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O risco do investimento eleitoreiro

Na administração pública existem dois tipos de despesas: as de custeio e as de capital. As primeiras são gastos correntes, feitos para manter as coisas funcionando, o que vai de salário de servidor ao dinheiro do cafezinho na repartição. Despesas de capital se dividem na aplicação de recursos em obras e no pagamento de dívidas. Em situações normais, o gasto em obras resulta em retorno do recurso investido em lucro social (qualidade de vida), circulação monetária, geração temporária de postos de trabalho e em suporte para setores econômicos dinâmicos. 
 

Ocorre, contudo, que há o risco de a aplicação de recursos em despesas de capital não representar se não o interesse eleitoreiro pontual. Penso ser exatamente o que vem ocorrendo no Piauí. Secretarias de Estado que deveriam cuidar de agronegócio, agricultura familiar, desenvolvimento econômico, emprego, turismo etc. se esfalfam na pavimentação de ruas e avenidas. Um volume de obras gigantesco, com gastos igualmente enormes, para resultados pífios sob o aspecto da criação de uma infraestrutura para suporte ao desenvolvimento econômico do Piauí, onde faltam estradas e equipamentos que deem arrimo a atividades como a agricultura de alto rendimento e o turismo.

O turismo, aliás, é um setor emblemático dessa falta de compromisso do governo com desenvolvimento econômico sustentando e de longo prazo – justo num governo que se assina como de desenvolvimento, mas que pouco ou nada faz para isso. Uma Secretaria de Turismo que faz calçamento e não cuida do turismo é um problema. Talvez não para o secretário e seu chefe governador, cuja noção de desenvolvimentismo é a garantia de vencer a próxima eleição, ainda que ao custo de manter o estado do Piauí no modo desenvolvimento rabo de vaca, que cresce sempre para baixo.

Na administração pública existem dois tipos de despesas: as de custeio e as de capital. As primeiras são gastos correntes, feitos para manter as coisas funcionando, o que vai de salário de servidor ao dinheiro do cafezinho na repartição. Despesas de capital se dividem na aplicação de recursos em obras e no pagamento de dívidas. Em situações normais, o gasto em obras resulta em retorno do recurso investido em lucro social (qualidade de vida), circulação monetária, geração temporária de postos de trabalho e em suporte para setores econômicos dinâmicos. 
 

Ocorre, contudo, que há o risco de a aplicação de recursos em despesas de capital não representar se não o interesse eleitoreiro pontual. Penso ser exatamente o que vem ocorrendo no Piauí. Secretarias de Estado que deveriam cuidar de agronegócio, agricultura familiar, desenvolvimento econômico, emprego, turismo etc. se esfalfam na pavimentação de ruas e avenidas. Um volume de obras gigantesco, com gastos igualmente enormes, para resultados pífios sob o aspecto da criação de uma infraestrutura para suporte ao desenvolvimento econômico do Piauí, onde faltam estradas e equipamentos que deem arrimo a atividades como a agricultura de alto rendimento e o turismo.

O turismo, aliás, é um setor emblemático dessa falta de compromisso do governo com desenvolvimento econômico sustentando e de longo prazo – justo num governo que se assina como de desenvolvimento, mas que pouco ou nada faz para isso. Uma Secretaria de Turismo que faz calçamento e não cuida do turismo é um problema. Talvez não para o secretário e seu chefe governador, cuja noção de desenvolvimentismo é a garantia de vencer a próxima eleição, ainda que ao custo de manter o estado do Piauí no modo desenvolvimento rabo de vaca, que cresce sempre para baixo.

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