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Wellington Dias projeta um futuro que os números macroeconômicos passados teimam em negar

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), informa na mídia adestrada que em 2023 o Produto Interno Bruto do estado será de R$ 70 bilhões, em 2023. Ele desenha na água, projeta no ar, porque não há um só indicador que dê concretude a essa expansão do PIB entre 2019 e 2023.

Wellington Dias projeta um futuro que os números macroeconômicos passados teimam em negar (Foto: divulgação)

Em relação à última contagem da economia regional, de 2018 (R$ 50,38 bilhões, segundo o IBGE), o acréscimo será de R$ 19,62 bilhões ou 38,94% de expansão entre 2019 e 2023 – um hiato cinco anos com média de crescimento anual de 7,78%.

O número do governador tem cara, gosto, cheiro e jeito de chute macroeconômico, como é do feitio dele, um político populista (de esquerda, dizem os incautos!) que parece um híbrido de Alberto Silva e Mão Santa.

O crescimento médio de 7,78% projetado pelo governador não encontra arrimo. No ano passado, relatório pela Fundação Cepro, extinta nas sucessivas reformas administrativas do governador, apontava sobre o PIB do Piauí em termos de volume, “portanto, em termos reais, verifica-se o crescimento de 2,1% em 2018 relativamente a 2017”. 

A mesma Cepro publicou um documento chamado “Desempenho Econômico do Piauí 2002-2016”, no qual se expõe a taxa de crescimento acumulado e taxa média de crescimento 2002-2016. A taxa acumulada da expansão da economia do Piauí foi de 72,7%, o que dá média de 4% ao ano. É a maior do Nordeste, mas sobre a penúltima menor economia regional, atrás somente de Sergipe. 

Não se sabe de onde surgiram os números a indicar que, em um período de retração sucessiva da economia, posterior a uma recessão brutal (2014-2016) e a um crescimento econômico capenga (2017-2019), haveria a economia do Piauí de se descolar do restante do Brasil e tenha ela uma expansão de 7,78%, como projeta o governador. 

O que ele diz não se sustenta à luz da leitura de números disponíveis no próprio governo de turno no Piauí. Há um falseamento recorrente dos dados, com uma contabilidade criativa, que propugna uma redução em V e até zerar um deficit previdenciário crescente. Isso insulta a inteligência alheia pela não citação da crônica dependência do Piauí de investimentos públicos federais, responsáveis por alavancar a economia em períodos de expansão ou de retração.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), informa na mídia adestrada que em 2023 o Produto Interno Bruto do estado será de R$ 70 bilhões, em 2023. Ele desenha na água, projeta no ar, porque não há um só indicador que dê concretude a essa expansão do PIB entre 2019 e 2023.

Wellington Dias projeta um futuro que os números macroeconômicos passados teimam em negar (Foto: divulgação)

Em relação à última contagem da economia regional, de 2018 (R$ 50,38 bilhões, segundo o IBGE), o acréscimo será de R$ 19,62 bilhões ou 38,94% de expansão entre 2019 e 2023 – um hiato cinco anos com média de crescimento anual de 7,78%.

O número do governador tem cara, gosto, cheiro e jeito de chute macroeconômico, como é do feitio dele, um político populista (de esquerda, dizem os incautos!) que parece um híbrido de Alberto Silva e Mão Santa.

O crescimento médio de 7,78% projetado pelo governador não encontra arrimo. No ano passado, relatório pela Fundação Cepro, extinta nas sucessivas reformas administrativas do governador, apontava sobre o PIB do Piauí em termos de volume, “portanto, em termos reais, verifica-se o crescimento de 2,1% em 2018 relativamente a 2017”. 

A mesma Cepro publicou um documento chamado “Desempenho Econômico do Piauí 2002-2016”, no qual se expõe a taxa de crescimento acumulado e taxa média de crescimento 2002-2016. A taxa acumulada da expansão da economia do Piauí foi de 72,7%, o que dá média de 4% ao ano. É a maior do Nordeste, mas sobre a penúltima menor economia regional, atrás somente de Sergipe. 

Não se sabe de onde surgiram os números a indicar que, em um período de retração sucessiva da economia, posterior a uma recessão brutal (2014-2016) e a um crescimento econômico capenga (2017-2019), haveria a economia do Piauí de se descolar do restante do Brasil e tenha ela uma expansão de 7,78%, como projeta o governador. 

O que ele diz não se sustenta à luz da leitura de números disponíveis no próprio governo de turno no Piauí. Há um falseamento recorrente dos dados, com uma contabilidade criativa, que propugna uma redução em V e até zerar um deficit previdenciário crescente. Isso insulta a inteligência alheia pela não citação da crônica dependência do Piauí de investimentos públicos federais, responsáveis por alavancar a economia em períodos de expansão ou de retração.

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