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Wellington Dias garante subvenção à Academia Piauiense de Letras, da qual pretenderia ser integrante

Não satisfeito em empulhar a administração pública, Wellington Dias agora estaria se movimentando para fazer o mesmo na Academia Piauiense de Letras. Há burburinho de que o governador do Piauí, sucesso de público como político, mas um fiasco de crítica como gestor, agora estaria disposto a se inscrever como imortal da APL. Deseja uma vaga naquele sodalício, como se dizia antigamente com o uso de palavras bolorentas.

Governador Wellington Dias (Foto: divulação)

Quero crer não ser verdadeira a pretensão do governador de tornar-se integrante da Academia Piauiense de Letras. Seria bem desmoralizante para a centenária casa ceder a esse tipo de pedido – embora Wellington Dias tenha publicado uns livros (dois ou três, me parece), os quais não li nem pretende ler porque com tempo de menos e livros demais de boa qualidade para ler, não posso me dar o luxo de ler coisas que poderão me fazer mal.

Mas supondo que sua excelência queira mesmo ser um acadêmico, imortal, membro do contubérnio das letras piauienses. Dirão a mim os que defendem o nome dele: “O Hugo Napoleão e o Alberto Silva também se candidataram e foram escolhidos”. É verdade e os dois também escreveram livros que não li nem pretendo ler e não haveria razão para dizer se são adequadas ou não as escolhas deles para a guilda literária, mas convém que se cite sobre os dois ex-governadores os seus programas de editoração de livros, num esforço incomum numa terra em que boa parte de elite se orgulha de sua ignorância e pendor pelo mau-gosto artístico-cultural.

Fac-símile do Diário Oficial com a lei que autoriza subvenção à Academia Piauiense de Letras

Sendo verdadeiro o burburinho sobre a pretensão de Wellington Dias em tornar-se imortal, o que poderia explicar tal desiderato? Só posso supor que seja a vaidade, definida pelo próprio Asmodeu, no filme “O advogado do Diabo”, como o pecado capital favorito do Capiroto.

Se assim for, Dias portar-se menos como governador e mais como o menino mimado que conseguiu tudo o que queria e agora pretende a imortalidade efêmera de uma confraria literária – tanto assim que estaria em curso um movimento para fazer dele candidato único a uma das cadeiras vagas no contubérnio literário daquele lindo palacete da avenida Miguel Rosa, que desde a semana passada conta com uma a Lei Nº 7.654, sancionada pelo pretenso postulante a sócio, em que se autoriza o “Poder Executivo autorizado a conceder subvenções sociais à Academia Piauiense de Letras nos anos exercícios fiscais de 2021 e 2022, no valor de R$ 180.000,00 por exercício”.

Convém que se cite aos envolvidos nesta eventual busca de aprazimento mútuo que se lembrem do livro do Eclesiastes, 1:2: Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade”. Ou ainda o que está em outro livro essencial da Bíblia, o Livro de Jó,15:31: Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.

Não satisfeito em empulhar a administração pública, Wellington Dias agora estaria se movimentando para fazer o mesmo na Academia Piauiense de Letras. Há burburinho de que o governador do Piauí, sucesso de público como político, mas um fiasco de crítica como gestor, agora estaria disposto a se inscrever como imortal da APL. Deseja uma vaga naquele sodalício, como se dizia antigamente com o uso de palavras bolorentas.

Governador Wellington Dias (Foto: divulação)

Quero crer não ser verdadeira a pretensão do governador de tornar-se integrante da Academia Piauiense de Letras. Seria bem desmoralizante para a centenária casa ceder a esse tipo de pedido – embora Wellington Dias tenha publicado uns livros (dois ou três, me parece), os quais não li nem pretende ler porque com tempo de menos e livros demais de boa qualidade para ler, não posso me dar o luxo de ler coisas que poderão me fazer mal.

Mas supondo que sua excelência queira mesmo ser um acadêmico, imortal, membro do contubérnio das letras piauienses. Dirão a mim os que defendem o nome dele: “O Hugo Napoleão e o Alberto Silva também se candidataram e foram escolhidos”. É verdade e os dois também escreveram livros que não li nem pretendo ler e não haveria razão para dizer se são adequadas ou não as escolhas deles para a guilda literária, mas convém que se cite sobre os dois ex-governadores os seus programas de editoração de livros, num esforço incomum numa terra em que boa parte de elite se orgulha de sua ignorância e pendor pelo mau-gosto artístico-cultural.

Fac-símile do Diário Oficial com a lei que autoriza subvenção à Academia Piauiense de Letras

Sendo verdadeiro o burburinho sobre a pretensão de Wellington Dias em tornar-se imortal, o que poderia explicar tal desiderato? Só posso supor que seja a vaidade, definida pelo próprio Asmodeu, no filme “O advogado do Diabo”, como o pecado capital favorito do Capiroto.

Se assim for, Dias portar-se menos como governador e mais como o menino mimado que conseguiu tudo o que queria e agora pretende a imortalidade efêmera de uma confraria literária – tanto assim que estaria em curso um movimento para fazer dele candidato único a uma das cadeiras vagas no contubérnio literário daquele lindo palacete da avenida Miguel Rosa, que desde a semana passada conta com uma a Lei Nº 7.654, sancionada pelo pretenso postulante a sócio, em que se autoriza o “Poder Executivo autorizado a conceder subvenções sociais à Academia Piauiense de Letras nos anos exercícios fiscais de 2021 e 2022, no valor de R$ 180.000,00 por exercício”.

Convém que se cite aos envolvidos nesta eventual busca de aprazimento mútuo que se lembrem do livro do Eclesiastes, 1:2: Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade”. Ou ainda o que está em outro livro essencial da Bíblia, o Livro de Jó,15:31: Não confie, pois, na vaidade, enganando-se a si mesmo, porque a vaidade será a sua recompensa.

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