos do Piauí), por  volta das 16 h do dia 27 de maio de 2009, uma quarta-feira, a barragem Algodões I se rompeu, criando ondas com velocidade de 80 km/h. Rapidamente foi dado o alarme, através de celulares, rádio local e carros de som. Houve ainda a ação de heróis anônimos que sobre motos, correram aos lugares menos avisados. 

(Foto: João Passos)

O medo e a insegurança tomaram conta da população cocalense. Por volta das 19 horas, a luz elétrica apagou e a cidade mergulhou na escuridão, pois a onda devastadora levou junto com ela a rede elétrica. A cidade ficou incomunicável. O barulho das águas era ouvido. A água já estava a menos de dois quilômetros da sede do município. A água ia destruindo localidades e tudo que via pela frente.

(Foto: João Passos)

As pessoas de 11 localidades rurais tiveram de sair às pressas. O desespero das pessoas chegando àcidade, algumas com poucos pertences. O choro de crianças e mulheres era alimentado pelo relato dos homens diante de tanto terror que testemunhavam: centenas de pessoas correndo, tentando salvar o que podiam, andando pelos matos ou procurando os pontos mais altos. Alguns não conseguiram e foram levados pelas águas. No dia seguinte, vários corpos foram encontrados.

Um rastro de destruição, dor e morte marcou este dia. A grande tragédia nunca deverá ser esquecida!

Lidar mal com estatística é quebrar a bússola para o sucesso das ações de governos O coronavírus nos fez ver que o Brasil é uma grande quitanda