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É preciso que a gente siga com ódio e nojo de qualquer ditadura

Já escrevi que ditadura é como câncer. Assim como a doença que degenera as células e faz o corpo perecer, agem as ditaduras minando as instituições e enfraquecendo a sociedade. Sob esse aspecto, não há nem câncer bom nem ditadura boa. Todos são ruins, deletérios. O câncer, se não impedido, destrói biologicamente um indivíduo; uma ditadura, se não confrontada, degenera o tecido social de um país até o ponto em que, ao anulá-lo, se fortalece a ponto de não poder ser extirpada, se não a um custo muito alto, às vezes de vidas, de milhares de vidas humanas.

É sobre isso que devemos nos deter atualmente: há um sistemático avanço de forças autoritárias sobre a sociedade em todo o mundo. O que antes estava circunscrito aos autocratas africanos e asiáticos e aos caudilhos latino-americanos, agora consegue penetrar mesmo nos tecidos democráticos mais saudáveis pela longevidade de suas instituições sociais e civis.

Os avanços galopantes do autoritarismo dão-se mesmo em democracias longevas, como os Estados Unidos, ou em democracias surgidas após amargas experiências totalitárias, como na Alemanha (nazismo) e Itália (fascismo) ou em lugares que durante boa parte do século XX viveram sob ditaduras comunistas, como é o caso dos países do Leste da Europa, onde viceja uma atração fatal de parte do eleitorado por ideias nacionalistas e xenófobas de uma extrema direita que se apresenta charmosa.

Nem se precisaria falar das clássicas ditaduras fortalecidas, como dito, pela degeneração que promoveram de seus tecidos sociais, como a China, Coreia do Norte e Cuba, mas é essencial que sejam citadas sempre porque há sempre quem olhe para esses três regimes ditatoriais com olhos condescendentes. Não pode haver condescendência com ditaduras. Nunca. Como sugeriu Ulysses Guimarães, devemos ter ódio e nojo à ditadura.

Todas as pessoas que desejam um mundo melhor não podem renunciar ao direito de buscar esse mundo através do caminho mais viável para tanto, que é a livre circulação das ideias, uma tripartição de poderes com equilíbrio e harmonia, o fortalecimento da sociedade, o respeito às minorias e à diversidade do tecido social. Nada disso é possível em ambientes antidemocráticos ou autoritários, daí a importância de se rejeitam toda e qualquer ditadura. Não nos adianta enxergar os males de uma ditadura e ignorar os males de outra porque temos uma posição ideológica ou política alinhada com esse ou aquele espectro político. 

Se consideramos que uma ditadura pode ser deixada em paz por nossas crenças políticas, não somos democráticos, somos coniventes com o autoritarismo. E isso, infelizmente, é muito mais comum que se pode imaginar.

Já escrevi que ditadura é como câncer. Assim como a doença que degenera as células e faz o corpo perecer, agem as ditaduras minando as instituições e enfraquecendo a sociedade. Sob esse aspecto, não há nem câncer bom nem ditadura boa. Todos são ruins, deletérios. O câncer, se não impedido, destrói biologicamente um indivíduo; uma ditadura, se não confrontada, degenera o tecido social de um país até o ponto em que, ao anulá-lo, se fortalece a ponto de não poder ser extirpada, se não a um custo muito alto, às vezes de vidas, de milhares de vidas humanas.

É sobre isso que devemos nos deter atualmente: há um sistemático avanço de forças autoritárias sobre a sociedade em todo o mundo. O que antes estava circunscrito aos autocratas africanos e asiáticos e aos caudilhos latino-americanos, agora consegue penetrar mesmo nos tecidos democráticos mais saudáveis pela longevidade de suas instituições sociais e civis.

Os avanços galopantes do autoritarismo dão-se mesmo em democracias longevas, como os Estados Unidos, ou em democracias surgidas após amargas experiências totalitárias, como na Alemanha (nazismo) e Itália (fascismo) ou em lugares que durante boa parte do século XX viveram sob ditaduras comunistas, como é o caso dos países do Leste da Europa, onde viceja uma atração fatal de parte do eleitorado por ideias nacionalistas e xenófobas de uma extrema direita que se apresenta charmosa.

Nem se precisaria falar das clássicas ditaduras fortalecidas, como dito, pela degeneração que promoveram de seus tecidos sociais, como a China, Coreia do Norte e Cuba, mas é essencial que sejam citadas sempre porque há sempre quem olhe para esses três regimes ditatoriais com olhos condescendentes. Não pode haver condescendência com ditaduras. Nunca. Como sugeriu Ulysses Guimarães, devemos ter ódio e nojo à ditadura.

Todas as pessoas que desejam um mundo melhor não podem renunciar ao direito de buscar esse mundo através do caminho mais viável para tanto, que é a livre circulação das ideias, uma tripartição de poderes com equilíbrio e harmonia, o fortalecimento da sociedade, o respeito às minorias e à diversidade do tecido social. Nada disso é possível em ambientes antidemocráticos ou autoritários, daí a importância de se rejeitam toda e qualquer ditadura. Não nos adianta enxergar os males de uma ditadura e ignorar os males de outra porque temos uma posição ideológica ou política alinhada com esse ou aquele espectro político. 

Se consideramos que uma ditadura pode ser deixada em paz por nossas crenças políticas, não somos democráticos, somos coniventes com o autoritarismo. E isso, infelizmente, é muito mais comum que se pode imaginar.

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