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As capitanias hereditárias de Wellington Dias

Wellington Dias é chamado de índio. Nada mais injusto com os povos originários do Brasil, já que o governador do Piauí está mais para um monarca português distribuindo donatarias com a máquina pública, paga com o meu, o seu, o nosso dinheiro.

As capitanias hereditárias de Wellington Dias (Foto: divulgação)

No retorno ao meu lazer de leituras burocráticas, deparo-me com a evidência de que o petista fez da máquina pública do Piauí um vasto latifúndio para distribuição de favores.

O mais evidente é a ocupação das secretarias como num misto de capitania hereditária e feudo. Espalha-se aí uma cadeia de vassalagem ao suserano-mor, sempre querendo se empanturrar de votos - sem que isso se transforme em progresso social e econômico para a população (seriam servos?).

Não é exagerada a comparação, sobretudo, se considerado o recorrente comportamento dos deputados estaduais que ocupam cargos de secretários para que Wellington Dias possa acomodar suplentes de sua vassalagem.

Na semana passada, voltaram à Assembleia Legislativa os deputados Pablo Santos, Wilson Brandão, Hélio Isaías, Janaínna Marques e Fabio Novo, esse último nomeado apenas cinco dias antes, depois de deixar o cargo no primeiro semestre para naufragar numa candidatura a prefeito de Teresina. Nesta semana, quem pegou o caminho em direção à Assembleia foi o deputado estadual Nerinho. A exemplo dos demais, deixou no lugar de secretário que ocupava um preposto, uma pessoa que fica ali, esquentando a cadeira enquanto o dono cuida de outros interesses.

Se isso não for um modelo administrativo que segue um padrão a misturar vassalagem e o sistema de capitanias hereditárias, a gente só pode é supor que possa seguir um padrão ainda pior no trato com a coisa pública.

Wellington Dias é chamado de índio. Nada mais injusto com os povos originários do Brasil, já que o governador do Piauí está mais para um monarca português distribuindo donatarias com a máquina pública, paga com o meu, o seu, o nosso dinheiro.

As capitanias hereditárias de Wellington Dias (Foto: divulgação)

No retorno ao meu lazer de leituras burocráticas, deparo-me com a evidência de que o petista fez da máquina pública do Piauí um vasto latifúndio para distribuição de favores.

O mais evidente é a ocupação das secretarias como num misto de capitania hereditária e feudo. Espalha-se aí uma cadeia de vassalagem ao suserano-mor, sempre querendo se empanturrar de votos - sem que isso se transforme em progresso social e econômico para a população (seriam servos?).

Não é exagerada a comparação, sobretudo, se considerado o recorrente comportamento dos deputados estaduais que ocupam cargos de secretários para que Wellington Dias possa acomodar suplentes de sua vassalagem.

Na semana passada, voltaram à Assembleia Legislativa os deputados Pablo Santos, Wilson Brandão, Hélio Isaías, Janaínna Marques e Fabio Novo, esse último nomeado apenas cinco dias antes, depois de deixar o cargo no primeiro semestre para naufragar numa candidatura a prefeito de Teresina. Nesta semana, quem pegou o caminho em direção à Assembleia foi o deputado estadual Nerinho. A exemplo dos demais, deixou no lugar de secretário que ocupava um preposto, uma pessoa que fica ali, esquentando a cadeira enquanto o dono cuida de outros interesses.

Se isso não for um modelo administrativo que segue um padrão a misturar vassalagem e o sistema de capitanias hereditárias, a gente só pode é supor que possa seguir um padrão ainda pior no trato com a coisa pública.

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